LOGIN- Meu Deus! Olha o tamanho dessa barriga! – Helena estava ao mesmo tempo admirada e assustada. Seu filho nunca teve o físico fora de forma, sempre praticando musculação, sempre em dieta planejada e percentual de gordura corporal abaixo dos 5%. – Só assim para te ver relaxar com o corpo.
Pagou o motorista do Lyft, que gentilmente colocou as três malas grandes no hall de entrada da casa.
- Oi, mamãe. Como foi de viagem? – estava com o humor no pé.
- O voo foi tranquilíssimo, embora eu não tivesse conseguido pregar o olho sequer uma vez, e ter que fazer conexão em Miami. Deu, pelo menos, para terminar o livro que eu estava lendo. Que carinha é essa, hein?
- Sei lá... sabe quando você acorda e tem a impressão de que não devia ter saído da cama? Por favor, não comece achando que é por sua causa, porque não é. Eu quero muito colinho de mãe e seu neto quer colinho de vó.
- Está esperando o que então? – Henrique a abraçou com força e começou a chorar instantaneamente. – Meu amor... ah essas flutuações de humor são barra de aguentar, não é mesmo? Vem, vamos pelo menos para o sofá.
Helena sentou-se com as pernas esticadas na chaise e o filho se aninhou com a cabeça em seu colo. Ela acariciava ora os cabelos incrivelmente sedosos do filho, ora a barriga procurando um ponto onde pudesse sentir o neto. Por várias vezes, Henrique puxou a mão dela para onde o pequeno se movia.
- Me diz... como estão as coisas? O que falta ainda fazer? Ou... prefere não conversar sobre nada relacionado com isso agora?
- Está tudo bem, tirando o fato que tenho às vezes levado Maxie à loucura e, acho que Nick também, mas ele é um fofo aguentando minhas esquisitices e rompantes. Estamos terminando de decorar o quarto do bebê, faltam detalhes agora. Ainda não preparei a bolsa da maternidade, Nicholas e Kaito estão enchendo meu saco para fazer um chá de bebê, mesmo sendo com poucas pessoas...
- Mas e você. – ela interrompeu ele. – Como está você, meu filho?
- Bem, na medida do possível. Nunca me entupi tanto de florais, até Maxie tem tomado comigo. Tenho procurado fazer meditação, às vezes mais de uma vez por dia. Ah! Os exercícios de respiração e alongamento do Lamaze também.
- E isso tem te ajudado? – olhou desconfiada para ele.
- Quero acreditar que sim. – riu. – Não quero nem imaginar como eu estaria sem isso.
- E o que mais?
Henrique olhou para ela como quem diz “Como assim o que mais?”, mas tanto ele quanto sua mãe sabiam que tinha mais coisa para ser falada.
- Ah mãe... tem horas que quero que isso tudo acabe logo, quero ver, tocar, abraçar, beijar e mimar essa criança. Em outros momentos queria que isso nunca acabasse, principalmente quando não sinto dor de cabeça, cólicas, dores nos pés e na coluna, fome exagerada, calafrios, calorões, tonturas, falta de fôlego, cansaço. Estou amando estar grávido, acho uma injustiça isso ser privilégio das mulheres. E, desculpa o que eu vou falar agora, mas é terrível sentir tesão toda vez que esbarro em alguma coisa ou em alguém! Já passei por algumas situações bastante constrangedoras, acredita que teve uma vez que apertando a mão de uma pessoa eu fiquei excitado na hora?!
- Me lembro bem de acontecer situações assim comigo também.
- Pois é, mas vocês mulheres ainda conseguem disfarçar, e nós homens que a coisa se manifesta lá embaixo pra torcida do Flamengo em peso ver!? E, por causa dessa barriga imensa, não tenho roupa íntima que possa usar sem dar sinais.
- Como vocês tem feito pra sair agora com a barriga desse tamanho?
- Não estou. Estou confinado dentro de casa. Depois de ter desmaiado na rua, e de um dia de muito cansaço em Chicago, Maxie consultou o Dr. Bells que achou por bem que eu procurasse ficar mais quieto em casa.
- Isso não é saudável, Henry. Você precisa sair um pouco, nem que seja de carro e colocar os pés por quinze minutos na rua, ver movimento, pegar um sol.
- Sol eu pego aqui no quintal, e tem sido complicado andar, meus pés além de mais inchados que o normal, doem. Eu faço as caminhadas matinais nos primeiros minutos bem, mas depois é dor direto até voltar pra casa, fora a lombar que ainda incomoda muito, fora o peso desse rapazinho aqui.
- Bem, não queria dizer isso, mas... nós dois vamos fazer algumas coisas na rua e você vai comigo, nem que a gente tenha que arrumar uma cadeira de rodas pra você. – Henrique olhou para Nicholas e os dois riram.
Ele sabia que não adiantaria ir contra Helena, que iria fazer um inferno se ele não obedecesse.
- Tá bom, Dona Helena. – se deu por vencido antes mesmo de tentar argumentar.
Passava das nove horas da noite quando chegaram no centro de diagnóstico por imagens que o Dr. Bells havia dito para irem. Pegaram o elevador e tocaram a campainha, uma recepcionista os recebeu.
- Boa noite. Vocês devem ser os Fuller?
- Isso. – Henrique sorriu.
- O Dr. Bells já está aguardando por vocês.
- Desculpa pelo transtorno. – falou o grávido.
- Não se preocupe, hoje é dia do meu plantão mesmo. Nós funcionamos também de emergência caso algum paciente necessite.
- Olá, meus amigos. – Robert os saudou calorosamente.
- Doutor, essa é minha mãe, Helena. Mãe, Dr. Bells.
- Muito prazer, vovó. – brincou e ela sorriu iluminada. – Vamos começar, estou ansioso para ver a reação de vocês. Você já sabe o que fazer Henrique.
Ele tirou a camisa, revelando que tinha se depilado completamente.
- Ótimo! Assim é mais fácil e menos geleca para derramar em você. Já está tudo pronto aqui, já coloquei seus dados, os últimos do bebê. E... vamos lá.
De início, tudo parecia um exame normal, tirando o fato de ter uma tela de mais de cinquenta polegadas 8k para todos acompanharem o que estava sendo mostrado no monitor do aparelho de ultrassom.
O pequeno Owen já estava bem maior que da última vez, e como sempre, estava em uma posição que dava para vê-lo bem. Todo o rostinho no meio daqueles ruídos monocromáticos, o corpinho, as mãozinhas, uma delas com o polegar servindo de chupeta. Chegou a se mexer um pouco e conseguiram ver o momento.
A avó estava emocionadíssima e abraçada ao genro enxugava as lágrimas com um lenço de papel.
- Agora é hora da mágica. – Apertou alguns comandos e de repente a imagem ficou toda em 3D, mostrando o rostinho do Owen, mas não como no último exame, dessa vez estava tudo mais definido. – A cor que está aparecendo na tela é mais próxima da cor dele no momento, é praticamente uma imagem fiel de como seu filhote está.
Henrique e Maximus estavam maravilhados.
- Olha só esse narizinho e essas bochechinhas... – Henry esticou os braços fazendo movimentos com as mãos que querer pegar e apertar. – Que coisinha mais fofa!
- Calma que a mágica ainda não acabou. – mostrou o corpo todo do bebê dessa forma e com mais alguns comandos, o programa fez uma simulação perfeita de como seria o corpo dele, uma modelagem perfeita até com o cordão umbilical. Girou em todas as direções a simulação, mostrando todas as curvas e até os órgãos sexuais.
- Isso é invasão de privacidade, doutor! – brincou Mack. – Nosso filho é lindo, Gabe!
- É apenas uma modelagem aproximada, podem e devem existir algumas diferenças da realidade obviamente. A surpresa não acaba aí, mas não vou dar spoilers, okay. Vamos continuar o exame.
Voltou para a imagem monocromática e realizou as medidas, verificou os batimentos cardíacos, e todos os outros parâmetros de costume. Não demorou mais que quinze minutos.
- O jovem Owen está ótimo: medindo 37,4 centímetros e pesando 1,07 quilos. Está ótimo. Agora vamos fazer um dos exames mais importantes e agora sim estaremos sabendo como está a saúde do nosso pequeno. – colocou alguns sensores na barriga de Henrique. – você se alimentou como eu te disse, até entre meia e uma hora antes do exame?
- Sim.
- Excelente. Vamos começar então.
Verificou novamente os batimentos cardíacos, a movimentação dele tanto do corpo quanto especificamente do tórax e de outras partes do corpinho e checou o volume de líquido amniótico.
- Meus caros, eu não podia desejar nada de diferente para vocês. Está tudo normal. O nosso jovem aqui está muito bem e com risco baixíssimo. Mas não vamos relaxar nos cuidados, ok? Pode me emprestar seu flashdrive, Mack?
O médico salvou todas as imagens e vídeos do exame. O médico repetiu todas as recomendações de sempre, com calma. Helena não aguentava e perguntava inúmeras coisas sobre a gravidez até aquele momento. Não perceberam que na verdade tanto o médico quanto a mãe de Henrique estavam ganhando tempo para uma outra surpresa.
- Uma informação nova para vocês, o nosso pequeno Owen aqui já deve estar começando a perceber melhor a luz pela pele da sua barriga.
A recepcionista-enfermeira bateu à porta e entrou com um pequeno objeto nas mãos.
- Esse é meu outro presente para vocês. – Uma réplica impressa em 3D do bebê em tamanho real, até o peso era aproximado.
Os papais acariciavam o boneco feito de resina ecológica e a barriga ao mesmo tempo.
- Doutor isso é... fantástico. Obrigado, mas não deveria ter se incomodado com isso.
- Não se preocupem, como eu disse antes, o dono daqui me devia alguns favores, resolvi cobrar com juros e correção. – riu.
No dia seguinte, Helena, Nicholas e Henrique estavam sentados no quarto de Owen, decidindo a melhor posição para colocar os outros móveis, tirando o bercinho que já estava posicionado bem embaixo da lua pintada por Henry: o cômoda com trocador, a poltrona e o pufe de amamentação e o balanço elétrico.
Decidiram o que iria ficar no closet e o que ficaria na cômoda. A banheira já estava devidamente instalada no banheiro e a iluminação já estava ajustada também.
- Não tem muito mais o que fazer aqui no quarto... exceto... – Nicholas retirou da mochila duas bandeirinhas: uma do Patriots e outra do 49ers.
- Maxie vai ficar maluco.
- Isso não é nada, espera pra ver o que o Phil vai trazer esse final de semana para ele.
- Já estou ficando sem graça de receber tantos presentes.
- Deixa de ser bobo, Henrique. Vocês mais que merecem.
- Agora temos que sair para comprar as bolsas que vocês levarão para o hospital. – anunciou Helena.
- Mamãe... é necessário fazer isso agora?
- Claro! Quando eu estive grávida de você, minhas bolsas já estavam prontas desde o sexto mês. Vocês já estão caminhando para o oitavo e ainda não aprontaram. Você não vai querer deixar pra última hora e esquecer itens importantes, não é?
Henrique bufou.
- Okay. Vamos no shopping. Acho que estou precisando mesmo sair um pouco. Lembrem-se que sou transexual, pelo amor de Deus.
- Vamos usar a cadeira de rodas? – perguntou Nick.
- Acho melhor, né? – sugeriu Henrique.
O grávido estava usando uma camisa básica branca gigante e por cima uma blusa de flanela predominantemente azul. Ao chegar no shopping, caminharam até uma das lojas prediletas de Henry.
- Olá Henry! Como estão vocês?
- Olá Debbie! – se abraçaram animadamente.
- Está quase na hora, hein?
- Verdade. Falta bem pouco agora. – apontou para a mãe. – Essa é minha mãe, Helena.
- Parabéns, Da. Helena.
- Obrigada, querida.
- O que posso fazer por vocês hoje? – a vendedora, como sempre demonstrava desenvoltura, simpatia, e muito sorridente. Especialmente com a mãe de Henrique.
- Bolsa de maternidade, para mim e para o pequeno Owen.
- Owen! Lindo nome! Já sei o que mostrar para vocês. – correu para os fundos da loja enquanto Helena pegava diversas coisas e levava ao caixa.
- Mamãe! Vai com calma aí, tem muita coisa que já temos no que está pegando...
- Nunca é demais, acredite em mim.
- Meu Deus, ela entrou no modo vovózilla. – sussurrou para Nicholas que gargalhou. – E o pior é que não adianta falar nada, ela vai fazer de qualquer forma.
Debbie voltou com uma bolsa grande branca e azul, com vários pandas que eram azuis na parte tradicionalmente preta e um espaço bordado com uma luva para encaixar um papel com os dados impressos do bebê e dos pais. A sugestão era o nome da criança bem grande, o nome dos pais embaixo e no final a data do nascimento e um espaço para colocar outros dados como Hospital, número do quarto e telefones.
- Isso aqui é só uma sugestão, tá. Vai junto um manual com um link onde você pode baixar vários modelos para editar e imprimir já no tamanho certinho para colocar aqui e ficar perfeito. O papel é colocado por dentro, olha só. – mostrou uma abertura dentro da bolsa para encaixar o papel.
- O fato de você me conhecer desde o início praticamente te faz saber exatamente o que eu gosto. – Henrique sorriu. – Pode separar essa para o Owen.
- E para você... – mostrou uma bolsa grande, vermelha, sem muitos detalhes.
- Cabe minha mãe aí dentro! Nossa senhora. – brincou. – Podemos testar?
- Muito engraçadinho. – falou Helena.
- É ótima, mas teria ela em...
A vendedora puxou de trás do balcão a mesma bolsa, porém amarela.
- Jesus Cristo! A intimidade é um problema sério. Perfeita também.
- Ótimo. Querida pode fechar a compra junto com isso aqui.
Henrique e Nicholas quase se engasgaram com a própria saliva com a quantidade de coisas que a mãe dele tinha separado: tinha fraldas de tecido, toalhas aveludadas e de fralda, roupas de cama, xales, cobertores, mantas, mais roupinhas de bebê para todas as estações do ano e diversos tamanhos para acompanhar o crescimento da criança, alguns bibelôs para decorar o quartinho, acessórios de higiene, luz noturna e um móbile lindíssimo para instalar no berço.
- Agora eu acredito que ela esteja no modo vovózilla.
- Deu pena do meu pai quando vir a fatura do cartão no próximo mês.
Cochicharam entre si.
- Ah! Vamos ver o carrinho de passeio e a cadeirinha de segurança para o carro? – falou animada.
- Vai adiantar falar que não? – pergunta retórica de Henrique. – Mãe, você vai deixar sobrar alguma coisa para os padrinhos? Vamos fazer o seguinte: deixa o carrinho e a cadeira de segurança para outras pessoas e me ajuda com as lembrancinhas da maternidade, pode ser?
- Boa ideia.
- Vou me sentar um pouco, se encontra com a gente na praça de alimentação, mãe?
- Só me aponta a direção. – A própria vendedora explicou como chegar para ela.
Henrique se virou para Nicholas e falou. – Na verdade não foi uma boa ideia, e você vai descobrir já, já. E eu e Maxie já encomendamos o carrinho e a cadeirinha pela internet.
- Não era melhor você dizer isso para ela?
- Ela ia responder que quando mais, melhor. Ou como ela disse antes: Nunca é demais. Mas sério, ela não tem limites quando está empolgada, mas meu pai não se incomoda com isso, acha até graça. Quer apostar que as bolsas da maternidade já vão chegar aqui prontas?
- É sério?! – Nicholas pareceu incrédulo.
- Você vai ver.
Helena chegou com as sacolas quase meia hora depois. E as duas bolsas à tira colo.
- Onde a senhorita estava, Dona Helena? – Henrique falou entre os dentes depois de dar uma lambida no sorvete.
- Fui abastecer as bolsas com produtos essenciais para você e para meu neto. – Henrique piscou pra Nick. Abriu a bolsa dos pandas azuis e começou a narrar o que adicionou lá. – Um pacotinho de fraldas descartáveis, uma escovinha de cabelo, toalha-fralda, sabonete líquido de glicerina, álcool gel, cotonetes, algodão e pomadinha pra assaduras.
- E pra mim?
- Tive que ser um pouco mais criativa, né? Afinal você não é mulher... – falou baixinho.
- Mais óbvio, impossível, né?
- Basicamente produtos com cheiros suaves de higiene: creme dental, enxaguante bucal, shampoo, condicionador, sabonete, desodorante, hidratante sem cheiro e absorventes para o seu peito, se você acha que está vazando agora, imagina quando tiver produzindo leite pra valer. O resto é contigo.
- Sobrou alguma coisa? – brincou.
- Hoje você está uma gracinha, né?
- Faz parte do meu charme. Além do mais, foi seu neto que mandou perguntar. – acariciou a barriga enquanto falava.
- Não coloque a culpa dos seus pensamentos no meu neto.
- Só estou falando a verdade. – terminou de tomar o sorvete. – Vamos continuar nosso passeio?
- É o senhor quem tem que nos dizer, afinal de contas é você que está carregando um serzinho nessa barriga enorme.
- Estou bem. Mas acho que mais uma loja é o suficiente, já estou sonhando com meu buraco predileto do sofá, justamente por estar me sentindo entalado nessa cadeira de rodas.
Depois de atender oito pacientes a única coisa que eu queria era um donut de pão de mel da Claire, um chocolate quente com caramelo salgado e muito chantilly e uma banheira com sais relaxantes.Espero que Owie já tenha gasto toda energia com Kurama, Pan e Maxie. Hoje eu preciso muito descansar.- Olááááá queridooo! – Claire saiu de trás do balcão e veio me abraçar como de costume.- Meu anjo... preciso do meu kit especial de relaxamento. – ela já me entendia, sabia exatamente aos itens que me referia.- Vai levar algo pro Mack e pro Mini-Mack?- Olha só ele é mais parecido comigo do que com Maxie, ok?- Se você diz... – ela fez um muxoxo. – seu ciumento!- Acho que vou levar as mesmas coisas de sempre pra cada um.- Posso trocar uma coisa pro meu sobrinho lindo?- Quando é que você
PARTE III52 semanas depois⚝CAPÍTULO 25Os convidados já chegavam, Henrique conversava animadamente com Kaito, Nicholas e Philip, enquanto Maximus ainda estava no andar de cima trocando o pequeno Owen.- Filho, ajuda papai aqui. – estava tendo dificuldades para colocar a roupinha nele. Estava mais agitado que o normal.- Papa.Maximus simplesmente congelou.- Papa?! Você falou papa?! – pegou Owen no colo e o elevou no alto animado, o pequeno começou a gargalhar, ele adorava quando Mack fazia isso. – Papa!- Papa. – e ria.Como eles estavam demorando para descer, Henrique foi ver o motivo da demora. Subiu as escadas e ouviu as gargalhadas deliciosas do filho.- Posso saber o motivo da demora dos senhoritos? – Imediatamente o pequeno estendeu os braços para que Henry o pegasse.- Olha só isso... Owie...
Maximus acordou no momento que traziam Henrique para o quarto. Se aproximou do marido depois de transferirem ele para o leito do quarto. Se olhavam com carinho.- Eu sei que você não pode falar ainda, mas eu preciso de dizer uma coisa: eu te amo mais que tudo e nunca fui tão feliz na minha vida. Não consigo imaginar minha vida sem você e agora sem o pirralhinho que acabou de chegar. – Deu um beijo em sua testa e ficou fazendo cafuné nele até ele adormecer novamente.A enfermeira chegou minutos depois com o bebê, já limpo e enroladinho na manta. Mack pegou o filho no colo e levou até o marido. Henrique queria falar, expressar tudo o que estava sentindo. Mas foi fortemente advertido para as consequências.Admirava cada curvinha do filho, os lábios e o biquinho característico da família, as bochechinhas fofíssimas, o narizinho, orelhinhas e mãozinhas mi
Henrique estava sentado na poltrona, com ela virada para a movimentação frenética da casa. Sua mãe, seu recém-chegado pai e seu marido iam de um lado para outro pegando coisas em lugares diferentes, passando instruções uns para os outros.Ele achava graça de tudo.- Parecem formigas quando alguém mexe no formigueiro. Olha só Owen. – sussurrou para a barriga, levantando a camisa. – Acho que esqueceram que estamos aqui.Do lado de fora estava uma chuva fina e Maximus já tinha ligado para o hospital uma centena de vezes para confirmar se já estava tudo pronto para recebê-los. Helena acabava pedindo para ele ligar novamente quase que minutos depois, ela estava tão desbaratada que já tinha tirado e recolocado as coisas nas duas bolsas da maternidade várias vezes cismando sempre no final que estava faltando algo, que na verdade já tinha col
À medida que os dias passaram depois do último exame, o choque de realidade bateu em Henrique com força. Ele estava uma pilha de nervos, não a ponto de esbofetear quem passasse na sua frente, mas de tensão, ansiedade e medo.Muito por causa de um sonho que teve por estar tendo contrações sem qualquer abertura para a saída do bebê e ele apavorado por estar longe de tudo, sem ninguém por perto.Esse pesadelo o perseguiu por vários dias seguidos e em segredo. Mas tanto Maximus quanto Helena sabiam que algo não estava bem, porém respeitavam o espaço de Henry, que passou a ficar a maior parte do tempo no quarto do bebê, ironicamente era o único ambiente onde ele conseguia manter a mente afastada desse medo.E olhar para a réplica do bebê embrulhada em uma fralda estampada com filhotes de unicórnios o tranquilizava.Ficava reimaginan
- Meu Deus! Olha o tamanho dessa barriga! – Helena estava ao mesmo tempo admirada e assustada. Seu filho nunca teve o físico fora de forma, sempre praticando musculação, sempre em dieta planejada e percentual de gordura corporal abaixo dos 5%. – Só assim para te ver relaxar com o corpo.Pagou o motorista do Lyft, que gentilmente colocou as três malas grandes no hall de entrada da casa.- Oi, mamãe. Como foi de viagem? – estava com o humor no pé.- O voo foi tranquilíssimo, embora eu não tivesse conseguido pregar o olho sequer uma vez, e ter que fazer conexão em Miami. Deu, pelo menos, para terminar o livro que eu estava lendo. Que carinha é essa, hein?- Sei lá... sabe quando você acorda e tem a impressão de que não devia ter saído da cama? Por favor, não comece achando que é por sua causa, porque não é