Masuk— Chega de desenho, os dois para a caminha. — Asher juntava o restante de brinquedos espalhados no chão da sala enquanto falava.
— Ah, mãe!!! Mais meia hora, por favor. — Phílos pedia com uma voz manhosa.
— Nem mais um minuto, tem aula amanhã cedinho. Escovar os dentes e fazer oração.
As crianças resmungaram um pouco mas acabaram obedecendo a mãe. No meio da noite Gaia começou a gritar e chamar pela mãe. Asher correu para o quarto da filha, acendeu a luz e viu que ela chorava muito agarrada ao seu ursinho de pelúcia.
— Mamãe está aqui meu amor, calma. Foi um pesadelo.
— Não foi não mamãe, eu as vi. Elas estão vindo me pegar.
— Quem, meu amor? — olhou para os olhinhos vermelhos e molhados da sua filha.
Neste instante aparece Phílos no quarto e disse:
— Thiry mamãe, ela está vindo nos pegar.
A mãe olhou para criança com olhos arregalados, e o terror invadiu sua mente. Precisava manter a calma, pelas crianças, já estavam muito assustadas.
— Me escutem. — Chamou o menino para sentar com ela na cama da irmã. — Ninguém vai pegar vocês, sabe porquê?
As crianças, com olhar amedrontado, balançavam a cabeça negativamente.
— Porque eu vou chamar o papai e vamos ficar todos juntos. E quando estamos juntos…
— NADA PODE NOS DETER!!! — Phílos gritou fazendo uma pose de super herói.
— Isso mesmo. — Disse Asher limpando o rostinho de Gaia. — Agora voltem a dormir…
— Não mãe, por favor, não quero ter mais pesadelos. — E a menina lançou-se nos braços da mãe.
Asher sabia que precisava distraí-los e chamar Flavian, para juntos colocarem o plano em ação.
— E que tal vocês pegarem seus cobertores e irem assistir desenho na sala?
— Que nem dia de pipoca? — Phílos ficou todo animado.
— Vai ter pipoca também? — Gaia desgrudou da mãe, mas ainda falava com uma voz manhosa.
— Sim, mas preciso fazer uma coisa antes.
Ela deixou as crianças confortáveis na sala, não sabia quanto tempo tinha. Ligou para o hospital.
— Hospital Dr. Roberto Polary, boa noite.
— Boa noite, posso falar com Dr. Flavian por gentileza, é a esposa dele.
— Sra. Dinis, como vai? Sou eu, enfermeira Laura. Seu marido está fazendo o último rodízio de visitas.
— Laura, minha querida, preciso da sua ajuda. É realmente de suma importância que o chame. — Havia certo tremor na sua voz, a moça mudou o tom de simpatia e tratou a causa com mais seriedade quando percebeu a urgência.
— Claro, Sra. Dinis. Irei chamá-lo imediatamente.
Ela ouviu quando a enfermeira o anunciou no microfone. A demora parecia horas e não o minuto que levou para vir atender.
— Alô, querida, já estou…
— Flavian, eles estão vindo!
— Chego em dez minutos, faça as malas.
Flavian saiu sem dar explicações a ninguém no hospital, o que mais eles temiam estava por acontecer. Não tinha trânsito por ser muito cedo e mesmo assim ele passou todos os sinais vermelhos que encontrou pelo caminho de casa. Parou o carro, mas seu coração ainda batia em disparada. Suas mãos de cirurgião agora tremiam, ele lembrava o horror que sentiu quando lembrou a última frase de Thiry sobre vingança. Respirou profundamente, o mais importante agora era manter a calma e seguir com o plano. Eles haviam se preparado para esse momento.
— Milady, cheguei! — charlote, a cachorrinha da família pulou do colo de Phílos e veio ao seu encontro.
— SHI!!! — a esposa veio do quarto, pedindo silêncio em um gesto tão conhecido por ele pelos cartazes do hospital. — Ela conseguiu dormir de novo, coitadinha.
— Oi, filhão. — Falou baixinho, dando um beijo na testa do garoto que logo afastou o rosto para continuar vendo o desenho animado na televisão.
— Vou ligar para Giles. — Falou para a esposa enquanto se trocava.
Giles e Alfena moravam no mesmo país em outro estado. Os casais já eram amigos de longa data, mas a amizade se fortaleceu quando por uma feliz coincidência as esposas engravidaram no mesmo período de tempo. Decidiram morar afastados pois a energia dos pequenos podia atrair facções.
— Residência dos Mendonça, bom dia!
— Bom dia Diana, pode chamar o Giles? Quem fala é o Flavian.
— Olá, Sr. Flavian. Claro, vou chamar.
Alguns minutos depois.
— Olá, amigo. Como está?
— Giles, as crianças sentiram a presença deles. Estamos indo para o local combinado. Como está Brida?
— Não se queixou de nada, eles devem ter entrado no país pelo lado sul, mais próximos de vocês. Não se preocupe, estamos indo para o local. Pegaremos o primeiro voo.
Assim que Flavian desligou, foi ajudar Asher com as malas.
— ÚLTIMA CHAMADA PARA SETOR B!!! — o alto-falante da prisão, anunciava o final da jornada de passeio no pátio daquele dia.— Prisioneira T77, Dra.Flor a aguarda. — Antes que a moça entrasse na cela, uma guarda a alertou.— A hora mais feliz do meu dia. — Uma moça de lindos cabelos cacheados e compridos, pele morena, jambo e traços simétricos; respondeu com tom de ironia e sarcasmo.O consultório era dividido por um vidro “fortificado”, não somente em termos comuns. De um lado um belo escritório clássico, com mesa, estantes e muitos livros. Nele uma mulher muito elegante, sentada em uma cadeira com um notebook em mãos, esperava sua paciente das 17h.Do outro lado, a prisioneira chegou e antes de ser convidada se jogou em um pequeno sofá, que era a única coisa que fi
— Bom dia, flor do dia. — Gaia abria as cortinas do quarto do irmão, deixando entrar a luz sobre o rosto do rapaz.— Qual é, milady. Ainda está muito cedo ainda. — Phílos cobria a cabeça com o travesseiro.— Nada disso, vamos levantar, já fiz o café. E ela deve estar chegando a qualquer momento.— Ok, ok!! Agora vai, que vou tomar um banho. — E jogou o travesseiro na irmã.Gaia foi até a cozinha e pegou uma xícara de café, levou para sala onde fechou os olhos e invocou a irmã.— “Onde você está?”— “No aeroporto, acabei de pousar.”— “Porque não abriu um portal e apareceu aqui?”— “Já te falei, tenho medo de ir parar no Everest ou em Marte e morrer sem ar.”Gaia ria muito disso, cad
— “Brida, para ele completar o ritual, precisa de uma Striga, então você fará o seguinte... — O Barão falava com a garota em sua mente.”— Phílos, venha aqui, agora. — Pedro ordenava.— “Phílos, ganhe tempo. — O Barão pediu.”— Não, sem mim nada pode fazer.— Tem razão, amigão. Mas mato ela por pura diversão. — E apertou seu pescoço, fazendo a garota gemer.Phílos quase desmaiou tamanha foi a sensação de agonia que sentiu ao ver sua amada sofrer. Mas tinha que se segurar, concentrou-se em sua raiva.— Vou me render, seu monstro.— “AGORA, MENINAS.”Em um momento de distração Gaia, a Baronesa e Brida lançaram um raio contra Pedro, lançando o jovem para longe de Jéssica. O Barão que est
No caminho para resgatar seus amigos, Brida explicou sobre como seria o ritual que possivelmente Thiry queria fazer para tomar o poder dos jovens amantes. Ela iria precisar de mais uma Striga, a energia de seis seres humanos, sendo três machos e três fêmeas, o casal de amantes, sendo um Strix e um humano. O humano tem que dar seu poder de bom grado a Striga, e está se tornará além de imortal, sem precisar mais sugar mais ninguém, mais poderosa que qualquer um dos Strix.Depois que ela falou, todos ficaram em silêncio o resto da viagem, mergulhados em seus pensamentos mais sombrios.Gaia e Phílos chegaram no mirante, ele pisou no freio com tanta força que o carro derrapou quase chegando ao precipício, de onde estavam já avistaram Amanda. Mal o carro parou e Gaia abriu a porta do carro e saltou, correu até a amiga que faltava pouco para cair.— Mandi, Mandi!!! Acorde!!! El
— Tenho que ir em casa, você leva a Jéssi pra lá.— Mas Brida, o que você descobriu?— Acho que sei porque Thiry voltou. E melhor: Como detê-la. — Ela já falava e andava. — Tenho que ir.Ela correu para casa, no seu quarto tinha uma estante com vários livros comuns para as jovens da sua idade, livros escolares e mais abaixo, vários jogos de videogame. Ela passou a mão em frente aos livros que se revelaram outros muito diferentes. Mais antigos, alguns muito grossos e com capas de couro. Ela puxou um da estante. Era muito grosso, com páginas amareladas, tinha o papel áspero e cheio de figuras, cada página tinha a borda dourada. Folheou bastante procurando algo em específico.— ACHEI!!!— Que foi besta? Que livro é esse? — Um garotinho ruivo entrou pulando em sua cama, devia ter uns sete anos.— Oi
— Brida, aquela é Amanda, minha melhor amiga, ela… — Gaia falava levando a garota para mais perto quando foi interrompida.— Já sei de tudo, querida irmã. — Pois depois da tragédia que os uniu, era assim que se consideravam. — Quando me despertaram, me atualizei de toda a situação. Infelizmente não posso quebrar o encantamento de outra Striga sozinha. — Brida viu a esperança esvair do olhar da irmã. — Hei!! — Ela passou a mão pelo rosto da garota, segurou em seu queixo e olhou bem em seus olhos. — Não disse que não a salvaremos. — As duas se abraçaram. — Vamos sair daqui. Deixei os outros apenas desmaiados. Temos muito o que conversar.— E Amanda?— Vou






