تسجيل الدخولO FBI prendeu Germany Slater às 6 da manhã. Monica assistia à cobertura jornalística da cobertura de George, onde estava hospedada desde o incidente no hotel, três dias atrás.
"Agentes federais invadiram os escritórios da Slater Financial Services esta manhã", anunciou o repórter. "Germany Slater enfrenta acusações de peculato, fraude, chantagem e conspiração."
George desligou a televisão. "Acabou. Finalmente."
"E as fotos com as quais ele nos ameaçou?"
"O agente Rodriguez as encontrou no computador de Germany. Elas serão destruídas como prova após o julgamento."
Monica sentiu um alívio imenso. As fotos jamais viriam à tona.
"E Sharon?"
"Declarou-se culpada de conspiração ontem. Ela cumprirá dezoito meses em uma prisão de segurança mínima."
O telefone de George tocou. Era seu advogado.
"Os documentos para a anulação do casamento estão prontos para serem protocolados", disse George a Monica depois de desligar. "Estarei legalmente solteiro novamente em noventa dias."
Monica assentiu com a cabeça. Ela já esperava por essa notícia, mas ainda assim a achava significativa.
"Monica, precisamos conversar sobre o que acontece a seguir."
"Como assim?"
"Com a gente. Nessas últimas semanas trabalhando juntos, morando no mesmo apartamento, parece que..."
"Parece que o quê?"
"Parece que estamos casados de novo. Mas melhor dessa vez. Mais honesto."
O coração de Monica disparou. Ela também sentira isso, a crescente proximidade, a antiga atração voltando mais forte do que antes.
"George, não podemos simplesmente retomar de onde paramos. Muita coisa aconteceu."
"Eu sei. Mas podemos recomeçar. Namorar de verdade dessa vez. Construir algo real em vez de um casamento arranjado."
"Você quer namorar sua ex-esposa?"
"Quero namorar a mulher por quem me apaixonei há três anos. A mulher que nunca deixei de amar."
Monica se afastou dele. A gravidez já estava em doze semanas. Logo a barriga estaria aparecendo e não daria mais para esconder. "Há algo que preciso te contar primeiro."
"O que é?"
Mônica respirou fundo. Este era o momento que mudaria tudo.
"Estou grávida."
George a encarou. "Grávida?"
"Desde aquela noite no hotel. Depois que os papéis do divórcio foram entregues."
"Você está carregando meu filho?"
"Sim."
George sentou-se pesadamente no sofá. "Há quanto tempo você sabe?"
"Desde o dia em que conheci Simon. Eu planejava criar o bebê sozinho em Boston."
"Sem me contar?"
"Você era casado com Sharon. Achei que você já tivesse superado completamente."
George passou as mãos pelos cabelos. "Um bebê. Vamos ter um bebê."
"Eu vou ter um bebê. O que você fizer é problema seu."
George se levantou e caminhou até a janela com vista para Manhattan.
"Mônica, você tem ideia de como isso me faz sentir?" "Presa? Obrigada?"
George se virou. Seus olhos brilhavam com lágrimas.
"Completa. Pela primeira vez em meses, me sinto completo."
Monica não esperava essa resposta.
"Sério?"
"Eu queria ter filhos desde que nos casamos. Você sabe disso. Mas o momento nunca pareceu certo com toda a pressão dos negócios."
"O momento também não é exatamente perfeito agora."
"Quando é que é perfeito? Mas nós nos amamos. Nós dois somos livres. Temos uma chance de fazer isso direito."
"George, eu não sei se consigo confiar completamente em você de novo."
"Então deixe-me provar. Deixe-me passar cada dia mostrando que eu escolho você e nosso bebê acima de tudo."
Monica sentiu sua determinação vacilar. As últimas semanas lhe mostraram vislumbres do homem por quem ela se apaixonara originalmente.
"E a Corporação Winston?"
"Vou contratar gerentes. Me afastar das operações do dia a dia. Me concentrar em ser marido e pai."
"Ainda não somos casados."
"Ainda não."
George se ajoelhou diante de Monica.
"Não tenho um anel. Dei o último a você sob falsos pretextos durante um casamento arranjado. Desta vez é diferente."
"George, o que você está fazendo?"
"Monica Charleston, eu te amo completamente e sinceramente. Quero me casar com você porque não consigo imaginar a vida sem você. Você me daria outra chance de ser o marido que você merece?"
Monica o encarou. Três meses atrás, ela teria dito sim imediatamente. Agora, estava mais cautelosa.
"Preciso de tempo para pensar."
George se levantou. "Claro. Leve todo o tempo que precisar."
"E quero fazer as coisas de forma diferente desta vez. Sem acordos comerciais. Sem pressão familiar. Apenas nós decidindo o que queremos."
"Com certeza."
"E vou manter minha consultoria. Não vou voltar a ser apenas uma esposa de executivo."
"Eu não pediria isso a você. Seu negócio é impressionante. Você construiu algo incrível."
Mônica sorriu. George nunca havia apoiado suas ambições de carreira durante o casamento.
"O que te fez mudar de ideia sobre eu trabalhar?"
"Observando você nessas últimas semanas. Você é brilhante em estratégia de negócios. Fui um idiota por não ter percebido isso antes."
"Sim, você foi."
George riu. "Eu mereci isso."
O telefone de Mônica tocou. Era o consultório médico confirmando...
Ela marcou a consulta para a semana que vem.
"Tenho uma consulta pré-natal na quinta-feira", disse ela a George. "Você quer vir?"
"Posso?"
"Se você quiser ver o primeiro ultrassom do nosso bebê."
O rosto de George se iluminou. "Mais do que tudo."
"Então sim. Você pode vir."
George puxou Monica para seus braços e beijou sua testa.
"Obrigado por me darem essa segunda chance. Vocês dois."
Monica encostou a cabeça no peito de George e ouviu as batidas do seu coração. Era bom estar em seus braços novamente.
"Não me faça me arrepender."
"Nunca mais. Eu prometo."
Monica se afastou um pouco para olhá-lo. "Ainda não estou dizendo sim para casar de novo. Vamos com calma desta vez."
"O que você quiser."
"Quero que a gente namore direito. Ir jantar, ver filmes, conversar sobre nossos sonhos e objetivos."
"Como casais normais fazem." — Exatamente. Quero me apaixonar por você de novo, George. Mas pelo verdadeiro você, não pelo homem que você achava que eu queria que você fosse.
— Combinado.
George a beijou suavemente. Era diferente dos beijos antigos. Mais sincero. Mais esperançoso.
— Eu te amo, Monica Charleston.
— Eu também te amo, George Winston. Apesar de tudo o que aconteceu, eu nunca deixei de te amar.
— O que vamos dizer para as pessoas? Sobre o bebê, sobre a nossa volta?
— A verdade. Que estamos vivendo um dia de cada vez.
Monica olhou ao redor da cobertura que um dia fora o lar deles. Poderia ser novamente, mas só se eles construíssem algo real desta vez.
— Mais uma coisa — disse Monica.
— O quê?
— Se fizermos isso, se tentarmos de novo, o nome de Germany Slater nunca mais será mencionado em nossa casa. Esse capítulo estará encerrado para sempre.
— Concordo. Chega de manipulação externa. Só nós fazendo nossas próprias escolhas. — Só nós dois — concordou Monica.
Ela colocou a mão de George em sua barriga, onde o bebê estava crescendo.
— E logo, só nós três.
George sorriu e se inclinou para beijá-la novamente. Desta vez, Monica retribuiu o beijo sem hesitar.
Lá fora, Manhattan brilhava com a luz do entardecer. Dentro, duas pessoas que haviam perdido tudo estavam construindo algo novo a partir dos pedaços de seu casamento destruído.
Não seria fácil. A confiança levaria tempo para ser reconstruída. Mas eles tinham algo pelo qual valia a pena lutar agora.
Um ao outro. Seu bebê. E uma segunda chance para a felicidade.
Se você está gostando da história, lembre-se de adicioná-la à sua biblioteca para não perder as últimas atualizações
Monica tinha uma conferência de três dias em Chicago, uma palestra importante para a qual vinha se preparando há meses, o tipo de marco profissional que representava tudo o que ela havia reconstruído do zero após o divórcio. George insistiu, com total confiança, que conseguiria lidar com três dias sozinho com Georgia, Ian e Ashley sem incidentes.Ao final do primeiro dia, George percebeu que estava terrivelmente enganado.Começou razoavelmente bem. O café da manhã correu bem — Georgia se virava sozinha com o cereal, e os gêmeos, agora com oito meses, comiam suas papinhas com a bagunça típica da idade, mas nada que George não conseguisse controlar. Ele sentiu, ao deixar Georgia na pré-escola com os dois gêmeos no carrinho duplo, uma modesta e totalmente prematura sensação de competência.O problema começou na hora da soneca, quando Ian e Ashley, aparentemente pressentindo a ausência da mãe por meio de alguma telepatia infantil que nenhum dos pais conseguia explicar, decidiram em perfei
A casa no lago fora sugestão de Simon, por mais estranho que parecesse — uma propriedade que sua família possuía há duas gerações, situada de forma tranquila e discreta no final de uma estrada de terra a três horas ao norte da cidade, o tipo de lugar que cheirava a agulhas de pinheiro e fumaça de lenha velha assim que se entrava pela porta."Você precisa de um lugar sem sinal de celular", disse Simon, entregando as chaves a George com a franqueza peculiar de um homem que vira seu chefe se esgotar por um ano inteiro. "Um lugar onde a Corporação Winston não possa te contatar, nem ninguém mais. Leve sua família. Eu cuido de tudo o que surgir. Isso é uma ordem, não uma sugestão."George riu de receber ordens do próprio chefe de segurança e, três dias depois, arrumou o carro mesmo assim.Monica não esperava relaxar. Passou toda a viagem meio convencida de que alguma crise surgiria assim que cruzassem a divisa do condado — velhos hábitos, a vigilância peculiar de uma mulher que passara dois
Não foi, considerando tudo o que já tinham superado, uma briga significativa. Era justamente isso que a tornava estranha.Tudo começou com a louça — mais especificamente, uma pilha dela deixada na pia por dois dias, que George presumiu que Monica lavaria e Monica presumiu que George lavaria, um mal-entendido doméstico completamente comum que, em seu antigo casamento, teria se dissipado em um silêncio gélido e três semanas de ressentimento não expresso.Em vez disso, George disse: "Achei que você fosse lavar a louça."E Monica respondeu: "Eu também achei."E ambos ficaram parados na cozinha, olhando para quatro dias de louça suja com a irritação peculiar de dois pais exaustos que, por um breve momento, ambos haviam deixado uma bola cair."Esta é a nossa primeira briga de verdade", disse Monica, surpreendendo-se com a própria constatação.George fez uma pausa, com o pano de prato na mão. "Sobre a louça.""Sobre a louça", confirmou Monica.Algo no absurdo da situação quebrou um pouco a t
Tudo começou como uma simples história para dormir e, ao longo de vários meses, transformou-se numa mitologia inteira que George não planejava criar e da qual não conseguia, naquele momento, escapar."Conte-me sobre Gerald", disse Georgia certa noite, segurando o pinguim de pelúcia com expectativa. George, improvisando, exausto, tentando alcançar qualquer coisa, disse: "Era uma vez, Gerald, o pinguim, que descobriu que podia voar, mas apenas à noite e somente quando alguém precisava dele."Georgia ficou imóvel, com a atenção absorta de uma criança que acabara de receber algo precioso."Continue", disse ela.E ele continuou. Gerald, descobriu-se, era secretamente o pinguim mais corajoso do Ártico, encarregado de uma missão noturna: sobrevoar o céu e verificar se havia crianças com medo do escuro. Ele tinha um rival — uma coruja rabugenta chamada Bartolomeu, que não acreditava que pinguins pudessem voar — e uma melhor amiga, uma morsa chamada Pérola, que o ajudava a se orientar pelas es
Ian não parava de chorar, e George descobriu, por volta do quadragésimo minuto da crise, que a única coisa que funcionava era movimento.Não andar. Não pular. Balançar — devagar, rítmico, quase como dançar, embora George não tivesse chamado assim se alguém perguntasse. Ele simplesmente notou, no delírio exausto de uma mamada às duas da manhã que deu errado, que o choro de Ian passou de um protesto estridente para um soluço abafado no momento em que George começou a transferir o peso de um pé para o outro na cozinha, segurando o filho contra o ombro, cantarolando algo sem melodia baixinho.Monica o encontrou assim — descalço no piso frio da cozinha, balançando lentamente na penumbra sobre o fogão, o choro de Ian se transformando em pequenos suspiros exaustos contra seu ombro."Você descobriu o truque", disse ela suavemente, encostando-se no batente da porta."Eu não descobri truque nenhum", disse George, ainda balançando. "Descobri a única coisa que funcionou em quarenta minutos e tenh
George nunca tinha feito tranças na vida, e estava determinado a não deixar que isso o impedisse às seis e meia da manhã, com Georgia sentada de pernas cruzadas na bancada do banheiro, escova de cabelo em uma mão, três elásticos de cabelo presos no pulso como um homem se preparando para uma pequena e específica batalha."Mamãe faz duas tranças", informou Georgia, observando seu rosto no espelho com a calma autoridade de alguém que havia sobrevivido a quatro anos de negociações capilares. "Uma de cada lado. Depois, elas se encontram atrás.""Duas tranças", repetiu George. "Se encontrando atrás. Entendi."Na verdade, ele não tinha entendido.Monica estava no chuveiro no final do corredor, completamente alheia à situação, tendo concordado na noite anterior — mais como uma brincadeira, mais para ver o que aconteceria — que George cuidaria do cabelo dela para o dia da foto enquanto ela se arrumava para a ligação com o cliente às nove horas. Ela não esperava que ele realmente tentasse. Espe







