เข้าสู่ระบบNina voltou para o Residências Brisa Serena com o contrato na mão e, assim que entrou, percebeu que o clima da casa não estava normal.Nina entregou o sobretudo que tinha acabado de tirar para a empregada e lançou um olhar rápido para a sala de visitas. Na mesma hora, ficou surpresa.O homem vestia um terno azul‑marinho com discretos desenhos em relevo, perfeitamente ajustado ao corpo, realçando ainda mais os ombros largos e a cintura fina. Cada gesto dele saía natural, elegante, cheio daquele ar de nobreza que a família tinha cultivado desde sempre.Se a cabeça e a vida dele fossem limpas, ele seria, de fato, um excelente partido num casamento arranjado.Íris viu quando a filha entrou e chamou:— Nina, o Soren veio para Cidade A a trabalho e não esqueceu de passar aqui para te ver.Nina não tinha contado para Íris que queria se divorciar de Soren. Mas Íris era uma mulher experiente, além de ser a mãe dela. Íris, claro, já tinha percebido que o casamento da filha não ia bem.Mesmo assi
Luiza ficou um pouco surpresa e, curiosa, se aproximou:— O que é isso?— Senta.Nina deu dois tapinhas no lugar vazio ao lado dela.Manuela olhou para Luiza com um sorriso cheio de carinho:— Senta primeiro. Olha só para a Luiza, assim que ela te viu ficou tão feliz que até se perdeu toda.Quando ouviu aquilo, Nina sorriu ainda mais com os olhos.Luiza, sem graça, levou a mão ao nariz, sentou e se inclinou para perto. Então ela viu a capa do maço de documentos na mão de Nina — Acordo de Transferência de Ações.Na mesma hora, na cabeça de Luiza pipocou a frase que Gustavo tinha dito na noite anterior: “Daqui a uns dias, você vai ser uma das maiores acionistas do Grupo Frota.”Logo em seguida, Luiza achou aquilo absurdo demais e pensou que, com certeza, não era aquilo que ela estava imaginando.O Grupo Frota valia bilhões no mercado. Como é que, do nada, eles iam entregar ações para ela, uma completa estranha?Enquanto Luiza ainda se perdia nesses pensamentos, Nina já tinha tirado os pa
Luiza não conseguiu lembrar onde já tinha visto aquele carro, mas o sexto sentido de Luiza dizia, com força, que o que Osvaldo escondia era um homem.Gustavo pensou por um segundo e perguntou para quem ainda estava na linha, do outro lado da linha:— Você ouviu o que a Luiza acabou de dizer?— Ouvi. — A voz de Leonardo soou calma e organizada. — Eu vou puxar as imagens das câmeras do condomínio do Osvaldo naquele dia e ver se eu descubro quem era.— Tá. — Gustavo já ia encerrar a ligação quando, de repente, ele acrescentou, com a voz bem mais afiada. — Vê também se o Vinicius chegou a entrar ou sair desse condomínio.— Beleza, eu vou ver isso agora. — Leonardo respondeu na hora.A ligação terminou.Luiza sentiu o coração disparar e, quase num sussurro, deixou escapar a suspeita que vinha guardando:— Você está desconfiando de que... O Osvaldo talvez tenha alguma ligação com o Danilo?Fora isso, Luiza realmente não conseguia pensar em outra explicação.Gustavo fez que sim com a cabeça:
Houve um breve silêncio na linha.Passado um instante, Joana falou entre dentes:— Por quê? Danilo, eu não acredito que, com o poder que você tem na mão, você não consiga lidar com uma Luiza! Ela é o ponto fraco do Gustavo e da família Frota. Se você pegar ela, você pega a vida deles na sua mão. Vingar a minha humilhação e a do Ronaldo é uma coisa que depende só de você, de uma decisão sua!!Joana não queria passar mais um único dia sendo tratada com desprezo.Quando Joana ainda vivia na casa da família Marques, mesmo depois que Gustavo tinha tomado o controle de tudo, qualquer um que visse Joana ainda tinha que abaixar a cabeça e falar com respeito.E agora? Todo mundo que via Joana se afastava como se ela tivesse alguma doença. Pior: tinha gente que fazia questão de humilhar Joana na cara dela, sem o menor pudor.— Hoje não é mais como antes. Se eu der um passo errado, eu não vou conseguir proteger nem a DK SAÚDE, nem a mim mesmo. — Osvaldo respondeu.A família Frota e Gustavo provav
Gustavo tinha falado com muita educação, mas Luiza percebeu com facilidade o gume escondido por baixo do tom dele.Gustavo não tinha acreditado em uma única palavra do que Osvaldo dissera, e Luiza também não acreditara muito. Porque tudo aquilo parecia coincidência demais.Na noite anterior, a família Frota tinha acabado de vasculhar o assunto até o fim. Logo hoje de manhã, Osvaldo já tinha ligado para ela e jogado fora, pessoalmente, o discurso categórico que fizera na véspera.Mas tanto Nina quanto Cauã eram pessoas que, em algo assim, jamais entregariam a investigação nas mãos de terceiros. No máximo, eles usariam alguém de confiança muito próxima.O contato que Luiza tinha tido com a família Frota no dia anterior era algo que Osvaldo, em teoria, não teria como descobrir.O olhar desconfiado de Luiza se fixou em Osvaldo. Então, viu quando ele se apoiou na bengala para se erguer e, com certa dificuldade, falou:— Gustavo, Luiza, eu sinto muito por isso. É possível que o meu amigo só
Luiza falou a palavra “noivo” com tanta naturalidade que parecia que os dois já estavam juntos há anos, como se aquilo fosse a coisa mais comum do mundo.Quando Gustavo ouviu aquilo, teve a sensação de que alguma coisa arranhava devagar uma parte escondida do coração. Uma coceira gostosa tomou conta de dentro dele e o canto da boca se levantou, sem que ele percebesse, num sorriso satisfeito.O mordomo não percebeu nada de diferente no tom dela, mas sabia muito bem que o homem parado ao lado de Luiza estava longe de ser uma pessoa comum. Ele não era alguém com quem eles pudessem se indispor.— Claro, claro.Depois de responder, o mordomo fez um gesto respeitoso com a mão, convidando os dois a segui‑lo, e foi na frente, guiando o caminho.Quando Luiza entrou no quarto de Osvaldo e viu o homem deitado na cama, franziu a testa na mesma hora, por puro reflexo.O rosto de Osvaldo estava mais escuro, sem brilho, bem pior do que no dia anterior. Pelo jeito, ele não tinha mentido para ela. A do
Os lóbulos das orelhas de Luiza ficaram tão vermelhos que pareciam prestes a pingar sangue. Ela, nervosa, murmurou apressadamente: — Eu… Eu vou ao banheiro sozinha. — Espera. — Gustavo segurou o pulso dela com firmeza e a puxou para mais perto. Então, com um movimento rápido e preciso, ele amarr
— Odin? Luiza sentiu um arrepio percorrer seu corpo. Ela levantou a cabeça e olhou para Gustavo. — Como assim? Você chamou ele de Odin? Ele também se chama Odin? Gustavo caminhou até ela, estendendo a mão para acariciar o cachorro. Porém, o animal se aninhou ainda mais no colo de Luiza, ignora
— Você voltou para casa com a sua irmã e nem avisou antes? — Reclamou Cauã, em tom de aborrecimento.Gustavo manteve o rosto fechado e respondeu com frieza: — Como eu ia saber que você não consegue segurar a língua? Enquanto falava, ele se jogou no sofá com um ar displicente, acendeu um charuto
Luiza não sabia quanto tempo havia passado quando foi despertada pelo zumbido do celular vibrando. A luz era forte demais, e ela usou uma das mãos para proteger os olhos enquanto, com a outra, tateava o celular para atender. A voz saiu meio sonolenta: — Alô? — Luiza, por que você ainda não vol







