تسجيل الدخولQuando as portas do elevador do hotel se abriram, Alexander saiu primeiro. Não disse nada. Apenas olhou para Claire como se quisesse se certificar de que tudo estava bem. Ela respondeu com um passo à frente e um sorriso discreto, mas verdadeiro. Aquilo pareceu bastar, ao menos por enquanto.Caminharam sem pressa pelo corredor silencioso até chegarem à última porta à direita.Alexander tirou o cartão do bolso da calça e o encostou no sensor, o que fez um sinal sonoro ecoar.A porta se abriu lentamente.— Você está bem? — perguntou ele.— Estou.Não era mentira, mas talvez não fosse toda a verdade.O coração de Claire batia com tanta força que ela ficou com medo de Alexander conseguir ouvir. As mãos estavam trêmulas e ligeiramente suadas. As borboletas no estômago mais pareciam águias. E, mesmo com todo o nervosismo, ela não queria recuar.Já tinha ficado com alguns homens antes, mas nunca havia deixado as coisas irem longe demais. Até aquela madrugada, ainda não tinha se sentido prepar
A conversa continuou por meia hora, passando por assuntos como o clima, música e vida pessoal. Claire descobriu que Alexander detestava a neve, mas adorava o frio do inverno. Ele também compartilhou que era filho único, que bebia café demais e que, na infância, teve um dálmata chamado Elvis. Ela disse que tinha o hábito de limpar a casa quando precisava refletir sobre questões delicadas, que adorava ouvir Taylor Swift e que gostava do verão.Quando se deram conta, os funcionários já começavam a se organizar para fechar o bar.E Claire percebeu que já não conseguia mais prestar atenção em tudo que Alexander falava. Não estava entediada. O problema era que cada palavra aumentava sua vontade de ficar perto dele, e não apenas para conversar.Ela terminou o drinque e colocou a taça sobre a mesa.Por causa do álcool, sentia-se ligeiramente mais alegre do que no início da noite. Às vezes, quando mexia a cabeça, percebia uma leve tontura, mas continuava consciente de tudo que fazia.Abriu um
O bar estava praticamente vazio àquela hora da madrugada. Havia somente duas mesas ocupadas e nenhuma música ambiente. As pessoas conversavam em tom baixo. Os funcionários pareciam cansados. Provavelmente, faltava pouco tempo para o estabelecimento fechar. Mas Claire preferiu não pensar naquilo.Tinha outras coisas em mente.Ela escolheu uma mesa próxima à janela com vista para a rua quase deserta, enquanto Alexander se dirigiu ao balcão para pedir os drinques.A sensação de estar ali era esquisita. Claire já tinha saído com alguns homens antes, mas geralmente os conhecia por aplicativos de encontros. Quase nunca tinha coragem de começar a flertar com alguém pessoalmente. Costumava ser tímida demais para isso. No entanto, tudo parecia ter mudado naquela noite. Talvez finalmente estivesse se tornando uma mulher tão corajosa e decidida quanto as que admirava.Alexander voltou trazendo um copo de uísque e uma taça cheia de uma bebida cor-de-rosa.— Espero que goste — disse ao se sentar,
Era quase uma hora da manhã quando a última música terminou.A banda se despediu e começou a guardar os instrumentos, enquanto os convidados batiam palmas e conversavam em pequenos grupos, alguns visivelmente cansados, outros ainda sentiam os efeitos do álcool. A maioria sorria. Os noivos haviam sumido pouco depois da meia-noite, e ninguém fazia ideia de onde estavam.A festa tinha sido um grande sucesso.Claire desligou a câmera e sorriu. Estava aliviada com o fim da noite, porém feliz pelo dever cumprido. Talvez tivesse tirado algumas das melhores fotos de sua carreira naquelas oito horas de cerimônia e festa. Ainda precisaria fazer as edições no computador, mas a parte mais difícil do trabalho já tinha passado.Sentia-se exausta.Tudo que queria era um banho morno, sua cama e, no mínimo, umas dez horas de sono profundo. No entanto, algo a prendia ali. Ou melhor: alguém. A ideia de ir embora sem antes conversar com Alexander era quase insuportável. Precisava falar com ele mais uma v
Com a câmera pendurada no pescoço e as duas mãos segurando uma taça de champanhe, Claire sorria para o homem que pensava se chamar Alexander. Apesar de se sentir tímida, não queria desviar o olhar. Poderia passar a noite inteira mergulhada naqueles olhos azuis.E nem sequer se cansaria.Estavam sentados em uma mesa no canto do salão, longe da agitação dos convidados.— Então você costuma chamar fotógrafas desconhecidas para beber?— Não tenho esse hábito — respondeu, bebericando o uísque sem quebrar o contato visual.— Você não me diria se tivesse.— Essa é a impressão que causo?Claire balançou a cabeça em negativa, tentando não sorrir muito.— Não — disse ela.— Que bom. Quase fiquei ofendido.Ela riu.E sentiu o rosto esquentar ao perceber que ele estava contendo o riso.— Você parece muito sério para alguém que está em uma festa.— Sou assim. Você não gosta?— Ainda preciso pensar sobre isso.— Você é um pouco indecisa, não é?Claire franziu o cenho.— Por que acha isso?— Você nã
George observou Claire ajustar as configurações da câmera e apontar a lente para ele.A música estava tão alta que o som do clique foi quase imperceptível. — Você me fotografou? — Franziu o cenho, apesar de achar a situação divertida.— Não — falou com certa urgência na voz.— Eu vi.— Foi sem querer.— Não sabia que era possível fotografar alguém sem querer.Por um instante, George manteve a expressão séria, como se realmente estivesse chateado. No entanto, ao perceber que Claire não tinha entendido a brincadeira, relaxou os ombros e sorriu.— Está tudo bem. Eu deixo você me fotografar.— Na verdade, eu estava fotografando as pessoas atrás de você — disse em tom de brincadeira.— Claro. E eu simplesmente apareci no meio da foto.— Foi exatamente isso que aconteceu.— Uma grande coincidência. — George voltou a sorrir. — Posso ver?Claire pareceu hesitar antes de mostrar a tela da câmera.Na fotografia, ele aparecia quase de perfil, o rosto mais sério do que imaginava. Os olhos azuis







