로그인AURORA SUMMER
— O que você está fazendo aqui?! — perguntei novamente, caso ele não tivesse me ouvido da primeira vez. Como diabos ele conseguiu entrar na minha casa? Preciso falar com a Maju, precisamos trocar as fechaduras. Eu não queria que ele entrasse quando quisesse, ele não era meu namorado e não tinha mais o direito de estar aqui. — Por que você está vestida assim? Então você passou a noite com aquele cara? — ele perguntou, e foi então que me lembrei da camisa e dos chinelos que eu estava usando. — E como isso é da sua conta? Caso esteja esquecendo, nós terminamos. — falei, tentando passar por ele, mas ele bloqueou minha passagem com o corpo. Tentei me afastar, mas Ryan me segurou. — Me solta, imbecil! — Ele te trata melhor do que eu? Ele te come melhor que eu? Ele te beija melhor?! — Na última pergunta, ele me puxou para si, e eu me pressionei contra seu peito enquanto ele tentava me beijar. Dei um tapa na cara dele e o empurrei com toda a força. — Você enlouqueceu?! Como ousa? Acha divertido brincar comigo? Você me disse que não me queria mais e, de repente, está na minha casa perguntando por que eu estava com outro homem. — Minha voz saiu mais alta. A raiva queimava no meu peito como uma labareda. — E ainda tem coragem de agir como namorado traído depois de eu ver você na boate ontem com aquela loira pendurada no seu pescoço?! Ryan empalideceu por um instante, mas logo voltou à defensiva. — Aurora... — ele sussurrou, quase como se tivesse sido pego de surpresa. Ele achava que eu não tinha visto ou fingiria não ver? O que ele achava que eu era? Uma mulher patética que ficaria esperando ele voltar? — Aurora, vamos falar sobre nós. Podemos resolver isso, podemos consertar. Eu aceito que a culpa é minha, mas você pode me perdoar, e eu perdoarei o fato de você ter ficado com outro homem. Não pude evitar uma risada seca e amarga. — Perdoar? Você quer me perdoar? Que piada. Quem devia perdoar alguma coisa aqui sou eu. Você acabou comigo e estava com outra na boate. Agora vejo que só perdi tempo com você. Por favor, saia da minha casa. — Vamos, amor... — Não me chame assim, porra! Você perdeu esse direito e não vai recuperá-lo. — O QUE DIABOS HÁ DE ERRADO COM VOCÊ? Por que você está agindo como se eu tivesse matado alguém? Eu disse que deveríamos voltar, você não deveria estar feliz? — Feliz? — perguntei com um sorriso debochado. — Eu deveria estar feliz porque o cara que terminou comigo, me humilhou e beijou outra na minha frente agora quer voltar? Você é um lixo, Ryan. — O que está acontecendo aqui? — Ah, graças a Deus. Nós dois nos viramos para olhar para Maju. Eu estava aliviada, enquanto Ryan tinha um olhar de desprezo no rosto. Eles nunca se gostaram de verdade, só se aturavam por minha causa. Agora que minha melhor amiga não precisava mais fingir ser legal com ele, eu já estava me sentindo mal por Ryan. — O que esse pedaço de lixo não reciclável está fazendo na nossa casa? — Cuidado com a boca, vadia. Certo, espere aí... Ninguém insulta minha melhor amiga na minha presença. — Ryan, vá embora! — Sim, vá embora. Se possível, deixe o planeta Terra. — Maju concordou. — Ela é quem te diz que não somos bons um para o outro? Ela tem feito isso, certo? — Ei, cara, você enlouqueceu ou algo assim? — Maju disparou. — Você terminou com ela e agora a quer de volta? Minha amiga é um brinquedo ou algo que você descarta e usa quando quiser? — Ryan, se você não for embora, eu chamo a polícia. — Vou ligar para eles agora. — disse Maju, procurando o telefone na bolsa. — Porra! — Ryan gritou antes de sair furioso da minha casa. — Você está bem? — Maju perguntou enquanto me abraçava e passava a mão nas minhas costas com cuidado. — Ele não fez nenhuma loucura, certo? — Balancei a cabeça, tentando não me desfazer ali mesmo. — Não, só falou asneira como sempre. — Idiota. — ela resmungou, apertando meu ombro. — Agora que isso está resolvido, por que diabos você está vestida assim? — Você não acreditaria em mim. — murmurei, desviando o olhar enquanto uma onda de calor subia pelo meu corpo. Eu ainda conseguia sentir o toque dele na minha pele, como se a noite passada tivesse ficado marcada ali. — Bem, experimente. — disse Maju, já se sentando no sofá enquanto batia na almofada ao lado para que eu me juntasse a ela. Suspirei e fiz um beicinho, sentando ao seu lado. Não tinha como esconder nada dela. Então, respirei fundo e comecei a contar tudo o que aconteceu na noite passada... ou pelo menos tudo o que eu lembrava. Quando terminei, Maju estava atônita. Ela simplesmente ficou olhando para mim sem piscar, os olhos arregalados e a boca semiaberta. Acenei com a mão algumas vezes na frente do rosto dela. — Maju? Nada. Ela ainda estava em choque. Então, do nada, ela se levantou e correu pela casa toda, pulando e gritando como se tivesse acabado de ganhar na loteria. — MINHA MELHOR AMIGA TEVE UM CASO DE UMA NOITE! — ela gritava, girando no meio da sala. — Dá para acreditar? Como ele era? Ele era bonito? Ele tinha uma mansão, o que significa que ele é rico... mas espera... por que você fugiu? — Com isso, ela se jogou novamente no sofá, com os olhos brilhando de curiosidade. — Eu... eu morreria de vergonha se ele acordasse e me encontrasse lá. — Dei um suspiro profundo, escondendo o rosto nas mãos. — Sabe que eu nunca estive com outro homem além do Ryan. Douglas. Só de pensar nele, meu coração disparava. Ele tinha acabado de virar minha vida de cabeça para baixo. Eu sabia que não conseguiria tirá-lo da cabeça tão cedo, mas tentei me convencer de que era só uma transa de uma noite. Ele definitivamente me esqueceria. Era isso, certo? — Podemos parar de falar sobre ontem à noite? — pedi, tentando mudar o foco antes que minha mente me traísse ainda mais. — Estou com fome. Precisamos comer alguma coisa. Aliás, como foi o trabalho? — perguntei enquanto me levantava e ia para a cozinha. Ao abrir a geladeira, percebi que não tínhamos muita coisa, o que significava que precisávamos fazer compras. — Estamos sem comida! — gritei da cozinha. — Nós iremos mais tarde. Peguei o cereal que ainda tinha na prateleira e preparei duas tigelas com leite. Entreguei uma para ela enquanto sentávamos lado a lado. Quando terminamos, tomamos banho e acabamos fazendo uma “maratona de sono”, como Maju dizia. Só acordamos para comer alguma coisa e voltamos para a cama. Acordei mais cedo que ela e, surpreendentemente, foi porque tive um sonho com Douglas. Apenas uma noite... e ele já estava se tornando o “homem dos meus sonhos”. Mas eu precisava aceitar: não o veria novamente. — Não consigo decidir qual escolher, o de chocolate ou o de baunilha? — perguntei a Maju enquanto fazíamos compras no mercado. — Então pegue os dois. — Ela ergueu uma sobrancelha com aquele ar de “eu te conheço”. — Eu sei que você só queria uma desculpa pra levar os dois mesmo. — Ah, eu não queria isso... — murmurei com um sorriso envergonhado. Droga, ela me conhecia bem demais. Quando terminamos de encher o carrinho, fomos direto para uma loja de roupas.Eu começaria um novo emprego como secretária na segunda-feira e precisava de roupas novas.
Até então, trabalhava como assistente em um restaurante, e até que estava indo bem, mas um dia o Ryan apareceu muito bêbado para me ver, fez um grande show escandaloso, espantou todos os clientes e, claro, também espantou o meu emprego.
Ainda bem que achei essa nova oportunidade.
Maju me ajudou a escolher algumas peças e todas ficaram lindas. Ela parecia mais empolgada do que eu, tirando fotos minhas no provador e dizendo que eu precisava me ver com outros olhos. [...] Na segunda-feira, acordei mais cedo do que o necessário. Não podia me atrasar logo no primeiro dia de trabalho. Fiz café da manhã para mim e para Maju e deixei um bilhete para ela na mesa antes de sair. Assim que cheguei ao prédio elegante onde ficava a empresa, cumprimentei o segurança e mostrei minha identidade para entrar. — Aurora Summer — disse à recepcionista com um sorriso nervoso. — Ah, senhorita Summer. — Uma voz atrás de mim chamou, e eu me virei para encontrar uma das funcionárias que havia participado da minha entrevista. — O senhor Ward já está no escritório. Vou levá-la até ele. — Certo, obrigada. — murmurei, sentindo um frio na barriga enquanto a seguia pelo enorme saguão até o elevador. Subimos até o vigésimo quinto andar. Quando chegamos, ela entrou primeiro e depois de alguns minutos, saiu sorrindo. — Pode entrar. Engoli em seco e ajeitei a postura antes de abrir a porta. Com um sorriso ensaiado, entrei na sala. Meu novo chefe estava de costas para mim, olhando a cidade pela enorme janela panorâmica. — Bom dia, senhor. — Cumprimentei com a voz firme. Ele não respondeu de imediato. Quando finalmente se virou... Meu sorriso desapareceu.AURORA SUMMER O reflexo no espelho parecia pertencer a outra pessoa. Eu piscava e ainda assim não conseguia acreditar que era eu ali, com os cabelos presos em um coque delicado, a maquiagem perfeita e aquele vestido branco que sempre imaginei, mas não tinha mais coragem de sonhar em vestir. Minha mãe estava atrás de mim, ajeitando a renda que cobria meus ombros com a mesma delicadeza de quando cuidava de mim quando criança. Os olhos dela brilhavam de emoção, e o sorriso era uma mistura de orgulho e nostalgia. — Você está tão linda... — murmurou, com a voz embargada. — Parece até que voltei no tempo e estou vendo a minha menininha brincando de noiva com os lençóis da cama. Ri baixinho, lembrando das vezes que fazia isso. Eu me enrolava nos lençóis brancos e arrastava pelo chão como se fosse uma cauda. Naquela época, não fazia ideia do quanto a vida poderia ser dura. Nem do quanto ela também poderia ser generosa. — Mãe... — virei-me para ela, segurando suas mãos. — Obrigada p
AURORA SUMMERMESES DEPOIS...— Peguei, você é quem manda! — Andrew, ou melhor, Sammy, tocou no pai enquanto ele fugia, e Douglas correu atrás dele tentando alcançá-lo.Não consegui evitar rir da risadinha do meu filho, tão cheia de alegria.Douglas correu até mim, mas desviei, seguindo o mesmo caminho que Sammy fez. Ele riu e se virou para checar se o pai estava por perto.— Peguei você! — Douglas exclamou ao capturá-lo nos braços.— Não, não! — Andrew gargalhou, tentando escapar da prisão do pai.— Super Aurora ao resgate! Peguei, você é quem manda! — exclamei, tocando em Douglas e transformando-o em nosso alvo, enquanto Andrew e eu corríamos atrás dele.— Vou te pegar, papai! Titia, vá por ali! — Andrew coordenava como um pequeno general, e juntos bloqueamos Douglas, derrubando-o no chão. Ele caiu rindo.— Ok, vocês dois venceram! — rendeu-se, enquanto Andrew e eu desabávamos no chão, um de cada lado dele, rindo juntos.— Sam, querido... — Douglas chamou de repente, e Andrew virou-
AURORA SUMMER— Eu realmente não sei como me sentir sobre isso... devo dizer que estou com ciúmes? — Leandro comentou enquanto segurava minha mão, e eu soltei um suspiro pesado.— Desculpe, Leandro, eu...— Ei, não tem do que se desculpar. Você me contou desde o início, eu só estava esperançoso. Não posso impedir você de ser feliz. Dói não ser quem você escolheu, mas, se está feliz, eu também estou. Você finalmente terá a família que sempre quis. Se eu não estiver contente por você, que tipo de pessoa eu seria? Eu só queria que nunca mais chorasse. Agora conhece seu filho, está com o pai dele, o homem que ama. Por mais que me doa admitir, o cara é louco por você e tenho certeza de que vai protegê-la. — As palavras dele me arrancaram um sorriso emocionado.— Você é a melhor pessoa que já conheci, Leandro. Tão compreensivo, tão atencioso... Eu prometo que encontrará uma mulher que mereça todo o amor que você tem para dar, pode acreditar em mim. — Afirmei, e ele assentiu antes de levar m
DOUGLAS WARD Assim que ouvi que ela estava acordada, praticamente saí correndo de casa e entrei no carro. Saí dirigindo direto para o hospital, apertando as mãos no volante, tomado pela impaciência. Quando estacionei, corri para dentro do prédio. Parei diante da porta do quarto dela, tentando me recompor antes de bater. Abri a porta silenciosamente e entrei. Todos se viraram para mim, mas os únicos olhos que captaram minha atenção foram os lindos olhos dela. Aqueles olhos castanhos que me assombram há anos. — Oi — cumprimentei, enquanto o tal Leandro se inclinava até ela e a beijava no rosto antes de deixar a sala, seguido pela assistente. — Estou feliz que você esteja acordada — falei, sem saber o que mais acrescentar. — Obrigada por me salvar — murmurou ela. Não precisava me agradecer por nada, eu faria qualquer coisa por ela. — Por que você fez aquilo? — perguntou de repente, e franzi o cenho, confuso. — Aurora, eu faria tudo de novo. Não posso te ver com problemas e simple
DOUGLAS WARD — Tivemos que fazer uma plasmaférese para remover o veneno porque era muito. Remover o sangue significava que temos que dar mais sangue a ela, mas o problema agora é que não temos sangue que corresponda ao dela. — Você pode ficar com o meu! — nós três exclamamos ao mesmo tempo. — Contanto que seja compatível, seria vantajoso para ela se pudéssemos obter uma doação de vocês três — explicou o médico. — O que estamos esperando? Vamos — apressou-se a assistente de Aurora, seguindo o médico à frente, enquanto eu apenas me encostava na parede, tentando controlar a ansiedade. — Você não pode me culpar por algo que eu não sabia — argumentei, notando a encarada de Leandro. — Você não imagina como me sinto agora, sabendo que meu filho é justamente o filho que a mulher que amo procura há mais de quatro anos. Você não tem ideia do que passei, então não tem o direito de me julgar. Não sabe o que tive que suportar nesses quatro anos. Não digo isso para que goste de mim, mas porque
AURORA SUMMERNão posso morrer, não quando tenho a chance de ver meu filho. Não agora.Ela se levantou com a seringa na mão enquanto girava a ponta e olhou para mim com um sorriso sinistro.— Eu estava esperando por essa parte. Ela vai saber como é ter agulhas sendo constantemente espetadas em você — murmurou Ryan, olhando para mim com entusiasmo.— Veja esta pequena agulha. Vou injetá-la em você bem devagar e você vai morrer bem devagar. Ninguém saberá que foi eu, e Douglas será meu e somente meu. Quanto ao seu filho, ele vai me chamar de mãe pelo resto da vida — Rebecca proclamou enquanto começava a andar em minha direção. Balancei a cabeça, lutando para me libertar.— Não! Você não pode!— Se eu fosse você, manteria a calma, senão isso poderia cortar uma veia e você sangraria até a morte. De qualquer forma, funciona para mim. — acrescentou, inclinando-se em direção ao meu pescoço. Tentei me afastar, mas não consegui.— Não! Por favor, não!— Aproveite — sussurrou antes de enfiar a







