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Capítulo 131 — O Vento de Sotavento

last update publish date: 2026-10-18 20:40:24

POV Thomas

O cheiro de serragem de cedro e óleo de linhaça costumava ser o suficiente para calar qualquer ruído do mundo. Depois que Elliot e Camille subiram a serra com o garoto no banco traseiro, a marina voltou ao ritmo do mar: o marulho constante lambendo os pilares de concreto, o grasnado das gaivotas disputando restos de tainha e a forja estalando baixo no fundo do meu barracão.

Eu estava curvado sobre a bancada lateral da oficina, com o formão de meia-polegada na mão direita, desbasta
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    POV Thomas O cheiro de serragem de cedro e óleo de linhaça costumava ser o suficiente para calar qualquer ruído do mundo. Depois que Elliot e Camille subiram a serra com o garoto no banco traseiro, a marina voltou ao ritmo do mar: o marulho constante lambendo os pilares de concreto, o grasnado das gaivotas disputando restos de tainha e a forja estalando baixo no fundo do meu barracão. Eu estava curvado sobre a bancada lateral da oficina, com o formão de meia-polegada na mão direita, desbastando o encaixe da quilha de um bote quando um som estranho cortou a calmaria do cais. Não era o estalo seco dos motores a diesel dos barcos de pesca nem o tranco da minha própria caminhonete. Era o zumbido aveludado, potente e cirúrgico de doze cilindros em linha, roncando baixo como um felino rondando a praia. Parei o movimento da lâmina no meio do veio da madeira. Aproximei-me da porta corrediça do galpão, mantendo-me na sombra das tábuas de cedro empilhadas. Pela abertura de meio metro, olh

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    POV Camille O ronco abafado do sedã descendo a alameda morreu devagar na curva dos pinheiros, até que o único som restante na colina fosse o estalo da madeira da casa contra o vento marítimo. Eu continuava encostada na parede ao lado da janela da sala, com os dedos cravados na cortina pesada de linho. Do ponto cego onde me mantive, vi quando Elliot deu meia-volta, curvou-se sobre o primeiro degrau de pedra e deixou algo brilhando contra a ardósia cinzenta antes de entrar no carro. Thomas não subiu a serra imediatamente atrás dele. O marinheiro atravessou a caminhonete azul-escuro bem no meio da passagem da cerca de madeira, travou o freio de mão com um estalo metálico audível até a varanda e sentou-se na caçamba aberta, tirando o cachimbo do bolso com a calma irritante de quem montara um bloqueio militar intransponível. A casa voltou a ser um túmulo. Atrás de mim, um som fraco de madeira raspando no chão me fez virar o rosto. Leo descera os últimos três degraus da escada em car

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    POV Elliot Parker O frio do outono de Dorset cortava a minha camisa amassada como pontas de agulha, mas eu não sentia a temperatura da carne. Havia uma dormência oca, corrosiva, que se espalhava do centro do peito para as extremidades dos meus dedos. Desci o último degrau da varanda de pedra com o corpo pesado, como se carregasse nos ombros todo o concreto injetado na caverna da falésia. A porta de carvalho permanecera trancada com o ferrolho de bronze. A frase dela ainda queimava nas minhas têmporas, palavra por palavra: "Eu vou embora de Port Regis hoje mesmo... e você nunca mais vai encontrar a gente." Parei no cascalho ao lado da porta aberta do carro alugado em Weymouth. Apoiei o antebraço sobre o teto metálico do veículo, curvando a coluna pela primeira vez em anos. A respiração saía em baforadas brancas e curtas na névoa da manhã. O suor frio das quarenta horas de viagem sem descanso colava o tecido fino da camisa às minhas costas, e os olhos ardiam sob uma pressão que fa

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