MasukParte 4
Ele estava agitado e nem conseguia parar quieto, o que dirá sentar. Briana o mandou sentar, perguntou se queria comer algo, mas ele agradeceu. Nem se tivesse fome de leão agora, ele conseguiria comer sem antes falar com Juliana.
_ Sabe que isso me deixou feliz? Eu estava mesmo pensando há um bom tempo que a Ju precisava de um homem - ela sentou devagar alisando a barriga _ E teria que ser alguém bom, uma pessoa que a gente pudesse confiar, afinal, ela é muito nova e você sabe que às vezes ela é muito impulsiva.
Era só o que faltava. Agora Briana já o considerava mesmo casado com a cunhada. Deu um meio sorriso e mexeu a cabeça, olhando para a escada.
_ Será que ela demora?
_ Logo desce - bateu no sofá _ Por que não senta? Parece agitado.
_ É que tenho muitas coisas para fazer e queria falar com Juliana antes - apertou os lábios.
_ Bem, agora já não precisam mais se esconder, pode vir aqui falar com ela quando quiser - sorriu.
Nesse momento ele escutou passos apressados descendo a escada e virou a cabeça. Juliana parou no meio da escada o encarando. E ele respirou fundo. Já era outra pessoa, nada a ver com a mulher de antes.
Na noite anterior era uma mulher sexy e atraente que despertou seu interesse. Agora continuava atraente, porém voltara ao seu jeitinho de garota, com seu jeans escuro, botas e camiseta branca.
A boca estava pintada com um batom cor de rosa levinho, o cabelo preso em uma trança lateral e uma sombra suave nos olhos. Parecia uma boneca.
Ele desceu o olhar para seus seios, marcados pela camiseta e engoliu em seco devagar, recordando que os tivera em sua boca, sentindo seu gosto enquanto sugava aqueles mamilos sem pressa.
Isso despertou algo de novo dentro dele e colocou o chapéu na frente da calça. Seria péssimo se tivesse uma ereção ali, na sala da família e bem na frente de Briana. Respirou fundo para afugentar a lembrança erótica.
Ele tinha que manter o bom senso. A situação já estava por demais complicada para aumentar e precisava ter juízo. Agora sentia um arrepio gostoso pelo corpo e lembrou de fazer amor com ela. Se fosse da mesma forma sempre, não seria tão ruim ter um casamento falso, nem que fosse por um tempo.
Eles não combinavam como um casal, pouco tinham em comum e havia outras diferenças, mas ainda assim ele sentiu algo o cutucar para que levasse adiante essa loucura.
Ela era muito melhor do que ele em questões emocionais. Ele era um tosco, sabia disso. Depois de seu fracasso com Marta ele se fechou e não seria capaz de dar amor a Juliana e ela merecia um homem apaixonado de verdade.
Por enquanto ele manteria a mentira de um noivado falso, mas tentaria não se envolver muito com ela, assim ficaria mais fácil para acabar com tudo.
_ Ah, aí está ela - Briana sorriu _ Olha só, seu noivo já veio te ver.
_ Noivo? - ela dise confusa.
_ É sua tonta - Briana riu _ Vocês não vão se casar? Temos que sentar para planejar o casamento.
_ Casamento? - torceu a boca.
Vitor entendeu que ela ficou perdida. Esse era um dos problemas de se jogar uma mentira no ar e depois não planejar como levar adiante. Briana franziu a testa e a olhou séria.
_ Sim, bobinha - ele se meteu _ Nosso casamento. Agora eles já sabem, esqueceu?
_ Ah, é mesmo - deu um sorriso meio perdido e sua cara mostrava surpresa _ Esqueci - mexeu o ombro.
_ Que coisa, Ju - Briana riu.
_ É que ainda não acertamos nada - ele arregalou os olhos para ela.
Ela pressionou os lábios. A cunhada a encarava e agora só lhe restava continuar a mentira. Estava querendo sair porque tinha um compromisso, mas a cara de desconfiada de Briana pedia uma resposta.
_ Com o casamento do Joel a gente não quis dar a notícia para não atrapalhar, entende?
_ Claro, seu irmão me falou. Mas vocês nem começaram a ver uma data?
_ Ainda não - Vitor disse _ Vamos depois até a capital e vamos comprar as alianças.
_ Nós vamos?
A cara dela era só surpresa. Vitor viu o olhar que Briana fez. Juliana iria estragar a própria mentira.
_ Claro, já está pronta?
Ele se aproximou dela e passou o braço por sua cintura e a sentiu enrijecer. Neide reapareceu na sala com a pequena no braço e assim que o viu a menina abriu os bracinhos para ele que a pegou.
_ Olha só, parece que você tem jeito com crianças - Briana sorriu _ Isso é bom sinal - piscou para Juliana _ Podem ter filhos logo, assim meus filhotes terão mais priminhos para brincar.
Ele a sentiu puxar o ar e segurar. Já começava a ficar nervosa com a conversa e ele tinha que tirá-la dali logo, antes que soltasse outra.
_ Ainda é muito cedo para pensarmos nisso, afinal ainda nem casamos - deu um leve beijo na menina e a devolveu para Neide _ Podemos ir? Temos um bom caminho até a cidade.
_ Por que não compram as alianças aqui mesmo em Andaluz? Temos ótimas joalherias - Neide disse.
_ Realmente. Mas é que queremos dar um passeio para conversar mais sobre o casamento.
Ele tentou falar com naturalidade a incentivando a agir igual, mas ela continuava tensa e seu sorriso não tinha nada de alegre. Seus lábios estavam apertados.
Juliana parecia de novo aquela garota frágil, magra e à espera de alguém para lhe dizer o que fazer. Segurou sua mão com força.
_ A gente se vê depois, Briana.
Fez um gesto com a cabeça e saiu puxando Juliana com ele. Não queria ir, mas para não ter problemas, ela aceitou que a puxasse até lá fora.
Quando a porta se fechou ela tentou puxar a mão e ele a apertou.
_ Vamos logo - disse sério _ Quer que Briana saia e nós veja aqui?
_ Eu não vou - puxou a mão.
_ Não comece de novo com suas bobagens. Não quero que sua cunhada nos veja - fechou o semblante _ Quer que descubra sua mentira?
Ele pegou sua mão de novo e quase a arrastou pela escada abaixo, mas Juliana travou no meio.
_ Foi você quem inventou essa nova mentira de comprar alianças.
_ Claro, queria o quê? - gesticulou com o chapéu _ Você quase deu na cara que era tudo mentira.
_ E quem disse que eu ia estragar?
_ Você está causando uma confusão maior do que a outra - disse entre dentes _ Acho que já chega, não é? Se vamos continuar essa farsa, então temos que ter um anel de compromisso.
_ Não temos não - disse irritada.
_ O que seu irmão vai dizer? - abriu os braços.
_ Não sei e nem quero saber - se virou.
_ Você é louca mesmo - balançou a cabeça.
Ela ia retrucar, mas ele a pegou forte pela mão e saiu quase a arrastando pelo caminho, atravessando o jardim para chegar à caminhonete dele.
_ Não me puxe - disse com raiva.
_ Então ande!
Se aproximaram do carro e ela parou. Vitor se virou com cara de quem estava de saco cheio.
_ O que você quer, Juliana? Que sua família descubra que você inventou essa conversa? E se por acaso você estiver grávida? Como faremos?
_ Fala baixo - ela apertou os lábios gesticulando forte _ Quer que algum empregado escute e vá correndo dedurar para meu irmão?
Final do livro 1 - Sem QuererJuliana nunca pensou que poderia passar por algo assim. Se sentia ainda perdida.Ao mesmo tempo em que estava feliz por ter Vitor ao seu lado a ajudando, se sentia triste por ter Vitor ao seu lado. Como isso era possível?Estava se sentindo acuada agora da mesma forma como se sentiu tempos atrás ao tentar falar com os irmãos sobre suas ideias e ele nem quiseram ouví-la.Era difícil entender. Não queria sexo com Vitor para não criar um problema maior depois e ao mesmo tempo adorava sentir seu cheiro e seu gosto.O beijo a deixara leve e pe
Parte 3_ É, não seria nada bom mesmo - descansou o queixo na cabeça dela _ Sabe, você ainda não fez o teste.Ela rodou os olhos._ Está bem, vamos fazer agora. Vou pegar o teste e vamos para seu quarto. Assim sabemos juntos.Ela passou pelos irmãos que ainda conversavam sobre o casamento e foi até o quarto. Pegou uma caixinha de teste e saiu pela sala, assim ninguém a via.Foram até o quarto dele. Vitor trancou a porta enquanto ela ia para o banheiro._ Isso demora? - ele perguntou._ Se
Parte 2_ E demora? - ele perguntou._ Não. Depois de amanhã entro em contato com vocês. Vão ler cada termo e se tiverem dúvidas eu explico. Se for necessário retirar ou acrescentar algo, fazemos na hora._ Ok, então vamos aguardar - Vitor levantou e apertou a mão dele _ Obrigado pela ajuda._ Esse é meu trabalho.Eles se despediram e saíram de mãos dadas. Na calçada Vitor comentou:_ Tenho certeza de que ele pensa que sou gay._ O que? - ela riu.
Parte 1Juliana nunca pensou que estaria em um carro indo se casar. E logo cedo, em uma manhã de ventos fortes.Passaram a noite quase toda conversando sobre os termos da convivência deles como um casal. Foram até o início da madrugada, até que chegaram a um acordo final que ficaria bom para ambos.Como o irmão Joel chegaria cedo, eles também resolveram sair cedo. Vitor conhecia um escrivão e falou com ele sobre fazer o casamento.Quando chegaram ao cartório foram os primeiros a serem atendidos, mas não foi bem como pensaram que seria._ Não posso fazer o casamento assim, às pressas - mostrou um
Parte 3_ Não quero um centavo seu - tocou sua perna _ Eu meti você nessa confusão, deveria ter tido mais cuidado... Agora já foi - puxou o ar _ E acho que até que a gente está melhor do que poderiam pensar. Não acha também?De certa forma ele tinha sido uma surpresa bem diferente para ela. A impressão que tinha dele não batia com o comportamento que mostrava agora.Antes só o via como um cabeça dura e que era mais um peão igual aos outros. Mas Vitor tinha um jeito diferente, era simples e direto e isso era bom._ É, acho que sim - sorriu _ Vamos começar?Ele assentiu. Come&
Parte 2Não fizeram nada muito diferente do que ela já havia feito. Limparam bem a pele e os olhos dele com muita água e até um pouco de soro até a remoção do produto nos olhos que ficaram bem vermelhos._ Vai ter uma irritação que vai passar aos poucos. Evite coçar os olhos - o médico de plantão indicou _ A queimação da garganta, olhos e pele vai diminuindo. Beba muito líquido e lave os olhos sempre que a ardência voltar._ Eu vou ficar cego? - ele perguntou._ Não - o médico sorriu _ Esse desconforto vai passar. A cegueira é momentânea e a tosse logo passa. Só tem que ter calma. Infelizmente







