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Capítulo 7

Penulis: Gregory Ellington
Olivia

Nossa diretora iniciou a apresentação, introduzindo a campanha e a equipe por trás dela. Quando chegou minha vez, avancei com as pernas um pouco trêmulas.

— Bom dia. — Comecei, com a voz mais firme do que eu me sentia. — Vou apresentar a estratégia de redes sociais para a nova linha de produtos.

Cliquei no primeiro slide e me concentrei no território conhecido, não nos olhos cinzentos que eu sentia sobre mim. À medida que falava, minha segurança voltava aos poucos. Aquilo era meu campo. Eu conhecia aqueles números, aquelas plataformas, aquelas estratégias por dentro e por fora.

No meio da minha parte, ousei olhar diretamente para Alexander.

Ele me observava com uma expressão indecifrável, a cabeça levemente inclinada. Mas, quando nossos olhos se cruzaram, algo pareceu mudar no rosto dele.

Por um instante, achei ver um lampejo de reconhecimento naqueles olhos cinza de aço. Os lábios dele se entreabriram de leve e, por uma fração de segundo, quase parecia surpresa de verdade.

Ou talvez fosse só minha imaginação tentando me sabotar.

Perdi o fio por apenas um segundo, mas logo recuperei o ritmo e segui explicando as projeções de engajamento para o Instagram.

Quando olhei para ele de novo, Alexander se inclinou na direção de um dos assistentes e disse algo baixo, sem deixar de me observar.

Concluí minha parte e passei a palavra para Vivian, voltando ao meu lugar com o coração disparado. Durante o resto da apresentação, senti o olhar de Alexander retornar a mim algumas vezes, mas mantive os olhos presos em quem falava.

Quando a apresentação terminou, nossa diretora abriu espaço para perguntas.

Alexander falou pela primeira vez.

— Um trabalho impressionante. — A voz grave dele preencheu a sala, reconhecível demais. — Especialmente a estratégia de redes sociais. Uma abordagem muito inovadora.

Meu rosto ardeu quando vários colegas olharam na minha direção. A diretora abriu um sorriso radiante e lhe agradeceu pela presença e pelo feedback.

Quando a sala começou a se esvaziar, juntei minhas anotações depressa, planejando uma retirada estratégica. Eu quase alcancei a porta quando ouvi a voz dele atrás de mim.

— Srta. Morgan, certo?

Virei devagar e encontrei Alexander a poucos passos de distância, as mãos nos bolsos. A expressão dele era neutra, mas havia um brilho nos olhos que eu não consegui decifrar.

— Sim, senhor. — Consegui responder. — Olivia Morgan.

Ele me estudou por um instante, e me perguntei se comparava a versão profissional e composta diante dele com a mulher que conheceu naquela noite. A garota de vestido preto curto, maquiagem borrada e coração em ruínas contra a executiva júnior impecável que acabava de conduzir uma apresentação sem falhas.

— Faz tempo. — Ele disse por fim, baixo o suficiente para que só eu ouvisse. — Como você está?

Pisquei.

— Faz tempo? — As palavras escaparam antes que eu conseguisse segurá-las.

O cérebro dele estava com defeito? Fazia menos de uma semana que Alexander Carter me levou para casa depois da pior noite da minha vida.

Algo passou pelos olhos dele, talvez diversão.

— Por que não conversamos no meu escritório?

Meu estômago despencou até os tornozelos.

O escritório dele? O santuário mítico do último andar, sobre o qual executivos júniores cochichavam, mas jamais visitavam?

Antes que eu conseguisse formular uma resposta, Nova apareceu ao meu lado, segurando uma pilha de pastas contra o peito.

— Olivia, preciso que você... — Ela congelou no meio da frase, os olhos se arregalando ao notar Alexander ali. — Ah! Sr. Carter. Desculpe, eu não percebi... — Recuou como se se deparasse com um tigre adormecido. — Podem continuar. Isso pode esperar.

Ela desapareceu tão depressa que quase esperei ver uma nuvem de poeira no formato de Nova atrás dela.

— Certo. — Falei, subitamente consciente de como minha boca ficou seca.

Enquanto caminhávamos até o elevador, tentei me recompor por dentro. Por que eu estava tão nervosa? Eu não fiz nada de errado. E daí se ele me viu no meu pior momento? Peguei meu namorado me traindo, fui assediada por bêbados, e Alexander apenas agiu como um ser humano decente ao nos oferecer uma carona. Não havia motivo para vergonha.

As portas do elevador se fecharam com um toque suave, nos deixando a sós naquele espaço elegante e reservado.

Alexander apertou o botão do último andar, e eu tentei não me mexer demais enquanto subíamos em silêncio.

— Sua apresentação foi excelente. — Ele falou de repente. — Você entende muito bem o público das redes sociais.

— Obrigada. — Consegui responder, surpresa com o elogio. — Acho que é a minha área.

O elevador se abriu para uma recepção que eu nunca vi antes. Diferente do departamento de marketing, quinze andares abaixo, sempre cheio de movimento, aquele espaço era silencioso, com móveis sofisticados e janelas do chão ao teto que ofereciam uma vista panorâmica de Los Angeles.

Uma mulher com um coque impecável ergueu os olhos por trás da mesa.

— Sr. Carter, sua reunião das três ligou para remarcar.

— Obrigado.

Ele me conduziu pela recepção com um toque leve na base das minhas costas, e o contato mandou uma corrente elétrica pela minha espinha.

O escritório de Alexander parecia menos um escritório e mais um apartamento de luxo, só sem quarto. Uma mesa imensa dominava uma das extremidades, enquanto uma área de estar, com sofás de couro, ocupava a outra. Um bar elegante brilhava no canto. E a vista... meu Deus, a vista. Los Angeles se estendia abaixo de nós como um mapa vivo, com o oceano visível ao longe.

— Quer beber alguma coisa? — Ele perguntou, indo até o bar.

— Água seria ótima.

Continuei de pé, sem saber exatamente onde me colocar naquele espaço amplo demais.

Ele voltou com dois copos e indicou os sofás.

— Por favor, sente-se.

Sentei-me na beirada de um sofá de couro que parecia caro o bastante para pagar meu aluguel.

Alexander se acomodou à minha frente, um tornozelo apoiado sobre o joelho oposto, a imagem perfeita de uma autoridade relaxada.

— Então. — Ele tomou um gole de água. — Como você está de verdade?

A pergunta me pegou desprevenida. Não era a conversa profissional que eu esperava.

— Eu estou... bem. — Respondi no automático, mas reconsiderei. — Na verdade, melhor do que imaginei. Descobrir seu namorado transando com sua amiga coloca algumas coisas em perspectiva.

Um sorriso quase imperceptível tocou os lábios dele.

— Imagino que sim.

— Olha, sobre aquela noite... — Comecei, decidida a enfrentar o elefante no meio da sala. — Eu agradeço pelo que você fez, mas espero que isso não mude a forma como me vê profissionalmente.

Alexander pousou o copo de água sobre a mesa com uma precisão deliberada.

— Sua vida pessoal não diminui sua competência profissional, Srta. Morgan. Seu trabalho fala por si.

Um alívio quente me atravessou.

— Obrigada. Eu estava preocupada...

— No entanto. — Ele me interrompeu, se inclinando um pouco para a frente. — Há uma coisa que eu gostaria de discutir com você.

— O que é? — Perguntei, passando os dedos, nervosa, pela umidade do copo.

Os olhos de Alexander se prenderam aos meus, intensos, imóveis. O silêncio se estendeu entre nós por três batidas do coração.

— Preciso de uma esposa. — A voz dele era aço envolto em veludo. — E você vai se casar comigo.

Engasguei no meio do gole e acabei espirrando água sobre a mesa de centro.

— Desculpa, o quê?

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