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Capítulo 37

last update publish date: 2024-08-24 05:59:27

Sabrina Becker.

A melhor parte da comemoração de festas? A comida! Sem dúvidas.

Eu não encomendei muita coisa, porque em meus pensamentos seria algo "íntimo" por assim dizer.

-Isso é muito bom.- Melissa saboreia o brigadeiro. -Sabrina? Você viu as perguntas que fizeram ao Aaron e o Gustavo durante a festa?

Degusto doce sentindo o mesmo derreter.

Realmente! Muito bom.

-Vi! Eu aposto que o Gustavo se sentiu ofendido com a perguntas da repórter.- analisava as outras opções dê doces. -Solteirão.

-Coitado do meu sobrinho, mas sabe? Eu aposto que ele casará com a Kelly.

-Não discordo.

Nós sentamos em uma mesa com algumas variações de doces e salgados.

Já tentei explicar para Melissa que isso seria um pequeno evento causal.

Acho que ela não entende isso.

-Quantos doces...- observo um por um e ela sorri.

-A maioria desses doces vão para o lixo, sabe não é?

Ela negou.

-Se depender da sua prima, não sobrará um! E o bolo? Escolheu?

-Sim! Será entregue no dia do aniversário.

Aaron Duckworth.

Com tantos homens nessa porra de familia e ninguém viu aquele filho da puta desde que sair da Alemanha, eu preciso voltar.

-Estamos fazendo o possível Aaron, as buscas ainda continuam ativas em Berlim, ele não deve ter ido muito longe.

-Não quero que parem até achá-lo, fui claro? Onde está a Sabrina?

-Tomando chá.

-O quê?- penteio os fios para trás recebendo o olhar entediado do meu primo. -Onde?

-Ela está na mansão Duckworth! Com a sua mãe.

-Claro!- digo irônico. -Me mantenha informado.

-Sim senhor.

Desligo o aparelho o pondo no bolso.

-Porque a gente tem que dividir o mesmo quarto? Isso parece meio gay...- Gustavo atende o seu telefone que tocava insistentemente.

-Você às vezes é burro demais, Gustavo.

Volto a minha atenção para meu reflexo no espelho, fecho o último botão da camisa social, respiro fundo.

-Sim senhor, irei passar o recado.- o olho pelo reflexo, Gustavo se levanta rapidamente, viro-me para encarar seus olhos. -Venture tem uma surpresa para você, vamos?

-Ele não comentou mais nada?- intrigante, achei que despertar o ódio em mim fosse o suficiente.

Ele negou.

-Então vamos.

[...]

-É aqui.- Gustavo estaciona o veículo em frente ao um galpão de tijolos avermelhados com as paredes bem altas. -Investiremos em um galpão assim, Levi.

-Para de me chamar por esse nome.- desço do veículo batendo a porta com força.

Observo os arredores com cautela, o local fica localizado em uma reserva, árvores altas com copas densas.

-Eu moraria aqui com toda certeza.- o ignorei voltando a caminhar sobre o chão de cascalho.

Gustavo Duckworth.

-Odeio cascalho, meus sapatos custam uma fortuna.- chuto as pedras, sentia um certo desconforto. -Diogo achou o homem?

Aaron negou enquanto caminhava tranquilamente a minha frente.

Eu tenho pena de Salazar! Quando o acharem, Aaron irá aplicar a sentença para estrupo ou tentativa de estrupo.

Se eu tô ansioso?

Não! Eu detesto ver cenas desse tipo, mas é a condenação que eles merecem.

-Você vem Gustavo?.- saio dos pensamentos com a voz autoritária do meu primo.

A porta já se encontrava aberta, Aaron já havia adentrado.

Filho da mãe.

Adianto os passos ajustando a gola da camisa social branca.

Acenei para os homens que faziam a segurança do local.

Como nenhuma novidade, há um homem sentado em uma cadeira metálica com um capuz preto na cabeça e totalmente acorrentado.

Me aproximo do Aaron que conversa seriamente com Venture.

-Venture.- faço uma breve reverência, ele toca meu ombro dando 3 leves batidas.

-Faça as honras Duckworth.

Aaron olha para o homem acorrentado e assenti, caminha em passos decididos até o homem que se mantém em alerta, erguendo a cabeça.

-Vai rolar tortura?- cruzo os braços aguardando a resposta do Venture que assenti.

-Irá rolar coisa bem pior, Duckworth.- diz com desdém.

Volto minha atenção para Aaron que para em frente ao, ergueu seu braço puxando bruscamente o capuz, revelando o rosto do homem.

-Como vocês o acharam?- Questionei baixo, mantendo o olhar no meu primo que o encarava com frieza.

-Nada passa abatido pelo meu território.- o olhei de relance. -Ele chegou há algumas horas.

-Hum...

-Salazar! Que bela surpresa.- Aaron diz ironicamente com o humor forçado.

-Duckworth? O que eu faço aqui a final?- questionou confuso, que cínico.

-Eu preciso de pipoca...

-Aaron pode precisar de você, nem pense.- Venture checa seu pulso. -Só espero que não demore.

Olho para meu primo ao escutar o primeiro soco acertar em cheio o rosto de Salazar que vira violentamente.

-Olhe pra mim, seu filho da puta.- Aaron agarrou os fios do homem puxando sua cabeça para trás encarando seus olhos. -Gosta de se aproveitar de garotas bêbadas?

-Eu não fiz nada disso que está me acusando!- diz com dificuldade por conta do lábio cortado.

-Dia 28/05 de 2015.- Aaron solta o cabelo do homem desferindo um belo soco de direita. -Ela tinha apenas 15 anos.

Respiro fundo tentando relaxar meus músculos já enrijecido, isso é repugnante.

Aaron soca a barriga fazendo Salazar cuspir sangue, seu rosto está com vários machucados e seu lábio com um corte fundo.

Aaron se afasta analisando a cena em negação com a cabeça, ele não está satisfeito.

-Preciso de uma lâmina.- sussurrou friamente.

-Tragam uma lâmina!- Venture diz autoritário e um dos seus homens se aproxima do meu primo.

Um calafrios percorrem meu corpo fazendo meus pelos dos braços se arrepiarem.

O homem rir baixo, sério que ele está fodido e está debochando da situação?

-Eu fiz! E não me arrependo, Sabrina é uma puta de gostosa.- diz entre risos sarcásticos.

-Eu vou matar esse homem.- ameaço avançar mas Venture ergue seu braço à minha frente.

-Vai nada, seu primo vai cuidar disso conforme as leis.

Olho para Aaron que mantém o olhar frio sobre a lâmina em frente ao seu rosto que refletia luz emitida por uma lâmpada.

-A minha mulher é gostosa, confesso.- abaixa o braço deixando a lâmina repousar ao lado do corpo voltando o olhar para o homem. -Mas, irei te ensinar a nunca mais ousar ou até mesmo pensar em uma mulher. Afinal, estará sem seu membro não é?

O homem arregalou os olhos começando a se debater na cadeira.

-Puta merda.- xingo baixo e Venture rir.

Aaron se abaixou de frente para o homem começando a rasgar a calça social preta com ajuda da faca.

[...]

No dia seguinte...

Aaron senta-se tranquilamente em uma poltrona de couro ao lado da cama king já arrumada.

-Você parece bem tranquilo pra quem...-Gustavo balançou a cabeça em negativa ao lembrar da cena.

-Você sabe...-coça a nuca em desconforto.

Aaron discou um número em seu telefone pondo no viva voz.

-Eu fiz o certo, Gustavo.- ele observa o primeiro deitado na cama. -Minha consciência está limpa.

O aparelho chama pela 3 vez e é atendido depois da insistência.

-Aaron...-A voz sonolenta ecoa. Gustavo rir já imaginando o estresse da loira ao ser acordada. -Você sabe que horas são Duckworth?

-10:00hrs da manhã.

Sabrina bufou checando novamente o horário pela tela celular, revirou os olhos por ter seu sono interrompido nesse horário.

-08:00hrs, Aaron!- Sabrina esbraveja e Aaron rir. -Não tem graça! A diferença de horas daqui pra Rússia é de 02:00hrs.- respirou fundo em busca de paciência. -O que quer?

-Não sente minha falta?- Aaron encara o aparelho intrigado e é a vez de Sabrina rir.

-Sinto falta do meu sono da beleza.- boceja. -Quando volta?

-Amanhã.

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