ログイン— Não esperava te ver aqui, senhor Bonitão! — Disse Josh, animado, ao entrar na pequena biblioteca e olhar para Daven com um sorriso.Daven, Chase, a professora Tania e Josh haviam acabado de chegar à minibiblioteca, o ponto alto da visita. Caminhando ao lado direito do garoto, Daven esboçou um leve sorriso.— E eu também não esperava encontrar você, pequeno falante.Josh riu, completamente alheio à tensão que pairava entre os dois homens ao seu lado.Assim que chegaram ao espaço que a professora Tania tanto se orgulhava, Josh correu até as estantes coloridas. Seus dedos passaram pelos livros com curiosidade animada.— Olha! Esses livros são novos! A professora disse que alguém incrível doou tudo isso. Posso saber quem foi essa pessoa incrível e generosa, professora?Tania sorriu sem jeito, lançando um rápido olhar para o homem bem vestido a poucos passos dali.— Alguém incrível, é? — Daven interrompeu com naturalidade, um leve sorriso no canto dos lábios, observando o garoto de
Algumas horas antes de Daven aparecer na escola de Josh.— Senhor Daven?O apartamento estava em completo silêncio. Nenhum som, exceto o leve zumbido do ar-condicionado. Sem música, sem televisão ao fundo, nada. Arsen ficou inquieto. Havia algo errado naquela quietude, ainda mais depois do que Daven havia descoberto.Poderia ser...?— Não! — Murmurou Arsen, afastando o pensamento.Ele colocou sobre a mesa o expresso de sempre, do jeito que Daven gostava. Mas seus olhos logo captaram alguns detalhes fora do lugar. A garrafa de uísque no minibar estava quase vazia. O cinzeiro de vidro, cheio de bitucas de charuto. O cheiro de tabaco e cravo ainda pairava no ar, misturado ao aromatizador. Aquilo dizia o suficiente: Daven havia passado a noite de uma forma que raramente acontecia.Arsen percorreu a sala com o olhar, tentando reconstruir o que havia acontecido. Será que Daven ainda estava dormindo? Ou apagado por causa da bebida? Seria incomum... Mas não impossível. Deveria verificar?
— Mamãe, por que o Sunny está no meu quarto?! — Gritou Josh, meio rindo, meio irritado. — Ai, meu Deus, Sunny! Para de me lamber!Da cozinha, Althea apenas sorriu. Suas mãos estavam ocupadas preparando as lancheiras e o café da manhã para os dois.Na verdade, para três.Chase chegaria a qualquer momento.Para ser sincera, ela ainda não se sentia totalmente confortável com o hábito de Chase de levar Josh ao jardim de infância antes de irem juntos para o trabalho. Sendo diretor da escola e dono da fundação, a agenda dele já era cheia o suficiente. A última coisa que ela queria era que sua presença interferisse no tempo dele, ou pior, no descanso.Mas, por outro lado...— Por que você fica tentando me impedir? — Chase já havia questionado certa vez, visivelmente incomodado. — Eu só quero ser alguém que realmente ajude vocês dois. Principalmente o Josh. Não veja isso como um fardo, Althea. Cada momento que passo com vocês significa muito para mim.Era sempre assim quando ela tentava
— O Josh já está dormindo. Acho que se cansou brincando com a Emma e meus outros dois primos. — Disse Chase, com um sorriso largo, ao fechar com cuidado a porta do quarto.— Imagino! — Althea riu baixinho, entregando a ele uma xícara de chá quente. — Quer sentar um pouco? Sua mãe trouxe comida demais.Chase pegou a xícara, deixando os dedos roçarem de leve nos dela. Seus olhares se encontraram, demorados, quentes e o simples gesto fez as bochechas de Althea corarem.— Não seria melhor sentarmos no sofá?— Por quê? — Chase ainda não havia soltado a mão dela. — Eu só quero ficar perto de você.Althea soltou uma risadinha. Desde que voltaram para casa, o peso que carregava parecia finalmente diminuir. Sinceramente, ela nunca imaginou viver algo assim.— Obrigado! — Disse Chase em voz baixa, os olhos percorrendo a expressão dela, agora muito mais leve.— Eu é que deveria dizer isso. — Althea apertou suavemente a mão dele. — Obrigada, Chase.Eles se sentaram lado a lado no sofá, com
— Há quanto tempo você acha que isso vem acontecendo? — Ele finalmente perguntou, a voz pouco acima de um sussurro.— Não sei, senhor Daven.— Eu fui tão distante assim... A ponto de ela precisar buscar calor nos braços de outro homem? — Disse Daven, soltando uma risada amarga. O sorriso se contorceu em algo doloroso. A frustração pesava em seu peito. — Droga... E eu a tratei exatamente da mesma forma que ela me tratou.O silêncio se estendeu, interrompido apenas pelo som suave da música baixa que vinha do sistema do carro.— O que eu devo fazer com ela, Arsen?Se nem o próprio Daven sabia responder àquela pergunta... O que Arsen poderia dizer?Era tudo demais para assimilar. Vanessa, amada por Daven, sempre sua prioridade, admirada até por quem invejava o relacionamento dos dois, havia jogado tudo fora.E o que Daven recebeu em troca?— Eu não sei, senhor Daven. — Respondeu Arsen, em voz baixa.— Minha esposa realmente sabe interpretar bem o papel dela. — Murmurou Daven, com
— Estamos absolutamente honrados com sua presença em SunCity, senhor Daven. — Disse Harold, o prefeito da cidade, com um sorriso esperançoso. — Sua vinda é uma verdadeira bênção para nós. Vários desses projetos estão parados há anos, por falta de recursos e de uma direção clara.Daven assentiu educadamente. Seus olhos permaneciam fixos nos projetos espalhados sobre a longa mesa de reunião, plantas detalhadas de instalações públicas, expansões de áreas verdes e um novo centro cultural. Ele ouvia atentamente a explicação de Harold, embora sua mente não estivesse completamente ali.Já era tarde, mas Harold insistira na reunião. E, como um homem de negócios que reconhecia oportunidades, Daven não pretendia desperdiçá-la, mesmo com os pensamentos em outro lugar.Inquietos. Desordenados.— Eu também penso assim. — Respondeu calmamente, cruzando os braços sobre o peito. Não queria parecer entusiasmado demais, embora SunCity realmente oferecesse oportunidades interessantes de expansão. Mas






