MasukAo ouvir aquela voz, Joana se virou por instinto. Quando ela viu Gustavo, o ódio em seus olhos quase transbordou, e os dentes dela rangeram com tanta força que chegavam a fazer barulho.Ronaldo olhou para Gustavo, depois para Nina e, por fim, para Joana. Ele só sentiu a cabeça girar.Ele também percebeu que todos os olhares sobre ele tinham mudado: o que antes era bajulação e gentileza social agora tinha se transformado em puro deleite pela desgraça alheia.Impossível…Mas ele tinha sido criado pelas mãos de Joana.Joana conhecia ele, e ele conhecia Joana. Ele também achava que conhecia, ao menos em parte, aquele primo com quem vivia em pé de guerra.A intuição dele dizia que aquilo tudo era verdade.Foi como levar um balde de água gelada em pleno inverno. Ele sentiu o corpo inteiro mergulhar num poço de gelo.Então, no fim, o problema entre Gustavo e ele, e o tratamento injusto de Joana com Gustavo, nunca tinha tido relação direta com o ódio mortal entre o pai de Ronaldo e o tio.A ve
Essa agora não deixou atordoados só Amanda e Durval; a cabeça de Joana também pareceu explodir por dentro.Ela não fazia ideia de quando a primogênita da família Frota, Nina, tinha “mudado de programa” a ponto de sair mordendo quem aparecesse pela frente.Os convidados se entreolharam, completamente perdidos.O que exatamente Nina queria dizer com aquilo? E, mais: a família Frota e a família Marques sempre tinham se mantido cada uma no seu canto, sem se meter nos assuntos da outra. Cauã e Gustavo, então, eram amigos íntimos.Como é que, do nada, sem qualquer aviso, as duas casas estavam rasgando a fachada de cordialidade daquela maneira?Durval franziu o cenho e lançou um olhar duro para Nina:— Que absurdo é esse que você tá falando? Anda, peça desculpa pra Dona Joana!Ao longo dos últimos anos, a família Frota vinha demonstrando sinais de que podia ultrapassar a família Marques em influência, mas isso não queria dizer que ela precisasse arranjar uma inimizade aberta.Além disso, Aman
Ela sempre soube que Nina não era alguém com quem se pudesse brincar.Mas, até então, os métodos de Nina tinham sido diretos e, de certa forma, contidos.Foi a primeira vez que ela sentiu medo de verdade. Ela percebia, com uma clareza cortante, que Nina queria vê-la caída para nunca mais se levantar.Ao ouvir a acusação, Durval passou a encarar Nina com um quê de desconfiança no olhar.Só que, desde a manhã daquele dia, Nina parecia outra pessoa.Antes, ela era calma e firme, mas, ao mesmo tempo, era alguém que sabia ser respeitosa e filial.Naquele dia, só tinha sobrado a frieza.Antes que Durval abrisse a boca para questioná-la, Nina fez um leve aceno de cabeça para os policiais e, em seguida, deixou escapar um sorriso frio. Diante de todos os convidados, ela respondeu, com a voz firme o bastante para não deixar espaço para dúvidas:— Fui eu, sim. Mas isso não foi eu que armei alguma coisa por trás. Quem de fato envenenou alguém pelas costas não fui eu… Foi você. Um dos princípios da
Amanda, ao ouvir aquilo, deixou a alegria transbordar ainda mais no olhar. Ela realmente não tinha imaginado que tudo fosse caminhar de forma tão fácil.Com a conversa chegando àquele ponto, Durval já não tinha mais muito o que discutir:— Sendo assim, amanhã…Ele ainda falava quando, do lado de fora, começou um burburinho. De longe, todos ouviram alguém mencionar a palavra “polícia”.Logo em seguida, uma batida apressada soou na porta.O coração de Amanda deu um salto estranho, subiu direto para a garganta. Ela, sem perceber, se aproximou mais de Durval.No instante seguinte, a porta do reservado foi empurrada. Quem entrou foi Cauã.Durval olhou na direção dele e, ao ver que ele mantinha aquele jeito displicente de sempre, franziu a testa com força:— Que jeito é esse de entrar? Você não tá vendo que tem convidado importante aqui?— Convidado importante de onde?Cauã, fazendo o papel até o fim, enfiou a cabeça para dentro, varreu o ambiente com os olhos e, quando reconheceu Joana, não
Cauã ficou com o rosto fechado:— A Nina ainda foi boazinha demais.Na cabeça de Cauã, aquele tal de Gustavo não estava à altura da irmã por nenhum ângulo que ele olhasse.Mas, se Luiza decidisse que não queria mais o Gustavo, aí era outra história. O que não dava era outra pessoa aparecer para tomar o lugar que, por direito, ainda era de Luiza.Edson balançou a cabeça, sem concordar totalmente:— Dessa vez… Eu não sei, não.Ele tinha a sensação de que, naquela noite, a calma de Nina não era normal; parecia a tranquilidade de quem já tinha tudo planejado há muito tempo.Nina percebeu muito bem o olhar dos dois irmãos, mas ela não devolveu nem um único gesto.Naquela noite, muitos convidados tinham vindo especialmente de Cidade B, incluindo várias famílias que eram aliadas antigas da família Frota.Como o Sr. Callum detestava esse tipo de evento, ele não tinha ido. Coube a Nina segurar o salão.Para ela, porém, aquele tipo de ambiente não significava desafio algum. Ela se movia entre as
Por isso, Leonardo não tinha respondido de cara à família Frota. Ele ainda achou melhor confirmar com Gustavo.Gustavo ficou em silêncio por alguns segundos e então respondeu:— Eu vou.Os inimigos de Luiza não eram muitos. Talvez, através da família Frota, ele ainda conseguisse alguma pista.Quando Ethan ouviu que ele ainda tinha cabeça para ir a um baile beneficente, ele franziu o cenho com força:— Você ainda desconfia da Amanda?Ele já tinha explicado a Gustavo que o antídoto tinha chegado às mãos dele por meio de Amanda.Pelo que Ethan conhecia da capacidade de Amanda, ela não deveria ter mais nenhuma carta escondida.— Você acha mesmo que tudo o que aconteceu hoje foi coisa que a Amanda teria inteligência pra planejar?Roubo de carro, sequestro, placa clonada, troca de veículo… Tudo tinha sido feito numa sequência perfeita.Gustavo pegou o paletó que estava pendurado nas costas da cadeira e saiu sem dizer mais nada.…Enquanto isso, do outro lado, quando Amanda soube que Gustavo