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Contrato de Prazer: A Esposa de Fachada do Bilionário
Contrato de Prazer: A Esposa de Fachada do Bilionário
Author: Gregory Ellington

Capítulo 1

Author: Gregory Ellington
Olivia

Eu me afundei no banco do passageiro enquanto o carro de Ryan cortava as ruas de Los Angeles, ladeadas por palmeiras que balançavam devagar sob a luz morna do fim de tarde.

Minhas pálpebras pesavam depois de doze horas no Grupo Carter. A campanha trimestral de marketing exigiu esforço de toda a equipe e, como executiva júnior, eu sempre acabava presa no trabalho até nos fins de semana.

— Ainda tá comigo, amor? — Ryan desviou os olhos para mim por um instante, o cabelo escuro, perfeitamente penteado, dourado pelo último brilho do sol.

— Por pouco. — Abafei um bocejo. — Me lembra por que a gente vai pra essa festa quando eu podia estar com a cara enterrada no travesseiro agora?

— Porque Sophia te mataria se você faltasse ao aniversário dela. — Ele levou a mão ao meu joelho e o apertou de leve. — E porque você tá linda nesse vestido que eu comprei.

Baixei os olhos para o vestido preto de coquetel que ele tanto insistiu para eu usar. O decote descia mais do que eu escolheria por conta própria, e a barra subia o bastante para me deixar consciente demais do meu corpo toda vez que eu me sentava.

Ryan apareceu no meu apartamento com o vestido dentro de uma sacola de boutique. Enquanto eu o provava, os olhos dele brilhavam com uma expectativa que me deixou sem graça antes mesmo de eu me ver no espelho.

— Ainda acho um pouco demais pra uma festa de aniversário. — Puxei o tecido, tentando cobrir melhor o peito.

— Liv, a gente namora há dois anos. Eu sei melhor do que você o que fica bem em você. Confia em mim, todo cara nessa festa vai querer estar no meu lugar hoje à noite.

— Então é isso? Marcar território?

— Pode me culpar? — Ele piscou ao entrar na rua de Sophia, onde carros de luxo ocupavam as duas calçadas como uma vitrine silenciosa de dinheiro.

O triplex recém-comprado de Sophia brilhava contra o céu que se fechava em tons escuros. Lá dentro, a música pulsava pelas paredes, vibrando no ar antes mesmo de chegarmos à porta. Para alguém que acabava de completar vinte e cinco anos, Sophia se saía bem demais no mercado imobiliário.

Ryan encontrou uma vaga a meia quadra dali e desligou o motor.

— Pronta pra fazer uma entrada, Srta. Morgan?

— O máximo que dá pra estar. — Peguei a bolsa e a sacola de presente com a garrafa de champanhe vintage que Ryan sugeriu que levássemos.

Quando saí do carro, o ar frio da noite tocou meus ombros nus, e meu corpo se arrepiou. Ryan passou o braço pela minha cintura; a mão dele pousou baixo demais no meu quadril, com uma intimidade que parecia querer ser vista.

— Viu? Valeu a pena se arrumar. — Ele ergueu o queixo na direção da casa. — Esse lugar é surreal.

Subimos pela entrada curva da casa, onde pequenas luzes cintilavam entre as palmeiras. A porta da frente estava aberta, derramando claridade, música e risadas pela varanda.

— Olivia! Você veio! — Sophia apareceu na porta, radiante em um vestido dourado coberto de paetês. — Já estava achando que você ia me dar um bolo!

— O trabalho quase conseguiu me sequestrar. — Ri, me deixando envolver pelo abraço animado dela. — Feliz aniversário, Soph.

— E Ryan, gostoso como sempre. — Ela encostou beijos no ar perto do rosto dele. — Entrem, entrem! Todo mundo já tá duas bebidas na frente de vocês.

A mão de Ryan pousou na base das minhas costas quando entramos no hall, que se abria para uma sala enorme, tomada por pelo menos trinta pessoas. Janelas do chão ao teto revelavam a linha iluminada de Los Angeles, tremeluzindo ao longe como um punhado de estrelas caídas na cidade.

— Bebida? — Ryan perguntou, já varrendo o ambiente com os olhos.

— Pelo amor de Deus, sim. A mais forte que tiverem.

Ele riu baixo.

— Essa é a minha garota. Já volto.

Ryan sumiu na direção do bar improvisado, e um grito familiar atravessou a sala.

— Olivia Morgan, vem aqui agora!

Virei e vi Emilia acenando feito louca de um sofá macio e enorme. Minha melhor amiga desde a faculdade já estava corada pela bebida, com o cabelo loiro caindo em ondas sobre os ombros.

— Em! — Atravessei pequenos grupos de convidados até chegar a ela. — Faz tempo que você chegou?

— Tempo suficiente pra saber a história de vida do bartender. — Ela se levantou, oscilando um pouco sobre os saltos, e me abraçou. Depois se afastou, me segurando pelos braços para examinar meu vestido. — Cacete, seus peitos ficaram incríveis nesse vestido. Foi Ryan que escolheu?

Senti o rosto esquentar.

— Tá tão óbvio assim?

— Só porque eu te conheço há oito anos e você nunca mostrou esse decote por livre e espontânea vontade. — Ela abriu um sorriso malicioso. — Não que eu esteja reclamando. Se eu tivesse esse peitão, também colocava pra jogo.

— Dá pra falar um pouco mais alto? Acho que nem todo mundo em Malibu ouviu.

— Foi mal, não resisto. Você fica sem graça fácil demais. — Os olhos de Emilia brilharam de travessura quando ela bebeu mais um gole. — Aliás, você viu a aniversariante? Juro que ela estava aqui recebendo o povo e, de repente, sumiu.

Passei os olhos pela sala cheia.

— Na verdade, não. E pra onde Ryan foi? Ele ia pegar uma bebida pra mim.

— Talvez lá fora? Vi uma galera indo pro jardim dos fundos mais cedo. — Emilia deu de ombros. — Ou ele pode estar fumando escondido.

Apertei os olhos.

— Ele me disse que parou faz três meses. Se eu pegar Ryan fumando depois daquele papo todo de "amor, larguei a nicotina pra sempre", eu mesma mato ele.

— Homem mente pelas coisas mais idiotas. Sério, é só admitir que ainda fuma e poupar a gente do drama.

— Vou procurar ele. — Puxei a barra do vestido, que subiu a um ponto perigoso. — Se ele estiver lá fora com um cigarro, eu apago naqueles sapatos favoritos dele.

— Essa é a minha garota. — Emilia ergueu o copo. — Vou ficar bem aqui julgando as escolhas de roupa de todo mundo até você voltar.

Atravessei a sala cheia, abrindo caminho entre risadas, perfumes caros e rostos meio conhecidos de outras festas. Na cozinha, um grupo se amontoava em volta das garrafas, misturando bebidas com a confiança de quem já passou do limite.

Nada de Ryan.

No pátio dos fundos, algumas pessoas jogavam alguma versão barulhenta de bebida com doses e bolinhas de pingue-pongue.

Ryan também não estava ali.

— Procurando alguém?

Um cara alto, com coque no cabelo, se aproximou. Os olhos dele desceram para o meu decote antes de encontrarem meu rosto.

— Meu namorado. Alto, cabelo escuro, provavelmente com aquela cara de quem se acha esperto demais.

Ele riu.

— Não vi. Mas posso te fazer companhia até ele aparecer.

— Passo. Mas obrigada.

Virei as costas, com a irritação crescendo por dentro. Onde diabos Ryan se meteu com a minha bebida?

Subi a escada flutuante e moderna até o andar de cima, onde o barulho da festa chegava mais abafado, como se a casa engolisse a música aos poucos. O corredor, iluminado por uma luz baixa, tinha várias portas fechadas.

Então um som me prendeu no lugar.

Um gemido? Uma risada? Alguma coisa entre os dois.

Veio fraco, mais adiante, no fim do corredor.

O som se repetiu, mais nítido dessa vez.

Definitivamente um gemido.

Ótimo. Algum casal escolheu um canto escondido da festa de Sophia para se agarrar. Que classe.

Eu já ia voltar quando vi uma porta entreaberta no fim do corredor. Um fio de luz escapava pela fresta e se derramava sobre o piso de madeira.

Alguma coisa me puxou para a frente. Curiosidade, talvez. Ou aquele instinto cruel que chega antes da desgraça e mesmo assim não impede ninguém de continuar.

Quanto mais eu me aproximava, mais claros os sons se tornavam.

A voz de uma mulher, sem fôlego, urgente:

— Porra, sim, aí mesmo.

Parei de respirar.

Eu conhecia aquela voz.

Então veio uma voz masculina, baixa, firme, dona de si:

— Você gosta assim, não gosta? Me diz o quanto você quer.

Meu estômago despencou.

Ryan.

Eu devia virar as costas. Devia descer aquelas escadas, atravessar a sala e sair pela porta da frente sem olhar para trás. Mas meus pés me traíram. Cheguei mais perto e empurrei a porta um pouco mais.

A cena se gravou nos meus olhos como ferro em brasa.

Sophia estava inclinada sobre a penteadeira, o vestido dourado levantado até a cintura, a pele nua exposta sob o brilho indecente dos paetês. Ryan estava atrás dela, com a calça caída nos tornozelos, as mãos cravadas nos quadris dela enquanto a penetrava com movimentos duros, como se o mundo inteiro fora daquele quarto não existisse.

— Mais forte. — Sophia gemeu, agarrada à borda da penteadeira. — Quero sentir isso amanhã.

— Que porra é essa?

As palavras escaparam antes que eu conseguisse segurar.

Os dois congelaram.

Ryan virou a cabeça num movimento brusco, os olhos arregalados de choque.

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