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Capítulo 8

last update publish date: 2026-09-18 19:08:04

A reunião da tarde no auditório da diretoria reuniu a cúpula da CashWave e os analistas seniores do 42º andar. O clima era tenso. Rômulo estava na cabeceira da mesa, impecável e gélido, enquanto eu apresentava a reestruturação da carteira internacional no projetor.

Na metade da minha apresentação, Enzo pediu a palavra. Dava para ver no olhar dele que a postura de provocador sensual tinha sido completamente soterrada pelo orgulho ferido. Quatro anos de dedicação na empresa, quatro anos tentando
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  • MEU CHEFE, MEU SEGREDO   Capítulo 8

    A reunião da tarde no auditório da diretoria reuniu a cúpula da CashWave e os analistas seniores do 42º andar. O clima era tenso. Rômulo estava na cabeceira da mesa, impecável e gélido, enquanto eu apresentava a reestruturação da carteira internacional no projetor.Na metade da minha apresentação, Enzo pediu a palavra. Dava para ver no olhar dele que a postura de provocador sensual tinha sido completamente soterrada pelo orgulho ferido. Quatro anos de dedicação na empresa, quatro anos tentando cavar uma vaga na diretoria executiva... e eu, em menos de vinte e quatro horas, estava ali no centro dos holofotes, liderando o projeto.— Excelente teoria, Vivian — interveio Enzo, a voz firme, cruzando os braços e tentando me encurralar no campo técnico na frente de todos. — Mas a sua projeção ignora o risco de liquidez no mercado asiático caso os juros subam na abertura de Tóquio. É uma manobra arriscada demais para a CashWave assumir agora.Rômulo nem piscou, apenas desviou os olhos cinzent

  • MEU CHEFE, MEU SEGREDO   Capítulo 7

    O som do salto alto no mármore importado da recepção executiva era o único ruído que quebrava o silêncio absoluto do 45º andar. Eram exatas 06:52 da manhã. Vesti um conjunto de alfaiataria acinzentado, corte reto, impecável. Batom neutro, cabelo preso em um coque baixo e alinhado. Eu não estava ali para ser bonita; estava ali para ser inquestionável. Quando a porta metálica do elevador privativo se abriu, dei de cara com a silhueta de Enzo parado junto ao painel de vidro que dava para a Faria Lima. Ele segurava um copo de café expresso, sem paletó, com as mangas da camisa social dobradas até os antebraços e os botões do colarinho abertos. Ele parecia não ter dormido. O ego dele estava nitidamente em carne viva. Assim que me viu, ele deu um riso seco, balançando a cabeça devagar enquanto dava um gole no café. — Chegou cedo, Dra. Vivian — ironizou ele, o tom carregado de uma amargura velada. — Veio garantir que o teto da diretoria continue sem poeira ou já veio assinar o contrato d

  • MEU CHEFE, MEU SEGREDO   Capítulo 6

    Ao longo de toda a tarde no 42º andar, a tensão entre mim e Enzo se transformou em uma guerra fria de olhares, sorrisos de canto e toques calculados.Toda vez que cruzávamos pelos corredores de vidro ou nos esbarrávamos na iluminação moderna da área do café, havia algo não dito pairando entre nós. Enzo parecia disposto a provar a cada segundo que minha promessa de "apenas amigos" era uma ilusão frágil e, por mais que eu tentasse manter a postura profissional diante das planilhas, a lembrança do hálito quente dele no meu pescoço dentro do elevador me perseguia.Ao mesmo tempo, a presença invisível de Rômulo Vance pesava sobre todo o escritório. O relatório que eu havia deixado na mesa dele de manhã parecia uma bomba-relógio. Nenhum feedback, nenhum e-mail, nenhuma ligação. Apenas o silêncio gelado da diretoria executiva pairando sobre o meu dia.Por volta das cinco e meia da tarde, quando a movimentação já começava a diminuir e o pessoal organizava suas mesas para ir embora, ajeitei me

  • MEU CHEFE, MEU SEGREDO   Capítulo 5

    — Só um instante, Sr. Monteiro! — respondi rápido, usando a voz mais profissional que consegui engolir. Enzo soltou minha nuca devagar, mas sem pressa. Com um sorriso sacana e vitorioso, deu um passo para trás, abotoou a camisa e vestiu o paletó em um movimento perfeitamente ensaiado. Eu arrumei a barra do vestido midi, passei a mão pelo cabelo e segurei a pasta de arquivos contra o peito. Ele destrancou a porta e a abriu com calma, mantendo a postura impecável. — Pois não, Sr. Monteiro? Estava ajudando a Vivian a localizar as pastas do último trimestre — explicou Enzo, com uma serenidade invejável. — As prateleiras mais altas estavam com o travamento emperrado, então dei uma força. O Sr. Monteiro nos olhou de cima a baixo. Por um segundo, meu coração quase saiu pela boca, mas o chefe pareceu engolir a desculpa sem desconfiar de nada. — Perfeito, Lemes. Ótima iniciativa — disse Monteiro, ajeitando os óculos. Em seguida, ele se deu conta do homem alto que estava ao seu lado. — Ah,

  • MEU CHEFE, MEU SEGREDO   Capítulo 4

    O despertador tocou às seis da manhã. Meu corpo ainda guardava a memória da noite anterior — tanto do cansaço do trabalho quanto do toque arrebatador de Enzo. Ajeitei o cabelo, apliquei um batom marcante e vesti um vestido midi azul-marinho, impecavelmente alinhado. Eu estava decidida: hoje nada quebraria minha postura profissional. Quando pisei no 42º andar, o ar condicionado gelado da CashWave me recebeu, mas a temperatura subiu no segundo em que me aproximei da minha baia. Sobre a minha mesa, havia um copo de café fumegante do melhor café da Faria Lima e um post-it amarelo colado no topo. “Para ajudar a resistir ao dia... amiga. Ass: E.” Olhei em direção à mesa dele. Enzo estava conversando com o Sr. Monteiro, usando um terno cinza-chumbo que parecia ter sido desenhado em seu corpo. Sentindo meu olhar, ele virou o rosto devagar e piscou para mim, sem que nosso chefe percebesse. Durante toda a manhã, Enzo levou o seu "teste de resistência" a níveis insuportáveis: • O toq

  • MEU CHEFE, MEU SEGREDO   Capítulo 3

    O ambiente do bar era a meia-luz, com música alta e um clima descontraído que contrastava totalmente com a seriedade do 42º andar. Assim que dei os primeiros passos para dentro, não pude deixar de pensar: Esse convite é um convite ao pecado. Enzo já estava lá me esperando, mas não sozinho. Ele ocupava uma mesa grande com alguns conhecidos. Assim que me aproximei, reconheci o Hugo, da área de TI, e a Liza, a recepcionista simpática que tinha me atendido de manhã, além de mais duas ou três pessoas da empresa cujos nomes nem me dei ao trabalho de memorizar — não eram importantes para a noite. — Vivian! Chega mais! — chamou Liza, animada, puxando uma cadeira para mim. Acomodei-me ao lado dela, bem de frente para Enzo, que me acompanhava com aquele olhar atento e devorador por cima do copo de cerveja. — E aí, como foi o primeiro dia no hospício? — perguntou Liza, rindo. — Foi puxado, mas estou bem feliz de finalmente ter começado na CashWave — respondi, antes de dar um gole no dr

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