เข้าสู่ระบบCapítulo 8
O baile da Rocinha NARRADOR A noite na quadra da Rocinha era um espetáculo à parte. As luzes coloridas cortavam a fumaça que subia do chão, o grave do funk fazia o peito tremer e a multidão cantava em coro cada verso que os MCs mandavam. Oruan foi um dos primeiros a subir no palco. Pegou o microfone com a mão firme e disparou os primeiros versos, a galera veio abaixo, gritando, pulando, levantando os braços. A energia tomou conta do lugar. O camarote VIP era o ponto mais cobiçado da noite. dava para ver o mar de gente se movendo como ondas. os vapores circulando vendendo e as mulheres bonitas que não paravam de chegar. Subiam as escadas com salto alto, vestidos curtos e um sorriso ensaiado. AG estava sentado no centro, com uma garrafa na mão e os olhos percorrendo o salão. Ao lado, JN e MK conversavam baixo, observando o movimento. Mas nem tudo era festa. Por trás dos sorrisos e dos abraços, alguns aliados do comando olhavam com inveja. Não gostavam de ver os três sendo tratados como reis. Principalmente os mais velhos, que achavam que AG, JN e MK eram novos demais para ocupar o espaço que ocupavam. Cada mulher que subia para o camarote e se sentava no colo deles era uma facada no ego de alguns. Mas ninguém tinha coragem de falar nada. Ali, o poder falava mais alto. E AG, JN e MK eram o poder. Foi nesse clima que Sofia e a Loira chegaram. Sofia, mulata, com um vestido preto colado no corpo e o batom vermelho bem marcado. A Loira, com os cabelos soltos, vestido curto e salto altíssimo. As duas subiram as escadas juntas, como se fossem donas do lugar. AG as viu e sorriu. — Minhas preferidas chegaram. Sofia trocou um beijo rápido com ele. A Loira também se aproximou, deu um beijo no rosto de AG e sentou ao lado. Mas seus olhos não pararam em AG por muito tempo. Eles encontraram MK. A Loira o observou por alguns segundos, inclinou o corpo para frente e sorriu. — Você deve ser o MK. — Sou. E você é? — Pode me chamar de Loira. — Loira, então. — Gostou? — Ainda estou decidindo. Ela riu e não desviou o olhar. Sofia percebeu a cena, mas não ligou. Sabia que a amiga era assim. Olhava, desejava e ia atrás. Ela mesma era daquele jeito. A noite continuava. Mulheres não paravam de chegar. Subiam, sentavam, tentavam chamar atenção. Algumas conseguiam. Outras eram ignoradas. O camarote era um jogo de interesses. Ao lado do camarote, existia uma porta um quarto pequeno com uma cama um banheiro, e pouca luz. Os chefes de morro usavam quando o tesão apertava. Escolhiam uma das marmitas. Era um pente e rala. Sem compromisso. Só prazer rápido. AG entrou e saiu daquele quarto várias vezes naquela noite. Sofia foi a primeira. Em menos de vinte minutos, AG já tinha ido três vezes. MK riu ao ver o amigo voltar. — Você não cansa? — Cansar, cansa. Mas a vida é curta. — Aproveitar . A vida é uma só. A Loira não tirava os olhos do MK. MK sentiu o convite silencioso. Levantou-se e estendeu a mão. A Loira levantou sem hesitar. Os dois foram em direção ao quarto. Dentro do quarto, a Loira não perdeu tempo. Se jogou em MK, tirou o vestido e o puxou para cima dela. MK a pegou pela cintura e a virou de quatro. A transa foi rápida, direta, sem conversa. Quando terminaram, MK se vestiu e saiu primeiro. A Loira ficou mais alguns segundos, arrumou o cabelo e voltou para o camarote. Sofia, que tinha saído do quarto com AG pouco antes, viu a amiga voltar com o cabelo bagunçado. trocou um olhar com ela. Cada uma sabia o que queria. JN, Recusou algumas putas. Uma ruiva passou Ele não interessou. Até que, Laura apareceu. Ela subiu as escadas do camarote com o olhar fixo em JN. Vestia um vestido azul. JN a reconheceu na hora. Ela veio do Vidigal. Laura sentou ao lado dele. Alisou seu peitoral. JN sentiu o calor subir. Ela era bonita. JN conhecia o tipo dela. E JN tinha uma regra clara: não se envolvia com prostitutas. Não por preconceito. Era negócio. naquela madrugada, algo bateu diferente. Talvez fosse a forma como Laura o olhava. JN se levantou e estendeu a mão. Laura sorriu e foi com ele. Os dois entraram no quarto ao lado do camarote. JN fechou a porta botou a camisinha fodeu ela duro e rápido, gozando muito dentro da camisinha. Não teve preliminares. Foi apenas físico. O corpo respondendo ao corpo. JN já estava se vestindo. Laura ficou na cama, olhando para ele. — Não vai ficar mais um pouco? — Não. — Por quê? — Porque já acabou. — É sempre assim com você? JN parou, olhou para ela e respondeu: — Sim. Laura sentiu, mas não demonstrou. Ajeitou o vestido e saiu do quarto sem olhar para trás. JN ficou ali por mais um minuto. Passou a mão no rosto e respirou fundo. Não gostava de ser grosso. Mas preferia ser sincero do que alimentar esperanças que não existiam. Quando voltou para o camarote, AG olhou para ele. — Foi rápido. — Pelo visto, você não gosta dela. — Ela é do job. — E daí? — Daí que eu não quero compromisso com ninguém. Principalmente com prostitutas. AG riu. MK se aproximou. JN pegou a garrafa e bebeu. — beleza. Sofia e a Loira estavam no canto do camarote, conversando baixo. A Loira olhava para MK de vez em quando. Sofia ria e cutucava a amiga. — Tá apaixonada? — Apaixonada, não. Só gostei do serviço. AG se aproximou e puxou Sofia pela mão. — Vem cá, morena. — De novo? Os dois foram para o quarto mais uma vez. A Loira ficou sozinha por um instante, mas logo se levantou e foi atrás de MK. Ele estava na borda do camarote, olhando o movimento. Ela chegou por trás e passou a mão nas costas dele. — Não quer repetir? MK virou-se. — Mais tarde. — Pode ser. A noite continuava. O baile seguia forte. E AG, JN e MK eram os alvos de todas. A inveja dos aliados continuava ali, guardada nos olhares que não se atreviam a confrontar. Quando o sol começou a clarear. As pessoas começaram a ir embora. O som foi baixando. JN, MK e AG ficaram no camarote vazio. AG olhou para os dois. — Gostaram da noite? MK respondeu: — Foi ótima. AG riu. — Vocês são bem-vindos sempre. — Valeu, AG. Mas acho que a gente precisa voltar. — Quando quiserem, o convite tá de pé. Os três se levantaram. Desceram as escadas juntos. Sofia e a Loira estavam na saída, esperando. AG passou por elas e deu um beijo no rosto de cada uma. — Depois eu ligo. Sofia olhou para MK. Ele deu um aceno. A Loira sorriu. O dia clareava sobre a Rocinha. E a noite de farra, funk e vendas tinha chegado ao fim.Capítulo 10 – A tarde de sábadoNARRADORA tarde de sábado estava chegando quando Jaqueline, uma das gêmeas, chegou da praia com suas amigas.Uma delas sempre está na cama de MK.Mas ele não quer compromisso com ela nem com ninguém.Alice e Maestro tambem foram para África junto com Noemi e Ruivo. Jaqueline e as amigas entraram falando alto, comentando sobre o baile Jéssica estava dormindo acordou irritada com as meninas que chegaram falando alto. Ela saiu do sofá e foi para o quarto, entrou no banheiro e foi tomar banho para despertar.Vandinha riu falando essa sua irmã é muito chata. Jaqueline falou: Ela não gosta de barulho e nós fizemos barulho. Vandinha subiu as escadas correndo e foi se desculpar com Jéssica. Mas Jéssica foi ríspida com vandinha.Nossa mas voce é grossa só estou pedindo desculpas.— Você não me conhece mesmo, né, garota? Eu não gosto que me acordem com barulho, fico muito bolada. É melhor você sair daqui, eu não quero ser grossa com você.Vandinha, na mesm
Capítulo 9 – A manhã seguinteNARRADORJN chegou em casa do baile da Rocinha quando o sol já estava alto.Tomou banho, vestiu uma roupa leve e foi para a varanda de sua suíte no alto do morro do Vidigal.Observou aquele lugar e sentiu saudades dos seus pais.Mas logo veio a realidade.Ele estava onde deveria.E seus pais mereciam descansar.Eles estavam fazendo o que mais gostavam, estavam no meio de amigos, como sempre tiveram.JN pegou um copo d'água e ficou ali por alguns minutos, olhando o movimento lá embaixo.O Vidigal acordava devagar.As crianças corriam pelas vielas, os comerciantes abriam as portas, a vida seguia.Ele respirava fundo e agradecia por estar ali.Não era um lugar fácil.Mas era o lugar dele.De repente, seu rádio chiou.Era da contenção.— Patrão, tem uma senhora com duas filhas querendo falar com o senhor.JN pegou o rádio.— Pega o nome dela e pede para voltar depois das duas da tarde. Pela manhã eu não vou atender ninguém.— Entendido, patrão.— E manda o no
Capítulo 8 O baile da RocinhaNARRADORA noite na quadra da Rocinha era um espetáculo à parte.As luzes coloridas cortavam a fumaça que subia do chão, o grave do funk fazia o peito tremer e a multidão cantava em coro cada verso que os MCs mandavam.Oruan foi um dos primeiros a subir no palco.Pegou o microfone com a mão firme e disparou os primeiros versos, a galera veio abaixo, gritando, pulando, levantando os braços.A energia tomou conta do lugar. O camarote VIP era o ponto mais cobiçado da noite. dava para ver o mar de gente se movendo como ondas. os vapores circulando vendendo e as mulheres bonitas que não paravam de chegar.Subiam as escadas com salto alto, vestidos curtos e um sorriso ensaiado.AG estava sentado no centro, com uma garrafa na mão e os olhos percorrendo o salão.Ao lado, JN e MK conversavam baixo, observando o movimento.Mas nem tudo era festa.Por trás dos sorrisos e dos abraços, alguns aliados do comando olhavam com inveja.Não gostavam de ver os três se
Capítulo 7 – O despertar do AGNARRADORAlexandre, o AG da Rocinha, acordou meio tonto pela manhã em uma das casas do morro da Rocinha.Levantou rápido, a cabeça doeu, ele segurou nas têmporas tentando lembrar onde estava, e logo percebeu que não era na sua mansão no alto da Rocinha.Olhou para o lado, tinha duas mulheres dormindo nuas com os corpos marcados da noite intensa que tiveram. Uma era loira a outra era mulata. A mulata se chama Sofia ela é amiga da loira ninguém nunca soube seu nome só a chama de loira. AG deu um sorriso de canto lembrando o que tinha acontecido à noite.Levantou sem fazer barulho, pegou sua bermuda no chão, tirou dois maços de notas do bolso, botando em cima do peito de cada uma, e saiu da casa indo direto para sua moto, metendo marcha pra casa.Chegando em casa, AG foi direto para seu quarto, tirando suas roupas, jogando no cesto, entrando direto pro chuveiro.Tomou seu banho, botou uma bermuda jeans com uma regata, passou perfume e desceu para tomar se
Capítulo 6 NARRADORA Casa ,estava silenciosa quando JN e MK chegaram.Lara e Bia estavam sentadas no sofá da sala, com duas cervejas na mesa e um olhar que já dizia tudo.MK fechou a porta atrás de si passando a chave. Lara levantou a garrafa.— Só nós quatro. Foi o que combinamos.Bia se levantou e foi até JN.Ela encostou o corpo nele e ergueu o rosto.JN inclinou a cabeça e beijou seu pescoço.Ao lado, MK já tinha puxado Lara pela cintura.Eles não a beijaram na boca só seus pescoços e seios.As mãos de Lara subiram pelo peito dele.Bia puxou JN pelo braço e o levou em direção ao quarto.A cama era king grande, de casal, com lençóis escuros.Lara e MK entraram atrás.Já estavam se pegando sem nenhum pudor.Não havia o que dizer.MK sentou na borda da cama e puxou Lara para o colo.Ela sentou sobre ele, abriu as pernas e inclinou o tronco para trás.JN estava com Bia ao lado.Ele tirou o vestido dela devagar, passou a mão pelas costas e a deitou na cama.Os dois casais começaram
Capítulo 5 Narrativa do Autor Os primeiros dias depois da coroação tinham uma sensação diferente.O Vidigal continuava o mesmo.As pessoas continuavam seguindo suas rotinas, o comércio continuava movimentado e a comunidade permanecia cheia de vida.Mas, para JN e MK, alguma coisa havia mudado.Agora, quando entravam na boca, os olhares eram diferentes.Não porque eles tivessem mudado.Mas porque todos sabiam que, a partir daquele momento, eram eles que estavam à frente.JN ainda estava se acostumando a ouvir algumas pessoas chamando-o de patrão.Para ele, continuava sendo o mesmo JN de sempre.O filho de Ruivo.O amigo de MK.O cara que cresceu correndo pelas vielas do Vidigal.Só que agora carregava uma responsabilidade que antes pertencia ao pai.Naquela manhã, ele estava sentado observando o movimento quando MK chegou.— Bom dia, chefe.JN levantou os olhos.— Começou?MK abriu um sorriso.— Só estou testando.— Então testa outra coisa.— O quê?— Não me chama de chefe.MK sentou







