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Capítulo 362

Author: Mazane
last update publish date: 2026-11-08 00:09:21

Depois de concluírem a inspeção, Bianca fez algumas recomendações finais a Maurício e confirmou que a pequena substituição seria realizada antes da entrega definitiva.

Arlete agradeceu mais uma vez pelo trabalho e, enquanto Alice organizava os documentos, voltou-se para a jovem.

— Então, Bianca, podemos tomar nosso chá agora?

— Claro, senhora Lima.

Bianca virou-se para a colega.

— Alice, você pode voltar à empresa com meu carro. Preciso ficar mais um pouco, mas depois resolvo como voltar.

Antes
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    Helena estava diante da penteadeira, terminando de se maquiar. Havia caprichado um pouco mais na maquiagem, tentando disfarçar a palidez e as olheiras deixadas pela noite mal dormida. O resultado era razoável. Se alguém perguntasse, diria que estava com enxaqueca e esperava que a desculpa fosse convincente.Vestia um vestido preto, de gola alta e mangas três quartos, escolhido não apenas pela elegância, mas também para esconder as manchas arroxeadas que ainda marcavam seu corpo.Olhou para o relógio. Estava quase na hora de sair.Na manhã anterior, antes da fatídica noite, Eduardo lhe dissera que, caso não chegasse a tempo, ela deveria ir sozinha.Um sorriso amargo surgiu em seus lábios. No fundo, já sabia que ele não iria buscá-la. Depois do que aconteceu entre os dois, esperar por qualquer gesto de consideração seria alimentar uma esperança que não podia mais se permitir.Pegou a bolsa, conferiu rapidamente a própria aparência no espelho e deixou o quarto.Ao sair de casa, encontrou

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    Depois de concluírem a inspeção, Bianca fez algumas recomendações finais a Maurício e confirmou que a pequena substituição seria realizada antes da entrega definitiva.Arlete agradeceu mais uma vez pelo trabalho e, enquanto Alice organizava os documentos, voltou-se para a jovem.— Então, Bianca, podemos tomar nosso chá agora?— Claro, senhora Lima.Bianca virou-se para a colega.— Alice, você pode voltar à empresa com meu carro. Preciso ficar mais um pouco, mas depois resolvo como voltar.Antes que Alice respondesse, Bruno interveio:— Eu posso levá-la quando terminar.Bianca ergueu os olhos para ele, surpresa. Por um instante, sentiu vontade de recusar, mas não queria transformar um gesto simples em uma situação constrangedora diante de Arlete.— Obrigada. Se não for incômodo…— De forma alguma — respondeu ele, com tranquilidade.Alice lançou à Bianca um olhar discreto, daqueles que prometiam uma conversa assim que estivessem a sós, e despediu-se de todos. Pouco depois, Bianca, Arlet

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    Depois do almoço, Bianca e Alice iriam encontrar Maurício na residência dos Lima. O encarregado da marmoraria acompanhava pessoalmente os últimos detalhes da obra, e Bianca queria conferir tudo antes da entrega.Ao chegarem, foram recebidas pelo mordomo e conduzidas diretamente ao Salão Cristal.Arlete já as aguardava, conversando com Maurício. A movimentação no local era intensa. Um verdadeiro batalhão de funcionários trabalhavam na limpeza e nos acabamentos finais, como se todos tivessem pressa de preparar a residência para um grande evento.Ao vê-las, Arlete abriu um sorriso gentil e cumprimentou Bianca com um abraço discreto, fazendo o mesmo com Alice.— Que bom que chegaram!— Como vai, senhora Lima? — perguntou Bianca.— Estou muito feliz! Ficou maravilhoso. Vocês realmente me surpreenderam.Bianca sorriu, um pouco tímida.— Minha equipe merece todo o crédito.— Sim, claro. Mas é preciso saber escolher e orientar uma boa equipe, não é mesmo?A jovem agradeceu com um sorriso, e l

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    Depois de tomar café, ou tentar, pois mal conseguia comer, Helena subiu para o quarto. Não tinha condições de trabalhar. Sua mente estava exausta, e as lembranças da noite anterior ainda a perseguiam.Abriu uma das gavetas do móvel e retirou uma pasta que guardava havia três anos. Dentro dela estava o contrato que mudou sua vida. Ou, como começava a pensar agora, a sentença de sua infelicidade.Mas nem tudo estava perdido. Apesar de toda a dor, levaria consigo o tesouro mais precioso que Eduardo podia lhe dar: os filhos que carregava no ventre.Sentou-se na beira da cama e abriu a pasta. Leu cada cláusula, cada palavra daquele acordo que assinara três anos antes, quando acreditava estar tomando uma decisão puramente racional para salvar a empresa da família.Agora, porém, uma pergunta insistia em atormentá-la: será que fizera aquilo apenas por necessidade ou já estava apaixonada por Eduardo naquela época?Fechou os olhos por um instante. Talvez nunca tivesse sido completamente honesta

  • Proibida de Amar Meu Marido   Capítulo 359

    Gabriella bateu de leve na porta envidraçada da sala de Bernardo e entrou. Ele sequer ergueu os olhos das várias telas de computador à sua frente.Desde que perdera para Leonardo, Bernardo parecia obcecado em encontrar uma estratégia capaz de derrotá-lo. Passava horas diante dos computadores, testando possibilidades e enfrentando a inteligência artificial, como se uma vitória pudesse reparar o orgulho ferido.— Bernardo, está tarde. Você vai demorar muito?— Me deixe, Gabriella.Ela franziu ligeiramente a testa. Nunca o vira tão mal-humorado. Nos últimos dias, ele vinha a tratando com uma frieza que não combinava com o homem que conhecia.Aproximando-se, puxou uma cadeira e se sentou ao lado dele.Bernardo continuou jogando, concentrado na tela, até que uma nova derrota surgiu diante de seus olhos. Num impulso, socou o teclado, assustando-a.— Maldição!Passou a mão pelo rosto cansado, tentando conter irritação.— Bernardo, é só um jogo… — disse ela, suavemente. — Hoje você perde, ama

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    — Você disse que me quer… o que foi? Já fizemos isso antes.— Não assim! Eu estou pedindo que você pare. — Helena respirava com dificuldade. — Por favor, espere… eu preciso te dizer… Mas Eduardo não a ouviu. Ou não quis ouvir.— Você quer sem proteção é isso… Os olhos dele se inflamaram e ele a beijou com violência, suas mãos apertando seu corpo, foi quando ela sentiu os dentes dele em seu ombro. Ele a havia mordido, um grito de dor saiu de sua garganta.A dor rompeu o pouco de esperança que ainda restava.Eduardo finalmente se afastou.Por alguns segundos, os dois ficaram imóveis. Helena estava assustada, enquanto ele a encarava com uma expressão que misturava fúria e algo impossível de decifrar.Então ele se levantou e a puxou pelo pulso, obrigando-a a sair da cama.— Eduardo, está me machucando!Ele a arrastou até a porta e antes de colocá-la para fora, a feriu com palavras, sendo ainda mais cruel.— Você é um lixo, Helena. Passou esse tempo todo tentando me enganar. Pois saiba q

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