로그인Ela parecia muito confusa ao perguntar aquilo.Os olhos percorriam o quarto inteiro, como se estivesse tentando montar as peças da própria memória.Eu apoiei uma das mãos na cintura.— Não se lembra de nada?Perguntei.Ela baixou o olhar imediatamente.Ficou alguns segundos em silêncio.Como se estivesse procurando lembranças.Foi então que seus olhos encontraram minha mão enfaixada.Ela arregalou os olhos.— Sua mão!Levantou-se um pouco da cama.— Isso aqui?Levantei a mão machucada.— Relaxa. Não é nada demais.Tentei brincar.Mas a reação dela não foi a que eu esperava.Os olhos começaram a ficar brilhantes.Lacrimejando.— Cecília?Ela levou uma mão à boca.E então eu vi.Ela estava começando a lembrar.— O Gustavo...As palavras saíram quebradas.Baixas.Confusas.— O que aconteceu com ele?Respirei fundo.Sabia que aquele assunto chegaria.— Eu não me lembro de tudo.Ela apertou os olhos.Tentando forçar as lembranças.— Não precisa.Falei com calma.— Ele provavelmente não mer
PEDRO BARCELLOS Tentei ficar o máximo possível profissional.Tentei ignorar o fato de que queria Cecília perto de mim muito mais do que deveria.Muito mais do que uma simples secretária exercendo sua função.Também tentei ignorar o quanto fiquei feliz quando ela voltou para a empresa.Porque fiquei.Mais do que gostaria de admitir.Quando recebi o convite para o evento de domingo, pensei imediatamente nela.Pela primeira vez vi uma oportunidade de passarmos algumas horas juntos sem a correria do escritório.Talvez conversar.Talvez entender o que existe entre nós.Ou talvez apenas descobrir se sou o único enlouquecendo nessa história.Durante toda sexta-feira inventei desculpas para mantê-la sob meus olhos.Tarefas.Relatórios.Documentos.Até a história do maldito alfaiate.E Deus me perdoe...Quando ela mediu meu corpo para tirar minhas medidas, eu quase perdi completamente a razão.A proximidade dela.O perfume.As mãos deslizando pela fita métrica.O jeito tímido como evitava me
Encarei Pedro sem saber exatamente o que dizer.Meu coração já estava acelerado só pela presença dele ali.E antes que ele pudesse voltar a falar, um carro estacionou logo atrás do dele.Meu estômago gelou imediatamente.Gustavo.Pedro virou o rosto na direção do veículo.Depois voltou os olhos lentamente para mim.E naquele instante, alguma coisa mudou na expressão dele.Como se tivesse entendido a situação rápido demais. Tudo errado. A porta do carro abriu.— Bora?Gustavo falou naturalmente enquanto descia do veículo.Mas então finalmente percebeu Pedro parado ali, encostado no próprio carro.Franziu a testa imediatamente.— Você?Ele olhou melhor.— Você é aquele cara do restaurante, né?Pedro permaneceu imóvel.Os olhos dele continuavam presos em mim.E havia algo estranho naquele olhar.Decepção.Irritação.Talvez ciúme.Meu peito apertou na mesma hora.Então ele deu um pequeno passo para trás e falou friamente:— Depois eu falo com você.A voz saiu controlada demais.— Não que
Quando me dei conta da pergunta que tinha acabado de fazer para mim mesma, me levantei da cama imediatamente. Como se aquilo fosse um absurdo. Fiquei sentada por alguns segundos tentando processar o próprio pensamento. Apaixonada? Por Pedro Barcellos? Balancei a cabeça rapidamente e me levantei antes que minha mente começasse a romantizar aquilo ainda mais. Fui até o espelho grande do quarto e encarei meu reflexo. Cabelos bagunçados. Olhos cansados. Roupa simples. Eu parecia exatamente o tipo de mulher que nunca chamaria atenção de alguém como ele. Respirei fundo apoiando as mãos na penteadeira. — Você enlouqueceu, Cecília… Falei baixinho para mim mesma. Eu não podia me apaixonar por Pedro. Ele era meu chefe. Nós tínhamos literalmente combinado manter as coisas profissionais. Sem falar que Manoela talvez estivesse certa. Talvez eu realmente fosse apenas uma curiosidade momentânea pra ele. Uma novidade diferente das mulheres perfeitas e sofisticada
— Eu?— Sim.A voz dele saiu firme. Natural. Como se aquilo já estivesse decidido antes mesmo de me contar.— Mas eu não…— Faz parte do trabalho.Ele interrompeu calmamente.— Preciso de você comigo.Meu coração acelerou imediatamente.Principalmente quando dei um pequeno passo para trás sem perceber e minhas costas encostaram na parede fria e metálica do elevador.Pedro se aproximou.Devagar.Meu corpo inteiro tensionou na mesma hora.Por um segundo, achei que ele fosse esquecer completamente aquela promessa de autocontrole.Achei que iria me beijar de novo.Os olhos dele desceram lentamente até minha boca.E, sem perceber, fiz o mesmo encarando os lábios dele.Meu Deus.Aquele homem parecia saber exatamente o efeito que causava em mim.Desviei o olhar rapidamente e tentei me afastar um pouco, inquieta demais com a proximidade.Então Pedro falou em voz baixa:— É um evento inesperado. Coisa de empresários e negócios.Ele apoiou uma mão ao lado do meu corpo na parede do elevador, sem
Mesmo diante dele daquela forma, continuei o que estava fazendo. Anotei as medidas tentando agir normalmente, como se meu coração não estivesse completamente acelerado. Respira. Só termina isso logo. Mas então chegou a pior parte. As pernas. Droga. Era impossível me abaixar para medir as coxas dele sem perceber o volume marcado sob a cueca. Desviei o olhar imediatamente, tentando fingir que não tinha notado nada. Continuei profissional. Ou pelo menos tentei. Como se estivesse percebendo exatamente o que passava pela minha cabeça, Pedro resolveu quebrar a tensão absurda entre nós puxando o assunto que claramente queria tocar desde a noite anterior. Gustavo. — Aquele rapaz é seu namorado? A voz dele saiu calma demais. Controlada demais. — Estou perguntando porque talvez eu tenha ultrapassado alguns limites sem saber da situação. Respirei fundo lentamente antes de erguer os olhos para ele. Pedro estava completamente imóvel. A expressão fria. Difícil







