LOGINLiam voltou os olhos para o amigo e permaneceu em silêncio.Alex dirigiu-se aos investigadores.— A senhora Holt poderá decidir como participar de uma entrevista, com a orientação jurídica adequada. Peço apenas que qualquer contato seja feito de maneira respeitosa, considerando o histórico de ameaças e a investigação criminal anterior.— Não pretendemos constrangê-la — Reed afirmou.— Então estamos de acordo.Collins fechou o documento que examinava.— Há uma questão que ainda não compreendo. Por que alguém envolvido naquele episódio estaria fazendo essa acusação agora, quase dois anos depois?Alex recostou-se ligeiramente.— Essa é uma pergunta que eu também gostaria que vocês investigassem.Reed observou-o.— O senhor tem alguma hipótese?— Tenho informações que merecem verificação. Durante a investigação que levou à prisão injusta de Liam pelo atentado contra André Johnson Lauder, descobrimos vínculos entre o homem que hoje está preso, um esquema de agiotagem e os acontecimentos an
Liam assentiu.— Não vamos.— Quero acompanhamento durante o processo. Uma noite ruim não significa recaída. Um episódio de ansiedade também não. Mas se voltar a existir insônia persistente, crises frequentes ou intensas, isolamento, perda importante de interesse, piora acentuada do humor ou pensamentos de se machucar, vocês entram em contato imediatamente.— Imediatamente — Liam confirmou.— Nós também vamos observar — Fabrício acrescentou.— Todos nós — Ana completou.Olívia olhou para cada um deles antes de respirar profundamente.— Está bem.O neurologista apoiou os antebraços sobre a mesa.— E quero que você guarde uma coisa, Olívia. Ficar sem medicação não é uma prova de que você venceu alguma coisa. Se conseguirmos retirar porque você não precisa mais dela, ótimo. Se em algum momento você precisar novamente de tratamento, isso não significa que voltou ao começo. Nosso objetivo não é deixar você sem remédio a qualquer custo. É deixar você bem.Olívia permaneceu alguns segundos e
Um pequeno sorriso surgiu nos lábios dela.— Muito bem.— Sem dificuldade para adormecer?— Nenhuma. — Olívia olhou para Liam. — Nós tomávamos banho, íamos para a cama e eu dormia no peito dele. Eu simplesmente dormia.— E acordava normalmente — Liam acrescentou, acariciando os dedos dela. — Sem aquela dificuldade absurda para despertar, sem ficar dopada durante parte da manhã.— Teve crise de ansiedade durante esses dias?— Não.O médico fez outra anotação.— Então quero entender o que mudou emocionalmente.Olívia permaneceu alguns segundos em silêncio.— Nós nos reconciliamos.— E você relaciona sua melhora a isso?— Muito. — Ela apertou a mão do marido. — Eu vivia em estado de alerta. Quando estava no Brasil sem ele, e mesmo depois que voltei para Nova York enquanto continuávamos brigados, minha cabeça nunca desligava. Eu podia estar deitada, mas meu corpo continuava esperando alguma coisa ruim acontecer. Depois que nós nos resolvemos... isso mudou.— E as crises?— Diminuíram muit
Olívia respirou fundo.— Então eu vou depor.— Se for chamada, sim. E vai fazer isso acompanhada por um advogado, com calma, respondendo exatamente ao que perguntarem. — Liam segurou o rosto dela entre as mãos quando percebeu o medo retornar aos olhos azuis. — Mas não hoje simplesmente porque você decidiu entrar em uma delegacia comigo.— Liam...— Amor, olha para mim. — Ele esperou até que ela obedecesse. — Desde o começo eu te disse que havia como provar que eu não fiz aquilo de que poderiam me acusar. Isso não mudou.— Mas como você pode estar tão tranquilo?— Porque eu sei o que aconteceu naquela noite. — Liam aproximou o rosto do dela. — E você também sabe.Olívia permaneceu em silêncio.— Eu cheguei àquele quarto sem saber que você tinha sido drogada. Você entrou sem saber quem eu era. Nós dois fomos colocados naquela situação sem conhecer a verdade. — Liam acariciou lentamente as bochechas dela. — Existem registros, horários, pessoas envolvidas, tudo o que Alex e eu já levantam
Olívia respirou fundo e assentiu, ainda contrariada.— Está bem.— Assim que eu souber, você vai saber.Fabrício manteve Meredith nos braços enquanto Ana se aproximava e passou um braço ao redor da cintura da filha. Olívia permaneceu olhando para Liam, e ele sustentou seu olhar por mais um instante antes de finalmente se virar e caminhar em direção à saída.Dois investigadores aguardavam na entrada da mansão quando ele se aproximou. O semblante que minutos antes se suavizava diante da esposa e da filha havia desaparecido por completo, dando lugar à expressão fria e indecifrável que poucos conseguiam sustentar por muito tempo.— Senhor Holt? Sou o detetive Nathan Reed, do NYPD. Este é meu parceiro, detetive Collins. — Reed mostrou a identificação, aguardando que Liam a observasse antes de guardá-la. — Recebemos novas informações durante uma investigação em andamento e precisamos conversar com o senhor.— Sobre o quê? — Liam perguntou, mantendo as mãos nos bolsos da calça e o olhar fixo
Liam deslizou uma das mãos para a nuca dela e encostou a testa na sua, mantendo-a perto enquanto esperava que Olívia voltasse a encará-lo.— Consigo. — Liam não desviou os olhos dos dela. — Mas escuta o que eu estou te dizendo agora: dois policiais aparecerem na nossa porta não significa que eu vou ser preso. Eles querem falar comigo. É só isso que nós sabemos até agora.Olívia tentou controlar a respiração, mas as lágrimas continuaram descendo.— E se for ele?— Então eu vou descobrir exatamente o que ele disse e por quê. — Liam enxugou uma das lágrimas dela com o polegar. — E Alex vai saber de tudo antes que eu responda a qualquer pergunta.— Mozão…— Eu já subestimei aquele homem uma vez, amor. — A voz dele permaneceu baixa, mas o olhar endureceu. — Não vou cometer o mesmo erro duas vezes.Liam se levantou, mas Olívia fez o mesmo no instante seguinte e passou os braços ao redor dele, apertando-se contra seu peito.— Não quero que você saia daqui.Ele a envolveu imediatamente pela c







