LOGINSabrina Becker.
Elisa já tinha ido embora há um tempinho a pedido do irmãozinho vulgo meu cunhado. Kelly esperava ansiosamente enquanto dirigia à espera da abertura do envelope que ainda estava lacrado. Claro que eu pedi exames! Não ia me contentar com uma imagem borrada, eu precisava de algo mais específico. -Você não vai abrir?- assenti ainda nervosa, mas a médica já não tinha me informado?! -Vamos Sabrina! Abra logo. Ela voltou a encarar a pista, já estava anoitecendo, Aaron havia dito que embarcaria às 20:00hrs. Retirei o lacre abrindo o envelope retirando o papel. Li rápido o papel e suspirei, era verídico. -Então?- me olha de relance. -Você não vai contar mesmo? Neguei. -Tenho ideia! O aniversário do bonitão é daqui a alguns dias.- pensei. -Vou fazer uma surpresa para ele nesse dia. -Ele não iria viajar?- Kelly parou o veículo esperando os portões se abrirem. -Sim! E vou aproveitar para elaborar uma pequena surpresa, somente para a família. Retiro o cinto, jogo os fios soltos para trás dos ombros e respiro fundo ao sentir o carro parar de vez, Kelly puxa a trava de mão e me olha. -Vai ter comida?- questiona humorada e fecho o cenho ao abrir a porta. -Se não tiver nem vou. -Você só pensa em comida.- digo no mesmo tom e saio do veículo com o envelope em mãos. Kelly sai do veículo dando a volta no mesmo vindo ao meu encontro, observando dois carros estacionados na garagem, ele já havia chegado. Ficar 4 dias sem o Duckworth... Ceus! Eu já me apeguei tanto a ele assim? -Diogo!- O homem com fios cacheados negros me olha de relance ponto um sorriso em seu rosto ao se por de pé. -Olá senhora Duckworth!- faz uma breve reverência e logo volta a se sentar. -Eu estou cansado. -Relaxa.- rir da sua cara de exaustão, deve ser cansativo. -Uai! E esse quem é?- Kelly sorri para o rapaz que devolve o sorriso gentilmente. -Diogo Rodrigues.- sorri de canto. -E a senhorita? -Kelly Becker Ferrari. -Máfia italiana...- ele pensa brevemente. -Já ouvir falar de você. -Vamos, Diogo. Gustavo já arrumou as malas.- Aaron desce tranquilamente as escadas com uma mala de couro em uma das mãos. -Mais já? Tava tão interessante o diálogo com o bonitão ali.- Kelly se escora na parede e aponta com o queixo para o homem com os fios cacheados que rir baixo se pondo de pé. -Você precisa se casar bem rápido, não acha?- Aaron para o meu lado pondo a mala no chão, encara Kelly que dá de ombros. -Gustavo é o primeiro da fila. Todos riem menos Kelly que força uma careta séria na mesma hora. -Eu shippo! -Sabrina!!- ele me repreendeu e pisco. Aaron rodeia seu braço ao redor da minha cintura me virando para ele. -Prometa que não irá sair sozinha Sabrina.- olho em seus e assenti. -Também irá obedecer as regras da casa, tem um revólver em meio às minhas roupas, acho melhor levá-lo caso saia. -Eu irei fazer tudo isso Aaron.- digo já impaciente, se deixar ele cita todas as regras. -Posso ir contigo até o aeroporto? Ele negou de imediato. -É melhor ficar, Diogo irá ficar atento a tudo mas Gustavo irá comigo. -Ficarei sem meu amigo escravo! Ninguém merece.- ele riu ao deixar um breve beijo na minha testa. -Sabrina? Fique segura, aqui dentro. Evite sair o máximo possível e... -Você já disse isso, Duckworth.- o interrompo. -Relaxa, ela não vai sair! Vamos dar umas festas muito top na mansão Duckworth dois.- Kelly comemora dando um giro 360 graus. -Com direito a stripper masculinos neném. Aaron a fuzila com o olhar e Kelly sorrir. -Diogo? Prive à entrada da Ferrari na mansão.- diz ríspido e o moreno concorda. -Nunca gostei de você Aaron.- Kelly cruza os braços. -Você não tem medo de morrer Becker? Ela negou. -Acho melhor você ir.- sussurro ao escutar a buzina do carro do meu querido amigo. Aaron me abraçou com força, se ele não voltasse em 4 dias, diria que esse abraço parecia uma despedida. Rodeio meus braços ao redor do seu pescoço e ele se afasta um pouco. Leva uma da suas mãos até meu rosto, acariciando meu rosto com o polegar. -Irei sentir sua falta Sabrina.- diz em um sussurro, Meu Deus! Eu vou acabar chorando, odeio despedidas. -Eu também Aaron, volta logo...Por coincidência ou não, Gustavo se recuperou da bala que atingiu seu peito a três meses atrás, mas infelizmente Verônica escapou, Venture ficou arrasado ao descobrir que a filha estava envolvida em todo esse esquema e que isso a levaria à morte.A vida tinha que continuar, a prova disso? Ester, depois que soube da morte do marido que foi acusado de traição. Ela tomou uma decisão em relávamos a sua vida, iria aproveitar o pingo de vontade da vida que existia em si para conhecer o mundo. Em 3 meses a mulher viajou por toda Europa.As Ferrari? Assim que Kelly soube que Gustavo havia levado um tiro, automaticamente se desesperou e acreditem, assim que Gustavo chegou na Alemanha ela o pediu em casamento. O mais engraçado foi a reação do Duckworth que estava totalmente confuso.-Eu que não deveria ter pedindo você em casamento, Becker?- Ainda confuso, ele questionou.Se ajeitou confortavelmente na cama do hospital sustentando seu melhor sorriso.-Em que época você vive, Gustavo?- Kelly o
Aaron Duckworth.-Fala Elisa.-Eu não acredito que você sequestrou o meu irmão, Duckworth!- Grita exasperada. -Cara! O meu irmão.- Repete.Não contive o sorriso ao imaginar a cara de desespero do Valentin ao ser jogado dentro de um carro escuro recebendo um capuz da mesma cor que impedisse sua visão.Por outro lado eu estava aliviado, tudo isso havia acabado ou aparentemente havia acabado.As palavras daquele homem não havia saido da minha cabeça."Ainda não acabou, Duckworth"Sabrina está em casa! É isso que importa.Ultrapasso o sinal vermelho desviando com sucesso de uma motocicleta.-Ouviu o que eu disse Aaron?-Claro! Eu precisava de um médico para ela.-O meu irmão Aaron?- desdenhou. -Ele estava trêmulo seu louco.Contenho a risada perversa, já tive vontade de fazer coisa bem pior do que um simples e falso sequestro.Um suporte médico muito bem organizado pelo meu pai foi montado em meu quarto para dar suporte a minha loira caso ela precisasse de algo.E eu precisava de um médic
Dimitri voltou para a mansão sustentando o semblante frustrado, alisa os fios loiros para trás enquanto sobe as escadas silenciosamente."-05"Elisa havia feito Clara desmaiar, disse que a levaria para um galpão, talvez Aaron ainda quisesse falar com ela.Vozes masculinas são ouvidas ao lado oposto do corredor, o fazendo se questionar. Curioso, ele segue as vozes, seja lá quem for, parecia estar bastante irritado pelo tom.A porta estava aberta, inclinou-se um pouco a cabeça enxergando o interior do escritório vendo o homem de frente para Jhonson.-Que diabos...- Resmungou baixo ao se afastar silenciosamente.Isso não seria possível! Ou seria?Se afastou indo em direção ao quarto em que a loira está, dessa vez a porta não estava trancada.Ele abriu com cautela enfiando a cabeça pela brecha da porta.Ela ainda estava apagada.Ele entra fechando a porta por atrás de si, caminha cautelosamente até a loira analisando rapidamente seu corpo a barriga dela já era notável.-Então você está gr
No escritório, Aaron conversa com Dimitri tranquilamente.Se passava das 02:15 da madrugada, Gustavo já havia se retirado junto com Elisa e Diogo para uma verificação rápida de alguns objetos...-Como ela está?- questiona meio receoso sem deixar transparecer mas no fundo, havia medo e ansiedade pela a resposta do Venture.Dimitri desvia o olhar rapidamente, procurava as respostas certas que até então não vinham ó obrigando a falar a verdade.-Sabrina está sendo mantida em um quarto com acesso à banheiro, closet e uma grande cama.- diz transparecendo insegurança. -Ela sente sua falta, Aaron.Aaron estreita os olhos em desconfiança, isso não é normal. Desde quando sequestrados possuem mordomia?-Está perplexo, Dimitri.- indagou. -Sabe que isso não é normal, o que está acontecendo com a Becker?- Aaron manteve o olhar firme sobre o loiro que suspira.-Sabrina está sendo torturada psicologicamente.- Diz com pesar. -Eu não pude fazer nada... Aaron ajeita a postura na poltrona de couro já s
Aaron Duckworth-Não demore muito, Duckworth.Eu não aceito receber ordens! E ter que fingir esse momento da "fragilidade" não combina nem um pouco comigo.-Estou chegando.- Tento responder o mais calmo possível escondendo meu fingimento. Eu estou a ponto de mandá-lo se foder.Elisa desliga finalmente desliga o telefone.A confissão do Venture também me intriga, saber que só participou de todo esse esquema por conta da Verônica é algo estranho, já que há relatos de que os dois não se davam muito bem mas mantinham as aparências pelo o nome da família.Passo a marcha do veículo para a quinta recebendo o olhar mortal da Elisa.-Se não se incomodar, gostaria de que diminuísse a velocidade, Duckworth.- Diz tranquila porém seus olhos castanhos demonstram outra coisa. -Admiro que ainda não tenha morrido.-Treino! Dirijo desde os 13 anos.- ela me olha incrédula. -Treinamentos para fugas em alta velocidade, adrenalina pura, é divertido.Diminuir a velocidade observando de canto seu corpo relax
Sabrina Becker.Abro os olhos rapidamente, eu ainda não me acostumei e nem vou.É difícil você acordar em seu "quarto" ao mesmo que não é o bendito quarto do Duckworth.Isso está me deixando atormentada, acho que se eu estivesse em um galpão talvez o choque séria menor do que acordar no quarto em que eu normalmente durmo só que sem a presença do meu marido.Olha o que você tá pensando Sabrina.Coitado...Eu não imagino como ele possa está psicologicamente. A complexidade disso tudo é surreal.Primeiro: Meu sequestro foi no dia do aniversário do Aaron.Segundo: Era pra ser uma bela comemoração ao revelar o sexo das nossas filhas.Terceiro: Ele receberia a notícia de que séria pai.Tudo aconteceu ao contrário.Nada foi como eu planejei.Aaron deve estar desesperado.-Sabrina?Retiro de imediato o lençol que me conbria até o topo da cabeça, estreito os olhos com o cenho fechado ergo o tronco analisando o quarto.Não é possível.Eu tinha certeza! Eu escutei sua voz ou eu tô ficando maluc







