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No Grupo Deles, Eu Nunca Coube
No Grupo Deles, Eu Nunca Coube
Author: Ari

Capítulo 1

Author: Ari
Tereza sorriu para me tranquilizar, aconchegada nos braços de Vinicius.

— A gente só está brincando. Você não está com ciúme, né?

Ele fez um carinho no cabelo dela.

— Não liga para ela. Nunca leva nada na brincadeira.

Naquela noite, os dois tiraram cartas com o desenho de um vestido de noiva.

Pelas regras, precisavam improvisar uma cerimônia de casamento.

Tereza colocou o vestido de noiva que eu tinha levado.

Vinicius tirou o anel de noivado do meu dedo e colocou no anelar dela.

Nossos amigos cercaram os dois.

— Beija! Beija!

No instante seguinte, Vinicius abaixou a cabeça e beijou Tereza de verdade.

Enquanto todos comemoravam, abri as caixas do sorteio.

Na minha, só havia cartas em branco.

As de Vinicius e Tereza estavam cheias de cartas com os mesmos desenhos de lua, rosa e vestido de noiva.

Não foi azar meu.

Desde o início, aquela brincadeira tinha sido planejada para juntar os dois.

Dei um leve sorriso e apaguei todos os convites digitais que tinha preparado para o casamento.

Se não havia lugar para mim naquela viagem, também não precisava mais guardar um lugar para eles na minha vida.

Foi enquanto apagava os convites que ouvi os gritos de comemoração atrás de mim.

Vinicius terminou o beijo e soltou a cintura de Tereza.

Ela estava com as bochechas vermelhas, mas ainda mantinha as mãos nos ombros dele.

Alguém gritou:

— Mais um beijo!

Vinicius respondeu, rindo:

— Vai se ferrar.

Mas não afastou Tereza de imediato.

Só quando me viu, ela tocou no anel, como se tivesse acabado de lembrar de alguma coisa.

Balançou a mão na minha direção e falou num tom inocente:

— Olivia, o anel ficou preso. Não consigo tirar. Posso usar só por esta noite?

Vinicius tinha me dado aquele anel no meu aniversário.

Disse que tinha mandado fazer na medida exata do meu dedo.

Mas, no de Tereza, servia perfeitamente.

Não questionei a história. Apenas assenti.

— Tudo bem.

Vinicius me olhou, surpreso com a facilidade da resposta.

Logo depois, franziu a testa.

— Para com essa cara de vítima. Todo mundo veio até aqui por nossa causa. Não vai estragar o clima por causa de uma brincadeira.

Olhei para ele.

— Não estou estragando nada.

— Então dá um sorriso.

Lucas já estava com o celular erguido.

— Vamos lá, noivos por um dia! Olhem para a câmera.

Os outros se juntaram a Vinicius e Tereza.

Os cinco ficaram apertados lado a lado, sem sobrar espaço.

Lucas me entregou o celular.

— Suas fotos ficam melhores. Tira várias.

Peguei o aparelho.

Estavam todos bem próximos.

Vinicius ficou no meio, com Tereza agarrada ao braço dele, usando meu vestido de noiva.

Os outros três se acomodaram ao redor dos dois.

Parecia uma foto de casamento de verdade.

Vinicius me apressou:

— Olivia, vai ficar aí olhando para o nada?

Voltei a mim e apertei o botão da câmera.

Uma foto, duas, mais de dez.

Eu não aparecia em nenhuma.

......

Quando chegamos ao hotel, já eram duas da manhã.

Eu tinha reservado três suítes duplas.

Os outros quatro ficariam em duas delas.

A terceira seria minha e de Vinicius.

Na hora de pegar os cartões dos quartos, porém, Rodrigo anunciou, rindo:

— A brincadeira de trocar de par ainda não acabou. Pelas regras, Vinicius tem que ficar no mesmo quarto que Tereza esta noite.

Parei com o cartão na mão.

— Dividir o quarto também está nas regras?

Tereza respondeu com a maior tranquilidade:

— A gente só vai dormir no mesmo quarto. Tem duas camas lá dentro. Não vai acontecer nada.

Vinicius fechou a cara.

— Com todo mundo aqui, você ainda acha que a gente vai fazer alguma coisa?

Olhei para ele.

— E eu vou dormir onde?

Os outros trocaram olhares.

Lucas apontou para o fim do corredor.

— A gente pode trocar uma das suítes duplas por uma suíte família. Vinicius e Tereza ficam no quarto, e você dorme no sofá-cama da sala. Pode ser?

Eu teria que dormir na sala, do lado de fora do quarto do meu noivo e da minha melhor amiga.

Ver os dois fecharem a porta.

E esperar aquela brincadeira de 24 horas acabar.

Aquilo me pareceu absurdo.

— Vou pegar outro quarto.

Rodrigo me impediu na mesma hora.

— Não, espera. Uma diária aqui custa centenas de dólares. Pra que gastar dinheiro à toa? A gente cresceu junto e se conhece muito bem.

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