LOGINRoberto levou Tatiane de volta para a mansão da família Oliveira.— No dia 16, vou com você para Nova York. — No caminho, disse.Tatiane virou o rosto para olhá-lo.— Um jogo que desenvolvemos teve uma repercussão excelente na América do Norte. Desta vez, vou participar de um evento de games por lá e, aproveitando a viagem, trazer mais um prêmio para casa. — Roberto explicou.Tatiane sorriu.— Então acho que já posso te dar os parabéns.Roberto também sorriu.— Quando chegarmos lá, te levo para jantar.— Combinado.Os assuntos da Alvorada Investimentos que Tatiane precisava resolver pessoalmente já estavam praticamente encaminhados. Os dois grandes projetos que ela havia conquistado naquele período seriam acompanhados por Patrícia dali em diante.Naquele dia, porém, ainda havia uma entrevista que precisava ser conduzida por ela em pessoa. Era um compromisso marcado havia muito tempo.E o convidado daquela vez não era outro senão Felipe.No ambiente de trabalho, a postura de Tatiane dia
Tatiane olhou para a própria mão, agora vazia, mas não disse nada.Logo ouviu a voz de Lílian atrás dela.— Tio!Tatiane se virou na direção da voz e viu Roberto.Então levou Bia até ele.Roberto olhou para as duas. Quando seus olhos encontraram os de Tatiane, ambos sorriram.Ele deu um passo à frente, pegou Bia no colo e a ergueu bem alto.A menina caiu na gargalhada.Roberto a colocou de volta no chão. Ao erguer os olhos, viu Henrique se aproximar e parar ao lado de Tatiane.O sorriso em seu olhar diminuiu um pouco.— Primo.Henrique respondeu apenas com um leve som de assentimento.O jantar terminou às nove da noite.André e Isadora se despediram dos convidados um a um.Antes de ir embora, Júlia segurou a mão de Tatiane e disse:— Quando você tiver um tempo, vamos marcar de nos encontrar com calma.Tatiane assentiu com um sorriso.— Claro.Gilberto também se despediu de Henrique e dos demais, entrou no carro e foi embora.Henrique estava com Bia no colo. A menina já dormia profundam
— Não é nada demais. O que o Gil falou? — Perguntou Lucas.Gilberto repetiu a pergunta.— Também não faço ideia. — Respondeu Lucas.Mas, por algum motivo, ele tinha a impressão de que Rick conhecia Evelynn havia muito tempo. E, pelo jeito, não era uma relação simples. Havia alguma coisa mal resolvida entre os dois… Alguma coisa profunda.A música terminou.Ao redor, os convidados começaram a aplaudir.Tatiane tentou soltar a mão da de Henrique, mas ele continuou com os dedos entrelaçados aos dela, sem demonstrar a menor intenção de soltá-la.Bia veio correndo, toda animada.— Eu também quero dançar com a tia Evelynn!Só então Henrique soltou a mão de Tatiane.Ele acariciou a cabecinha da menina e disse:— Então a Bia vai dançar com a tia Evelynn.Na pista, a música mudou para uma melodia mais alegre.Ao ouvir a risada de Bia, Tatiane sentiu o coração se aquietar aos poucos.Henrique saiu da pista e foi se sentar do lado de fora.Gilberto e Lucas se aproximaram. Sorrindo, Gilberto pergu
Tatiane segurou a mãozinha de Bia e disse:— Eu não sei dançar.Bia ficou um pouco decepcionada.Henrique se aproximou. Olhando para Tatiane, disse:— Se não souber, eu conduzo.Tatiane se surpreendeu por um instante e ergueu os olhos para encará-lo.Bia se animou na hora.— Isso! Isso! Tia Evelynn, o papai dança com você. Vamos, vamos logo!Segurando as mãos de Tatiane com suas mãozinhas, Bia começou a puxá-la em direção à pista.— Bia!— Tia Evelynn, vem!Quando chegaram à beira da pista, Henrique tomou a mão de Tatiane.Ela se assustou e, por reflexo, tentou puxá-la de volta. Mas ele a segurou com mais firmeza, sem lhe dar chance de escapar.Tatiane virou o rosto para olhá-lo.— Vamos.Henrique a conduziu até o meio da pista.Do lado de fora, Bia batia palmas, toda feliz.Com uma das mãos, Henrique segurava a mão de Tatiane. Com a outra, envolvia sua cintura.— Henrique, você...A voz grave dele soou baixa, perto dela:— Se continuar resistindo assim, quer mesmo que todo mundo fique
Depois de dizer isso, André se virou e voltou para dentro.Henrique olhou na direção do jardim.Tatiane pareceu sentir alguma coisa. Ao erguer a cabeça, viu a silhueta alta e elegante parada na varanda do terceiro andar.Mesmo àquela distância, sem conseguir enxergar a expressão dele com clareza, bastou um olhar.No instante seguinte, ela desviou os olhos com frieza.Num piscar de olhos, chegou a hora do jantar.A noite foi caindo aos poucos.Sob o céu escuro, a festa parecia ainda mais animada do que durante o dia.As risadas das crianças ecoavam sem parar. De mãos dadas, elas dançavam pelo gramado.Tatiane estava sentada ao lado de uma senhora que conhecera naquela tarde. A mulher era ninguém menos que a irmã mais velha de Gilberto.Pouco depois, Gilberto se aproximou, sentou-se ao lado de Tatiane e brindou com ela.A certa distância, Henrique bebia em silêncio, com os olhos pousados em Bia.Lucas olhou na direção de Tatiane e não conseguiu evitar o comentário:— O Gil tá falando sér
Se Henrique era casado ou não, se Bia tinha nascido dentro ou fora de um casamento, só a família Barbosa e a família Carvalho sabiam ao certo.Enquanto eles não tornassem nada público, ninguém de fora teria coragem de investigar a fundo.Henrique desviou levemente os olhos para Gilberto. Um sorriso quase imperceptível surgiu em seus lábios finos.— Tá com inveja?Gilberto riu.— Tô mesmo! Mas, falando sério... Como é que alguém como você conseguiu ter uma anjinha tão fofa quanto a Bia?Ele realmente não conseguia entender.Henrique era o tipo de homem que não entregava sentimentos verdadeiros a ninguém. Frio, implacável, quase sem coração.André lançou um olhar na direção de Tatiane, que já havia se afastado levando Bia pela mão, e comentou:— Nem precisa perguntar. A Bia com certeza puxou a mãe: doce e bondosa. Se tivesse puxado a esse aí, coitada.Gilberto ficou ainda mais curioso.— André, então me conta... Quem é, afinal, a mãe da Bia?Era óbvio que Henrique não amava a mãe de Bia.







