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Mein Tod treibt meine drei Brüder in den Wahnsinn

Mein Tod treibt meine drei Brüder in den Wahnsinn

By:  Ich schlafe neun Mal am TagKumpleto
Language: Deutsch
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Meine Stiefschwester schob mir die Schuld für ihre Allergie in die Schuhe. Also sperrten mich meine drei Brüder in einen engen, stickigen Keller und verriegelten die Tür mit einer Kette. Ich schlug mit aller Kraft gegen die Kellertür und flehte sie an, mich rauszulassen. Der älteste Bruder, ein erfolgreicher Geschäftsmann, funkelte mich nur kalt an, bevor er ging: „Du schikanierst Lilli sonst schon genug! Und lässt du sie noch absichtlich Meeresfrüchte essen, obwohl du genau weißt, dass sie allergisch ist? Willst du sie umbringen? Denk hier drinnen gut darüber nach, was du getan hast! ” Der zweite Bruder, inzwischen ein berühmter Sänger, und der dritte, ein genialer Maler, spotteten nur: „So böse wie du bist, tust du auch noch so, als wärst du unschuldig. Bleib schön hier drin und leid ein bisschen! “ Dann nahmen sie die zitternde Lilli in den Arm und fuhren mit ihr ins Krankenhaus. Die Luft wurde immer knapper, jeder Atemzug tat weh. Ich spüre, wie mir langsam schwarz vor Augen wird. Irgendwann blieb mir keine Luft mehr – und ich starb dort unten. Drei Tage später kamen meine Brüder mit Lilli aus dem Krankenhaus zurück. Da dachten sie plötzlich wieder an mich. Aber da war ich längst tot–erstickt in diesem engen Keller.

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Kabanata 1

Kapitel 1

Hoje à noite era a minha noite mensal de intimidade com Augusto Moretti.

Eu deixei escapar, sem querer, um gemido baixo, e os olhos frios de Augusto já não carregavam nenhum traço de desejo.

— Débora, você quebrou as regras.

Ele se afastou rapidamente, vestiu o roupão e foi em direção ao banheiro.

Fiquei sozinha na cama, com os olhos fechados, sentindo a vergonha e a humilhação consumirem minha alma.

Tudo mudou três anos atrás, quando nosso primeiro filho morreu logo após nascer.

Naquela época, Augusto decidiu transformar um dos cômodos da casa em uma pequena capela, dizendo que seria para "rezar pela alma da criança". Desde então, o local ficou cheio de velas acesas, flores e imagens de santos.

Ele dizia que pessoas de fé não podiam se entregar aos prazeres da carne. Por isso, impôs que nossas noites como marido e mulher acontecessem apenas uma vez por mês.

E não era só isso. Durante o ato, eu não podia emitir nenhum som que pudesse ser considerado "indecente", para não desrespeitar o ambiente sagrado.

Eu só tinha vinte e cinco anos, estava em plena juventude e com desejos à flor da pele, mas tive que me submeter às decisões dele.

Naquela mesma noite, Augusto saiu de casa no meio da madrugada.

Pouco tempo depois, recebi uma ligação da minha melhor amiga, Natália Nunes.

A voz dela estava cheia de urgência:

— Débora, corre e olha as notícias! Eu não tô acreditando, mas o cara envolvido no escândalo da Mônica parece muito o Augusto!

Meu coração parou por um segundo. Abri as redes sociais e cliquei na notícia que estava no topo dos assuntos mais comentados. Minha cabeça parecia prestes a explodir.

[Bombástico! Atriz Mônica é acusada de conquistar o papel principal graças a um suposto romance com um homem poderoso! A identidade dele continua um mistério.]

A foto anexada à matéria mostrava apenas um vulto de costas, mas eu reconheceria aquele homem em qualquer lugar.

A mão direita que nunca largava o rosário estava agora repousada na cintura de Mônica enquanto os dois entravam juntos em um hotel.

Antes que eu pudesse reagir, dois e-mails anônimos apareceram na tela do celular. Abri o primeiro e-mail, e uma sequência de fotos em alta definição inundou minha visão.

Na primeira, Augusto estava ajoelhado com uma garotinha nos braços, enquanto a criança, com um vestido bufante, o abraçava pelo pescoço e lhe dava um beijo na bochecha.

Na segunda, Mônica estendia a mão para tirar algo do ombro dele, e, diferente de como ele sempre agia comigo, Augusto não recuava com frieza. Pelo contrário, ele deixava um leve sorriso escapar.

Havia dezenas de fotos. Foi o suficiente para eu entender que o distanciamento dele nos últimos anos não era apenas por causa da fé. Ele estava me traindo.

Minhas unhas se cravaram na palma da mão enquanto eu tentava respirar fundo para manter a calma. Abri o segundo e-mail.

Havia apenas uma frase:

[Sra. Moretti, prefere expor as fotos ou pagar dez milhões para comprá-las?]

Respondi sem hesitar:

[Dez milhões. Quero todas.]

Usei cada centavo que tinha na minha conta para comprar as provas da traição de Augusto. O mais irônico? Aquele dinheiro era parte do dote que ele me deu quando nos casamos. Agora, eu o usava para comprar evidências que poderiam destruir tanto ele quanto a amante.

Olhei repetidamente para a foto da garotinha. Se nosso filho estivesse viva, estaria mais ou menos com a mesma idade daquela criança. Mas eu nem sequer tive a chance de segurar minha bebê; ela se foi antes que eu pudesse vê-la. Tornou-se apenas um punhado de cinzas guardado em uma pequena caixa.

Na época, eu estava devastada, e tudo o que Augusto disse foi:

— Vamos ter outros filhos.

Hoje, eu entendi que isso nunca aconteceria.

Depois de resolver a compra das fotos, liguei para Natália:

— Você conhece algum advogado? Quero pedir o divórcio.

Natália fez algumas ligações e logo me retornou. O advogado redigiu uma minuta do acordo, mas informou que, sem informações detalhadas sobre os bens de Augusto, não seria possível definir a divisão de patrimônio.

Eu disse:

— Não tem problema. Me mande a minuta do acordo. Quanto aos bens, eu resolvo com ele mais tarde.

Afinal, aquelas fotos me dariam uma vantagem enorme. Como presidente do Grupo Moretti, a reputação de Augusto valia muito mais do que dez milhões de reais. Com as provas em mãos, eu sabia que conseguiria uma boa negociação.

Imprimi a minuta e deixei o documento sobre a mesa da sala. Depois, peguei o celular e liguei para Augusto.

— Débora, o que foi? Augusto está ocupado com a criança.

A voz feminina que respondeu não era a dele. Era doce e melosa, mas soava como uma faca afiada perfurando meus ouvidos.

Era Mônica. Ela sabia da minha existência.

Por um momento, me perguntei se Augusto ao menos fingia ser solteiro para enganá-la. Mas não. Ela sabia que era a amante e, mesmo assim, aceitava a situação.

Eu não perderia meu tempo discutindo com alguém assim. Respondi friamente:

— Passe o telefone para o Augusto.

— Sinto muito, a criança não larga ele. Mas, se quiser, pode me dizer o que precisa, que eu passo o recado.

A voz dela continuava gentil, mas carregava uma pontada de provocação. Antes que eu pudesse responder, a voz de uma garotinha ecoou no fundo:

— Papai, amanhã de manhã você vai estar aqui? Você sempre some do nada.

Augusto respondeu com uma ternura que eu não ouvia há muito tempo:

— Claro, meu amor. Prometo que estarei aqui quando você acordar.

Meu peito apertou.

— Débora? Você ainda está aí? Se não for mais nada, precisamos descansar.

A voz de Mônica parecia educada, mas cada palavra carregava um tom de desafio.

Respondi com firmeza:

— Sim, tenho algo a dizer. Mande ele voltar para casa e assinar o acordo do divórcio!
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