로그인— Diga isso de novo. — Disse Cale, com a voz pesada de pressão.O ar dentro da sala de reuniões se tornou ainda mais insuportável depois que o homem mais velho, Nash Bennet, questionou as intenções de Cale.— Entendo que o senhor possa se sentir ofendido. — Respondeu Nash Bennet, com calma.Ele não podia se dar ao luxo de demonstrar medo agora. O homem diante dele era muito mais jovem, mas a intimidação que irradiava dele era esmagadoramente poderosa.Não era de admirar que o mestre Devereux tivesse escolhido Cale como seu braço direito.— Mas isso é pelo bem de todos. Talvez o senhor não perceba que muitas pessoas começaram a duvidar de você.Cale riu.Alto.Tão alto que seus ombros estremeceram, e os cantos de seus olhos até brilharam levemente.— As pessoas duvidam de mim?Ele apontou para si mesmo, em deboche.— Não são vocês que duvidam de mim?A risada parou abruptamente.E, de algum modo, o cômodo ficou ainda mais pesado do que antes.Ninguém ousou se mover depois
— Se isso for verdade, então pedimos que o senhor Kai não esconda isso de nós.— A rede de informações de vocês se move surpreendentemente rápido. — Respondeu Cale, sem emoção.— Estamos apenas tentando garantir a segurança da última herdeira sobrevivente do mestre Devereux. — Acrescentou outro homem.Seus olhos demoraram em Cale com evidente interesse.— E vocês esperam que eu acredite que essa é a verdadeira intenção de vocês? — Cale retrucou friamente.O homem sorriu de leve.— Claro.— Então onde estavam todos vocês durante aqueles anos em que ninguém se deu ao trabalho de procurar pela herdeira? — A voz de Cale ficou mais afiada. — No momento em que ela caiu em minhas mãos, de repente todos querem protegê-la.O silêncio que se seguiu se tornou imediatamente sufocante.Um homem careca limpou a garganta, constrangido. Mesmo que seu olhar vacilasse sob o de Cale, ainda assim se forçou a falar.— Senhor Cale, não viemos aqui para causar problemas. Mas a existência da senhori
— Não seja tão duro com ele. Se Vincent não estivesse por perto, você é quem estaria passando sufoco. — Disse Lydia enquanto ajeitava os óculos.— Eu sei.— Quem deveria me pagar um extra, na verdade, é você, querido. Você é o motivo de eu ter ficado ocupada o dia inteiro.Cale riu baixinho disso.— Então me diga o que você quer.Desta vez, toda a atenção dele se voltou para ela.— Na verdade... Já pensou onde quer almoçar? Ou quer experimentar um dos meus restaurantes favoritos?— Hum, claro.Lydia assentiu imediatamente, claramente interessada.— Falando em comida, e a Naomi? Quando saímos mais cedo, ela ainda estava dormindo.— Deixe-a em paz. — Respondeu Cale, voltando para a pilha de arquivos à sua frente. — O senhor Smith vai cuidar dela de qualquer forma.Lydia pareceu incerta.— Tem certeza de que ele é confiável?— Se quer tanto ter certeza, por que não liga para a garota você mesma?Um sorriso largo se espalhou pelo rosto de Lydia.— Você tem razão.Assim que
As vozes continuaram vindo na direção deles no segundo em que entraram no saguão principal. Ainda assim, Cale seguiu caminhando com calma, como se lidar com tudo aquilo ao mesmo tempo fosse completamente normal para ele.Lydia caminhava ao lado dele, ocasionalmente ajudando a receber alguns dos arquivos entregues pelos funcionários.— Só agora percebi que sua vida é realmente problemática.— Só percebeu isso agora?— Agora entendo por que você sempre parece querer demitir todo mundo.Cale realmente riu ao ouvir aquilo vindo da esposa.— É porque a maioria deles é problemática. Mais importante ainda, eles não conseguem acompanhar meu ritmo de trabalho. Não gosto de desperdiçar dinheiro pagando pessoas lentas.— Meu Deus.Lydia revirou os olhos, irritada.— Ainda bem que você não é meu chefe. Caso contrário...— Caso contrário? — Cale a interrompeu no instante em que entraram no elevador.Antes que Lydia pudesse reagir, ele já a havia encurralado de leve, com uma malícia clara
O caminho até a filial da TnC em Carrington Bay foi bastante silencioso. Desde o momento em que entraram no carro, Cale já estava ocupado com vários relatórios. Lydia deixou o marido trabalhar sem incomodá-lo. Afinal, aquilo fazia parte da responsabilidade dele. De vez em quando, também conseguia ouvir Vincent informando-o sobre diversos problemas que haviam surgido.O carro deles seguia suavemente pelas ruas do centro, agora lentamente se enchendo com o movimento da manhã. Pela janela, Lydia observava fileiras de prédios altos se erguendo com imponência sob um céu pálido e nublado.Mas seus pensamentos não estavam realmente lá fora.Ela lançou um olhar de lado para Cale, sentado ao seu lado. Talvez por ter roubado olhares demais, ele acabou percebendo.— Continue. — Disse Cale, entregando o tablet de trabalho a Vincent.Vincent claramente se assustou, mas não podia recusar.— Sim, senhor. Mas, por favor, revise de novo antes de enviar ao cliente.Cale fez um breve gesto para di
Seus cabelos haviam se tornado completamente brancos, mas sua postura continuava reta e digna. Ele usava trajes formais escuros, conduzindo-se com a disciplina refinada de alguém havia muito acostumado a servir em silêncio. No instante em que viu Naomi, curvou-se respeitosamente.— Bom dia, senhorita Naomi.Naomi ainda não estava acostumada a ser tratada daquela forma. Puxou uma cadeira devagar e deu um pequeno aceno.— Bom dia.O velho imediatamente serviu chá para ela com movimentos calmos e praticados.Naomi o observou por alguns segundos antes de finalmente perguntar:— Esta é a primeira vez que vejo o senhor de novo desde aquele dia. Onde estava antes?O velho sorriu discretamente. Era um sorriso gentil, diferente das expressões excessivamente formais que a maioria das pessoas na mansão usava perto dela.— Eu estava cuidando de outra residência, senhorita.— Outra residência?Naomi ergueu uma sobrancelha.— Cale tem muitas casas?A pergunta arrancou uma risada baixa do







