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Meu Alfa Destinado quer me Matar
Meu Alfa Destinado quer me Matar
Author: ynnanerak

Capítulo 1 – Laço de Ódio

Author: ynnanerak
last update publish date: 2026-09-02 23:04:23

O celular tremia nas mãos de Sloan.

Já eram quase três da manhã e ela ainda rolava a tela como uma condenada, digitando qualquer merda que pudesse levá-la de volta até ele.

Dois dias.

Só dois dias desde aquela noite e o corpo dela ainda não tinha se recuperado.

As coxas ainda doíam de um jeito gostoso e vergonhoso, no pescoço as marcas dos dentes dele, e o cheiro, aquele cheiro, ainda parecia grudado em sua pele, por mais que ela já tivesse tomado banho algumas vezes.

Ela fechou os olhos e a memória veio sem piedade.

A parede fria do motel em suas costas.

As mãos grandes dele prendendo seus pulsos acima da cabeça.

A voz rouca em seu ouvido, mandando ela olhar para ele enquanto a fodia com uma força que beirava a violência.

Não tinha sido só sexo, tinha sido uma rendição completa a aquele homem pecaminoso.

Ela se sentiu viva.

Pela primeira vez em vinte e três anos, Sloan não precisou fingir, não precisou se conter, e não precisou ser a filha perfeita do Alfa cruel do Véu de prata.

Aquele desconhecido a tinha destruído por dentro de uma forma jamais imaginável.

No final, quando ela tremia e chorava de tanto gozar, ele tinha encostado a testa na dela e murmurado algo baixo demais para ela entender e depois sumiu.

E quando ela abriu os olhos, com o peito apertado de um jeito que odiava, queria encontrá-lo.

Queria perguntar seu nome.

Saber se ele também tinha sentido aquela coisa estranha no peito e em seu corpo quando gozaram juntos.

Queria… só queria vê-lo de novo.

Foi quando ouviu a voz grave do pai ecoando do salão principal como um trovão ensurdecedor.

Zackary estava de volta.

Sloan engoliu em seco, passou a mão no rosto, se enrolou em um roupão sob a camisola preta fina e desceu as escadas, enquanto o tecido frio grudava na pele úmida.

Foi quando o cheiro de sangue, e algo nostálgico e delicioso, atingiu o nariz dela antes mesmo de atravessar a porta.

O coração dela deu um solavanco violento e ela parou no meio do degrau, erguendo o olhar.

Lá estava ele.

Ajoelhado no centro do escritório, com as mãos algemadas atrás das costas e o torso nu coberto de hematomas e vergões profundos.

O cabelo preto longo caía sobre o rosto, escondendo seus olhos ferozes, mas mesmo assim, ela o reconheceu.

O corpo dela o reconheceu antes mesmo da própria mente assimilar seu cheiro.

As costas largas, a linha da mandíbula, a tatuagem que descia pela costela esquerda.

Era o mesmo homem que ela tinha beijado e arranhado, enquanto ele a fodia incansavelmente.

O ar sumiu dos pulmões dela.

Zackary estava sentado na poltrona de couro, sorrindo como se tivesse acabado de ganhar na loteria.

— Ah, minha filha. Que ótimo momento.

Sloan não respondeu, não conseguiu.

Os olhos dela estavam presos no homem ajoelhado diante de seu pai.

E, no mesmo segundo em que ele ergueu o rosto, seu mundo inteiro pareceu se estilhaçar.

O laço do destino dado como uma benção pela Deusa da Lua os uniu, como um fio de fogo que pareceu atravessar o peito dela, puxando, queimando e exigindo.

As pupilas dele se dilataram e um rosnado baixo e animal subiu pela garganta dele.

O corpo de Sloan inteiro respondeu, o calor no baixo ventre, o tremor nas pernas, uma necessidade absurda de ir até ele e se ajoelhar também.

— Você…

A voz dele saiu rouca, carregada de um ódio tão mortal que doeu profundamente no coração dela.

Sloan deu um passo à frente com a boca seca.

— O que você...?

— Não se aproxime!

Ele a fuzila com o olhar, rosnando em aviso.

Ele puxou as correntes com tanta força que os guardas tiveram que segurá-lo.

O metal rangeu enquanto o sangue escorria de um corte na sobrancelha dele.

— Você fez parte dessa armação. Esse merda me drogou, me torturou, e antes disso ele ainda teve a audácia de mandar a filha puta dele se jogar na minha cama?

A palavra “puta” acertou Sloan em cheio e ela sentiu o rosto queimar.

- Eu não...

Ela balbuciou, mas o laço entre eles os puxou de novo, mais forte, fazendo o corpo dela gritar por ele, enquanto seu peito gritava que, não era justo.

Os olhos dela ardiam, quando Zackary riu alto, fazendo o som ecoar pelo escritório austero.

— Interessante. Então vocês já se conhecem… de forma bem íntima, pelo visto.

Zakary olhou para a filha com uma pitada cruel.

- Conversaremos sobre isso depois.

Ele se levantou e andou até Dante com a calma de um predador e parou na frente dele, olhando-o de cima.

— Isso muda o que eu tinha planejado, mas tudo bem. Você não é mais só uma peça no meu tabuleiro, Dante Galanus. Você agora é o companheiro da minha filha.

Dante cuspiu sangue no chão, bem perto do sapato de Zackary.

— Eu não aceito.

— Não precisa. A Deusa escolheu por vocês. Além disso...

Zackary se abaixou, segurando o queixo de Dante com força suficiente para deixar uma marca.

— Eu tenho um trunfo. Você se lembra da Felicia, não lembra? Aquela menina de que você protege desde que eram filhotes e que jurou que ia proteger pelo resto de sua vida, custasse o que custasse.

O corpo de Dante inteiro enrijeceu.

Pela primeira vez, algo além de ódio passou pelo rosto dele, era quase como se ele estivesse assustado.

Zackary sorriu mais largo.

— Ela está comigo. Esperando eu decidir se ela vive… ou se vira presente para os meus homens. E você… você vai ser torturado até apodrecer aqui ou até eu me cansar. A menos que…

Ele olhou por cima do ombro, direto para Sloan, que recuou um passo desviando o olhar assustada.

— A menos que minha filha se case com você. Fazendo dela a sua Luna.

Sloan sentiu o estômago revirar com tanta força que quase vomitou ali mesmo.

“- Felícia? Ele ama outra mulher?”

E agora ela estava com seu pai e ele estava usando isso para chantagear seu companheiro destinado.

— Pai, não…

A voz dela saiu fraca e trêmula, mas Zackary ergueu o olhar frio, cortando-a.

— Você dormiu com ele e a Deusa da Lua os ligou como parceiros. Não tem volta. Eu não vou perder essa oportunidade. Você não vale nada para mim arruinada.

Ele se virou para os guardas.

— Levem-nos e deixem-nos pensar.

Mas antes que pudessem se mover, Sloan deu um passo à frente com as pernas tremulas.

O laço entre eles, puxava tanto, que doía até mesmo para respirar.

— Dante…

Ela tentou com a voz quase em um sussurro.

— Eu não sabia quem você era. Eu juro. Eu só… eu te encontrei por acaso. Eu não…

— Cale a boca.

Ele a olhou com tanto ódio que ela recuou.

O laço entre eles latejava confuso, faminto e ferido.

— Estamos ligados, mas você é a filha daquele homem. Você me usou. E agora quer que eu abane o rabo e te aceite como minha?

Ele riu seco e sem humor nenhum.

— Que se foda o destino. Eu a rejeito!

Sloan fechou os olhos para conter as lágrimas que ameaçavam cair, enquanto Zackary cruzou os braços.

— Escolha, Dante. A Felicia vive e você casa com a minha filha… ou os dois morrem bem devagar. Eu posso ser paciente... Muito paciente.

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