로그인Perto do meio-dia, a campainha tocou, desviando a atenção de Althea da sala de estar.Lydia, que organizava um buquê para o vaso, também se virou para olhar.Uma criada correu para atender a porta e, quando ela se abriu, Riana estava ali, elegante como sempre em seu casaco creme, os cabelos cuidadosamente presos.— Mamãe? — Althea a cumprimentou com um sorriso radiante.— Ah, meu amor.Riana avançou e envolveu Althea em um abraço caloroso.— E, ah... Veja só quem temos em sua casa hoje.Lydia sorriu e se inclinou para participar do abraço também.— O que acha, mamãe? Quem sou eu?Riana riu.— A namorada do meu filho, é claro. Essa jovem não tem nenhuma intenção de me visitar de vez em quando?— Ah, qual é, mãe. — Lydia fez bico de brincadeira.Riana apenas riu ainda mais.As três se acomodaram juntas na sala de estar, conversando sobre tudo, especialmente sobre todas as coisas que Lydia andara fazendo durante seu tempo nas Bahamas.— Ah, e acabei de ouvir algo sobre Daven
Naquela manhã, os passos de Josh ecoaram pelo corredor antes mesmo de Althea terminar de colocar o café da manhã na mesa.O adolescente alto, de ombros largos, parou à entrada da cozinha, ainda parecendo um pouco sonolento, mas seus olhos claramente procuravam por alguém.— Mãe! — Disse ele, com a voz calma e firme, muito mais madura do que costumava ser. — Onde está o papai? Ele ainda está no quarto? Quer que eu vá chamá-lo?Althea olhou por cima do ombro e lhe deu um sorriso discreto, as mãos ocupadas em preparar a lancheira de Grace. O aroma doce e quente do pão recém torrado pairava no ar, tentando qualquer um a pegá-lo junto de uma xícara de café quente.— Sente-se primeiro. Você está cheio de perguntas esta manhã.Josh soltou um suspiro baixo.— Dá para não colocar muitas rodelas de cenoura na minha?Althea riu.— Certo, durão.Ele retribuiu com um pequeno sorriso.— Então... Onde está o papai?Ela fechou a tampa da lancheira de Grace.— O papai precisou viajar a negó
Houve um tempo em que Althea jamais teria imaginado Daven sendo tão gentil, tão terno.Anos atrás, ele a havia deixado apenas com lembranças dolorosas. Mas agora, devagar, de forma constante, estava apagando cada uma delas, uma por uma, substituindo-as por calor e por um amor tão firme que quase a sufocava.Ela não conseguia deixar de se sentir grata por ter lhe dado uma chance de mudar.— Seja lá o que Cale sugeriu... Por favor, siga. Quero alguns profissionais vigiando todos vocês.— Ah, qual é, meu amor.Daven estalou a língua suavemente.— Isso não será necessário.— Daven! — Murmurou Althea, com a voz baixa, mas inabalável. — Qual é o problema em tomar cuidado?Um único olhar para os olhos suplicantes dela, e ele já estava derrotado.Daven soltou um suspiro suave antes de assentir.— Tudo bem.Um pequeno sorriso puxou os lábios dela enquanto apoiava a cabeça no ombro dele.— As crianças e eu vamos esperar pacientemente você voltar para casa.— É melhor que esperem por
— Vou ajudar você a se preparar. — Disse Althea suavemente, soltando uma respiração baixa. — Além disso... Nenhum de vocês parece muito ansioso para me contar alguma coisa, não é?— Não é isso, meu amor.Daven se aproximou, tentando acalmá-la.Althea sustentou o olhar dele por um longo momento antes de lhe oferecer um sorriso fraco e cansado.— Tudo bem. Eu entendo. Você não quer que eu me preocupe.Ela estendeu a mão para ele.— Vamos. Você precisa se apressar. Tenho certeza de que Arsen chegará a qualquer minuto para buscá-lo.Daven segurou a mão dela, quente, firme, capaz de trazê-lo de volta ao chão, e a seguiu em direção ao quarto.Nenhum dos dois falou.Ainda assim, o silêncio parecia mais pesado do que qualquer discussão.É claro que Althea estava preocupada. Estaria mentindo se dissesse o contrário. Especialmente porque problemas na empresa de Daven não surgiam havia muito tempo. Tudo vinha funcionando bem por anos... E agora os problemas começavam a desabar um atrás
Althea ficou corada.Daven nunca parecia se constranger por agir daquele jeito na frente dos filhos, outra coisa que ele nunca havia superado completamente.— Hum... Frango assado?— Parece delicioso.Daven afrouxou a gravata e tirou o paletó.— Deixe-me guardar minhas coisas primeiro.Antes que pudesse dar um passo, a campainha tocou.Lydia se levantou.— Deve ser o Cale.E ela estava certa.Cale estava à porta usando um casaco comprido, a expressão afiada e alerta, como se tivesse deixado metade da mente em outro lugar. Mas, no instante em que viu Josh e Grace, a tensão desapareceu completamente de seu rosto.— Desculpem aparecer tão tarde. — Disse ele ao entrar. — Prometi a Lydia que viria.Em vez de se aproximar da namorada, abriu bem os braços.— Vocês dois não sentiram minha falta? Josh? Grace?As duas crianças correram até ele imediatamente, disputando espaço em seu abraço.— Você perdeu para eles, Lydia. — Provocou Althea, incapaz de esconder a risada.— Sabe...
— Mãe! — Chamou Josh, descendo as escadas meio correndo, com um enorme caderno de desenho debaixo de um braço e uma caixa de giz de cera debaixo do outro. — O que você está fazendo para o jantar?Ele se aproximou por trás dela enquanto Althea ainda temperava o frango, depositando um beijo rápido em sua bochecha, como se esperasse que aquilo, por si só, já fosse suficiente para arrancar a resposta.— O seu favorito: frango assado. — Respondeu ela, com um pequeno sorriso.— Ah, ótimo. Faz suco de laranja também, tá?Althea assentiu de imediato.— Faz para mim também, mamãe! — Gritou Grace da mesa de jantar, onde esperava impaciente.— Sim, meu amor. Vou fazer o seu também.— Tia Lydia fez pudim de frutas. Quem quer? — Lydia ergueu um recipiente gelado que acabou de tirar da geladeira.— Eu! Eu! — Grace levantou a mão, praticamente pulando.— Você não está esquecendo de mim, né, tia Lydia? — Josh se aproximou, os olhos brilhando ao ver o pudim. — Eu conseguiria comer tudo, juro.







