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Capítulo 2

Author: Lunaink
last update publish date: 2026-08-24 16:41:59

POV de Elena

A porta se fechou atrás de mim com um clique, e o som ecoou pela cobertura silenciosa como o estalar de uma última trava sendo acionada.

Kai estava ali, com os olhos escuros fixos nos meus, esperando.

Ele não se apressou.

Não falou novamente de imediato.

Apenas me observou, como se conseguisse enxergar cada rachadura nas paredes que eu havia construído ao meu redor.

Fui eu quem deu o primeiro passo.

Meus saltos afundaram no carpete espesso, enquanto as luzes da cidade atrás dele projetavam sombras sobre seus traços marcantes.

Ele era mais alto do que eu imaginara — tinha mais de um metro e oitenta, com ombros largos que preenchiam perfeitamente o terno preto.

A gravata já estava frouxa, o primeiro botão da camisa aberto, revelando um vislumbre de pele bronzeada.

"Você fica linda quando está com raiva", disse ele baixinho, a voz como veludo sobre aço.

Não respondi com palavras.

Estendi a mão, agarrei sua gravata e o puxei para mim.

Nossos lábios se chocaram, intensos e famintos. Sua boca era quente, com um leve gosto de menta e algo parecido com... uísque?

Ele retribuiu o beijo sem hesitar, as mãos deslizando até meus quadris, apertando com força suficiente para deixar marcas.

Eu queria aquilo. Queria marcas que não tivessem sido deixadas por Julian.

Ele me conduziu para trás em direção ao quarto, nossos lábios sem nunca se separarem.

Sua língua encontrou a minha, provocadora e exigente. Uma das mãos subiu pelas minhas costas, encontrando o zíper do meu vestido azul-meia-noite. Ele o abriu lentamente, de propósito, deixando a seda escorregar pelos meus ombros e cair aos meus pés.

Fiquei ali usando apenas meu sutiã e minha calcinha de renda preta, enquanto o ar frio fazia minha pele se arrepiar. Kai recuou um passo, seus olhos percorrendo meu corpo da cabeça aos pés. Ele não sorriu, mas algo quente brilhou em seu olhar.

"Vire-se", ordenou.

Eu obedeci.

Devagar.

Senti o olhar dele sobre mim como se suas mãos estivessem me tocando, queimando minhas costas, minha bunda, minhas pernas. Quando me virei novamente, ele tirou o paletó, deixando-o cair no chão. Depois veio a camisa, botão por botão, revelando um peito esculpido em músculos e um abdômen definido que descia até um V profundo, desaparecendo sob o cinto.

Ele diminuiu novamente a distância entre nós, segurou meu rosto com as duas mãos e me beijou ainda mais profundamente dessa vez. Seu corpo pressionou o meu, firme e quente. Eu já conseguia senti-lo — grosso e pronto — pressionando minha coxa através da calça.

Entramos no quarto aos tropeços.

A cama era enorme, coberta por lençóis brancos que pareciam impecáveis e intocados. Ele me ergueu com facilidade e me colocou no centro da cama. Então ficou sobre mim, seu peso me pressionando contra o colchão, sua boca em meu pescoço, sugando com força suficiente para deixar uma marca.

Arqueei o corpo contra o dele, meus dedos cravando-se em seus ombros.

"Não fale sobre ele", sussurrei. "Só... me faça esquecer."

Kai recuou apenas o suficiente para me olhar. "Eu já disse — não vou deixar você pensar em ninguém além de mim."

Ele beijou meu peito, enquanto suas mãos soltavam meu sutiã com um único movimento habilidoso. Meus seios ficaram expostos, e ele soltou um gemido baixo.

Sua boca se fechou sobre um dos meus mamilos, sugando com força, sua língua provocando minha pele até eu soltar um suspiro. A outra mão apertou o outro, fazendo-o rolar entre seus dedos e enviando uma onda aguda de prazer pelo meu corpo.

Eu já estava excitada. Completamente molhada. Sentia isso quando esfregava as coxas uma contra a outra, desesperada por mais.

Ele desceu, beijando meu abdômen, enquanto suas mãos seguravam minha calcinha e a puxavam pelas pernas.

Ele a jogou de lado e então abriu minhas pernas. Eu me senti exposta, vulnerável, mas o olhar em seus olhos fazia com que eu me sentisse poderosa.

Ele não provocou.

Sua boca foi diretamente ao meu sexo, sua língua quente e firme percorrendo minha pele de baixo para cima.

Soltei um grito, meus quadris se movendo por instinto, mas ele me manteve presa com um braço forte sobre eles, segurando-me no lugar enquanto me dava prazer.

Sua língua circulou meu clitóris, devagar no início e depois cada vez mais rápido.

Ele sugou suavemente, depois com mais intensidade, enquanto seus dedos me penetravam — primeiro um, depois dois — curvando-se no ponto exato que fez estrelas explodirem diante dos meus olhos. Agarrei seus cabelos, puxando-o para mais perto, movendo meus quadris contra seu rosto.

Ele não parou. Continuou me provocando e me levando ao limite até que eu tremesse, minha respiração saindo em suspiros curtos. A pressão cresceu rapidamente, quente e apertada em meu ventre. Quando cheguei ao orgasmo, foi como uma onda — intensa e repentina. Todo o meu corpo ficou tenso, minhas costas se arqueando para fora da cama enquanto gemia o nome dele.

Kai não me deu tempo para me recuperar. Ergueu-se, limpou a boca com as costas da mão e me encarou com os olhos escuros de desejo. Soltou o cinto e baixou a calça e a cueca de uma só vez. Seu membro ficou exposto — grosso, longo, com veias percorrendo sua extensão e a cabeça já brilhando.

Fiquei olhando, com a boca seca. Ele era maior que Julian. Maior que qualquer homem com quem eu já estivera. Não que fossem muitos.

Ele voltou a se inclinar sobre mim, acomodando-se entre minhas pernas. A ponta de seu membro tocou minha entrada, deslizando pela minha umidade.

"Tem certeza?", perguntou, com a voz rouca.

"Sim", respirei. "Agora."

Ele entrou lentamente. Centímetro por centímetro, me dilatando e me preenchendo completamente. Ardeu um pouco no início, mas a ardência se transformou em prazer quando ele chegou ao fundo, seus quadris pressionados contra os meus.

Nós dois gememos.

Ele começou a se mover, com investidas lentas no início, dando-me tempo para me adaptar. Suas mãos seguraram minhas coxas, abrindo-as ainda mais. Então aumentou o ritmo, mais forte, mais profundo. A cama rangeu sob nós, a cabeceira batendo contra a parede a cada movimento.

Envolvi as pernas em torno de sua cintura, acompanhando cada movimento. Ele me preenchia profundamente, atingindo cada ponto sensível. Gotas de suor surgiram em seu peito e escorreram sobre minha pele. Sua boca encontrou a minha novamente, beijando-me de maneira intensa e desajeitada enquanto continuava a me possuir.

Uma das mãos deslizou entre nós, seu polegar encontrando meu clitóris e fazendo movimentos circulares firmes. O prazer cresceu novamente, mais rápido dessa vez. Arranhei suas costas, minhas unhas deixando marcas vermelhas. Ele rosnou contra meu pescoço, mordendo-o de leve.

"Goze para mim de novo", ordenou, com a voz baixa e autoritária.

Eu obedeci. Com mais intensidade do que da primeira vez. Meu corpo se contraiu ao redor dele, pulsando enquanto o orgasmo me atravessava. Gritei contra seu ombro, meu corpo inteiro tremendo.

Ele não parou. De repente, virou-me, puxando meus quadris para cima até que eu ficasse de joelhos. Então voltou a entrar por trás. O novo ângulo era mais profundo, atingindo lugares que me faziam enxergar branco. Suas mãos seguraram minha bunda, abrindo-me enquanto ele me tomava com movimentos fortes e incessantes.

Uma das mãos alcançou meu corpo pela frente, seus dedos encontrando novamente meu clitóris. A outra se enroscou em meus cabelos, puxando minha cabeça para trás o suficiente para arquear minha coluna. Ele me possuía como se eu pertencesse a ele — forte, incansável, cada movimento deixando claro que, naquele momento, eu era dele.

Cheguei ao orgasmo uma terceira vez, meus braços cedendo enquanto eu desabava para a frente, o rosto pressionado contra o travesseiro. Meus gemidos ficaram abafados, mas ele os ouviu. Acelerou ainda mais, sua respiração irregular, os quadris batendo contra meu corpo.

"Porra, Elena", gemeu. "Tão apertada."

Ele se enterrou profundamente uma última vez, chegando ao limite enquanto gozava. Senti as pulsações quentes dentro de mim. Seu corpo ficou tenso sobre o meu, os músculos tremendo enquanto se entregava completamente.

Ficamos assim por alguns instantes, respirando com dificuldade. Então ele saiu lentamente e caiu ao meu lado. Virei-me de costas, encarando o teto, meu corpo ainda vibrando com as ondas que permaneciam.

O quarto cheirava a sexo.

Minhas pernas tremiam.

Minha pele estava quente e corada, marcada pelas mordidas e apertos dele.

Eu me sentia vulnerável, exposta... mas viva.

Pela primeira vez em anos, eu me sentia verdadeiramente viva.

Kai estava deitado ao meu lado, com um braço sobre os olhos. Não disse nada. Não me abraçou. Apenas deixou o silêncio se acomodar entre nós.

Depois de alguns minutos, sentei-me.

Meu corpo doía da melhor maneira possível.

Encontrei minhas roupas espalhadas pelo chão e as vesti com as mãos trêmulas. Da minha clutch, tirei o envelope que havia preparado — cheio de dinheiro, muito mais do que a taxa da agência.

Uma gorjeta.

Coloquei-o sobre a mesa de cabeceira.

Agora ele me observava, apoiado em um cotovelo.

"Já vai embora?"

"Foi uma noite", respondi, com a voz mais firme do que eu me sentia. "Foi por isso que paguei."

Ele assentiu, sem discutir. Sem pedir que eu ficasse. Apenas aqueles olhos escuros me acompanhando enquanto eu caminhava até a porta.

Parei com a mão na maçaneta. Não olhei para trás.

"Obrigada", sussurrei.

Então fui embora.

O corredor estava silencioso, e a descida de elevador pareceu interminável. Quando saí no saguão, o mármore frio sob meus saltos me trouxe de volta à realidade. O amanhecer começava a surgir lá fora, uma luz rosada se espalhando lentamente sobre a cidade.

Chamei um táxi para casa. Meu corpo estava dolorido, satisfeito e transformado. O rosto de Julian surgiu em minha mente — seu sorriso arrogante, suas palavras frias.

Ele queria um casamento aberto.

Mas aquilo?

Aquilo era apenas o começo.

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