تسجيل الدخولDurval hesitou e, depois de alguns segundos, respondeu, se fazendo de desentendido:— Que tia da Amanda? Eu nem sei do que você tá falando.Dessa vez, foi Nina quem ficou em silêncio. Ela respirou fundo, sem fazer barulho, como se quisesse domar a própria raiva.— Se você não sabe. — Ela murmurou, com a voz baixa e fria. — A minha mãe com certeza sabe.— Nina!As palavras dela deixaram Durval aceso na hora. A respiração dele ficou pesada, o som indo e voltando pelo fone, como se ele estivesse a um passo de xingar, mas sem coragem de ir até o fim. Ele lutou para segurar o próprio temperamento:— Você quer ver essa família em frangalhos, é isso? Já faz anos, é coisa velha, tá enterrada! Pra quê você tem que desenterrar logo agora?Era óbvio que Durval tinha perdido o controle.Nina, ao longo daqueles anos todos, já tinha lidado com muita gente que, quanto mais era desmascarada, mais furiosa ficava. Mas ela não imaginava que Durval, o próprio pai, fosse exatamente desse tipo.Na lembrança
A voz de Gustavo já tinha ficado claramente séria.Do outro lado da linha, assim que ouviu, Cauã franziu a testa com força:— Como assim? Você tá desconfiando da gente por causa de uma coisa dessas…— Eu ainda não terminei de falar. — Gustavo fez uma pausa breve, pesou as palavras e continuou. — O Leonardo também descobriu que, antes de tudo acontecer, seu pai teve muito contato com esse chefe da polícia.Quando ouviu isso, Cauã ficou em silêncio na hora. A linha entre as sobrancelhas dele se fechou ainda mais.Ele sabia que ninguém, no restante da família Frota, teria coragem de fazer uma coisa daquelas. Mas o pai dele… O pai dele, às vezes, realmente tinha feito umas coisas difíceis de defender.Mesmo assim, depois de hesitar e repassar mentalmente alguns detalhes, ele não teve coragem de bater no peito e jurar:— Eu vou ligar pra minha irmã agora. Ela sempre manteve contato com o Nicanor, deve conseguir descobrir o que aconteceu naquela época.Nicanor era justamente o antigo chefe d
Dessa vez, não foi só Luiza que ficou surpresa. No rosto de Gustavo também surgiu um traço claro de espanto.Luiza apertou os lábios e continuou:— Eu acabei de sair da delegacia. A Gabriela também falou uma coisa parecida.Gustavo entendeu na hora o que ela queria dizer.— Foi coincidência demais. Por isso você quis ir atrás da verdade, né?— Foi. — Luiza assentiu.Se tivesse sido só o que Osvaldo disse, talvez ela tivesse conseguido, em pouco tempo, se convencer de que estava exagerando.Mas eram duas pessoas, que nem se conheciam, dizendo a mesma coisa. Por mais que ela confiasse na família Frota, ela tinha medo de que, justamente naquela história, a família tivesse feito alguma coisa imperdoável.Os pais adotivos dela tinham salvado a vida dela e a tinham criado com tudo que podiam. Aquela dívida ela sabia que não ia conseguir pagar nem em dez vidas. Ela não podia, por causa do carinho que sentia pela família Frota, fingir que não queria saber a verdade sobre a morte deles.Além do
Na mesma hora, o policial que estava de guarda na porta se assustou com o barulho e abriu a porta de uma vez. Quando viu que Luiza estava inteira, ilesa, finalmente soltou o ar que vinha prendendo.— Srta. Luiza, a senhora tá bem?— Eu tô bem.Quando Luiza se virou para dar passagem, ela, ainda viu, pelo canto do olho, o rosto completamente branco de Gabriela, mas nada se mexeu por dentro. Ela apenas só olhou para o policial e agradeceu:— Eu tinha acabado de conversar com ela agora há pouco. Obrigada por ter vindo.Antes de o policial entrar, as palavras de Gabriela tinham se misturado ao som metálico das algemas batendo na cadeira, e Luiza não tinha escutado tudo com clareza.Mas ela admitia: admitia para si mesma que ela não tinha coragem de continuar ouvindo. Ela tinha medo de que, se ouvisse até o fim, ela perdesse de vez qualquer traço de lucidez.— Luiza!Quando Luiza saiu da sala de interrogatório, ela acabou dando de cara com Jacarias, que vinha apressado pelo corredor.Talvez
De repente, um frio percorreu o corpo de Luiza. Era como se uma corrente gelada tivesse encontrado passagem por alguma fresta invisível, infiltrando-se no sangue e se espalhando até os ossos, até a ponta dos dedos.Ela não tinha como saber se Gabriela dizia a verdade ou mentia.Só sabia que aquelas palavras tinham penetrado como uma agulha envenenada, trazendo de volta, uma a uma, todas as dúvidas que ela tanto se esforçara para enterrar.Gabriela e Osvaldo provavelmente nem se conheciam. Ainda assim, o que diziam parecia se encaixar, ponto por ponto.Seria possível que a família Frota tivesse, de fato, participado da morte de seus pais adotivos tantos anos atrás? E, com o poder que possuíam, já não saberiam há muito tempo quem ela realmente era?Então… Aquele carinho todo da família Frota era culpa? Ou era genuíno?As unhas de Luiza cravaram-se na palma da mão, deixando marcas vermelhas. Pelo menos, a dor aguda trouxe de volta um fio de lucidez.— Erro? — Ela se levantou de repente, i
Depois que o policial saiu e fechou a porta, Gabriela respirou fundo, tentando conter a revolta que fervia dentro dela. Recostou-se na cadeira e disse, com uma calma claramente forçada:— Eu posso te contar tudo. Mas tenho uma condição.O olhar de Luiza permaneceu frio:— Que condição?Gabriela a encarou em silêncio por alguns segundos, antes de finalmente dizer:— Você vai me tirar daqui.Esse pedido quase arrancou uma risada de Luiza.— Você está me superestimando. O que você se meteu não é pouca coisa. É um caso grande de tráfico de drogas. Não é porque eu quero que algo vai mudar.Se Luiza não estava enganada, a acusação de Gabriela era a mesma de Amanda: sequestro e envolvimento com tráfico de drogas. E essa segunda parte era justamente o tipo de crime que o Estado combatia com mais rigor.Gabriela podia até ter coragem de pedir. Luiza, por outro lado, não cogitava nem em pensamento. Mesmo que tivesse poder nas mãos, jamais ousaria interferir em um caso daquela dimensão.— Só você
Luiza podia imaginar o motivo de Ethan querer que ela fosse com ele até a Mansão dos Soares, mas ainda não conseguia adivinhar as intenções de Rebeca. Porém, ao chegar à Mansão dos Soares e ver várias jovens da alta sociedade ao lado de Rebeca, Luiza rapidamente entendeu. Apesar de oficialmente se
Luiza ficou momentaneamente surpresa e, por instinto, tentou se explicar: — Não fui eu. — Não importa se foi ou não. Você vai pedir desculpas à Gabi agora mesmo! — Ethan ordenou com um tom que não admitia discussão. Luiza ignorou a dor latejante no cotovelo, causada pelo aperto dele, e parou n
Não foi apenas Gabriela quem ficou surpresa. Luiza também ficou momentaneamente atônita. Ela ergueu os olhos, tentando manter a voz o mais calma possível ao dizer: — Ou você explica tudo para eles agora, ou continua acompanhando a Gabriela para buscar o carro. Ela podia aceitar a traição dele.
Luiza não sabia quanto tempo havia passado quando foi despertada pelo zumbido do celular vibrando. A luz era forte demais, e ela usou uma das mãos para proteger os olhos enquanto, com a outra, tateava o celular para atender. A voz saiu meio sonolenta: — Alô? — Luiza, por que você ainda não vol







