FAZER LOGINA igreja estava envolta em sombras, as velas quase apagadas, lançando um brilho âmbar que mal alcançava os cantos do confessionário. O ar era pesado, carregado com o perfume de incenso e o eco de promessas quebradas. Padre Gabriel sentava-se no banco de madeira, o rosário apertado entre os dedos, cada conta uma tentativa desesperada de ancorar sua alma. A calcinha preta de Lívia, encontrada na sacristia horas antes, ainda queimava em sua mente, o tecido rendado guardado no bolso da sotaina como um segredo que ele não ousava jogar fora. Seus olhos castanhos, agora turvos de exaustão, fixavam-se na cruz pendurada à sua frente, mas a oração não vinha. Em vez disso, vinham as palavras de Ana - "minha buceta não para de pulsar" - e o desafio de Lívia - "você quer nos foder contra essa cruz".O relógio da torre bateu meia-noite, o som grave reverberando pelas pedras antigas. Gabriel deveria estar dormindo, mas aceitara o encontro "pra conversar", sabendo, no fundo, que era uma me
O sol da manhã filtrava-se pelos vitrais da igreja, lançando mosaicos de luz vermelha e azul sobre o chão de pedra, como se o próprio céu tentasse purificar o que acontecera na noite anterior. Padre Gabriel ajoelhava-se diante do altar, o rosário apertado entre os dedos, cada conta uma tentativa vã de apagar o bilhete de Lívia, ainda queimando em seu bolso: "Volto amanhã, padre. Não reze tanto." Ele tentou rezar, murmurar ave-marias, mas as palavras de Ana - "penso nele me fodendo, me abrindo" - e o olhar felino de Lívia ecoavam mais alto que qualquer oração. Seu corpo, traiçoeiro, ainda reagia, o pau meio duro sob a sotaina, uma lembrança cruel de sua fraqueza.Gabriel, com seus 30 anos, tinha o rosto de um anjo esculpido, mas os olhos castanhos carregavam sombras que ele escondia até de si mesmo. A barba rala, mal aparada, traía noites insones, e o cabelo castanho, ligeiramente desgrenhado, dava um ar humano demais para um homem que deveria ser santo. Ele se levantou, o t
O ar dentro da igreja era denso, saturado pelo aroma de cera derretida e incenso velho, um perfume que se agarrava às narinas como uma oração não dita. As velas tremeluziam nos candelabros, lançando sombras que dançavam pelas paredes de pedra, como se os santos esculpidos julgassem cada passo dado no chão frio. Padre Gabriel fechou o missal com um som seco, os dedos longos deslizando pela capa de couro desgastada. Aos 30 anos, ele carregava uma gravidade que não combinava com sua juventude, como se a sotaina preta fosse uma armadura contra o mundo - ou contra ele mesmo. Seus olhos, de um castanho profundo, refletiam as chamas, mas escondiam uma inquietação que ele rezava para ninguém notar.A noite estava silenciosa, exceto pelo leve crepitar das velas e pelo eco distante de trovões. A confissão noturna era uma tradição antiga naquela paróquia esquecida, um ritual que Gabriel aceitara com devoção, mas que, naquela noite, parecia pesar mais que o usual. Ele entrou no confess
- Você é tão gostoso... - murmurou, a voz doce, mas agora carregada de uma fome que contrastava com sua fragilidade. Ela subiu as mãos algemadas pelo peito dele, as unhas arranhando os músculos, deixando rastros vermelhos. - Deixa a gente te levar até o fim. Prometo que vai valer.Juan estava perdido, o pau pulsando com uma intensidade que o fazia tremer. Ele sabia que isso era um crime, que cada toque, cada gemido, era uma traição ao distintivo, à carreira, aos dois anos de disciplina. Mas o calor da buceta de Susan, o toque suave de Kira, o som da chuva batendo no asfalto - tudo conspirava contra ele. - Vocês vão me foder de vez - rosnou, mas seus olhos traíam a rendição, o desejo consumindo qualquer resquício de culpa.Susan sorriu, cruel e vitoriosa. - Não, policial. Você é que vai nos foder. Mas do nosso jeito. - Ela soltou as algemas dele, o clique metálico ecoando como um tiro no beco. Juan esfregou os pulsos, o corpo livre, mas ainda pre
Ela pegou as algemas soltas e prendeu os pulsos dele ao espelho lateral da viatura, o clique metálico ecoando como uma sentença. Juan, com 1,90m de puro músculo, poderia ter se soltado, mas o desejo o mantinha preso, rendido. Susan montou sobre ele, rasgando o resto do blazer e deixando a buceta exposta, molhada não só pela chuva, mas pelo desejo. Ela esfregou-se contra o pau dele, sem deixá-lo entrar, o atrito torturante fazendo-o rosnar.- Quer meter em mim, policial? - provocou, os quadris movendo-se em círculos, a buceta quente roçando a cabeça do pau dele. - Pede.- Foda-se - grunhiu ele, mas a voz era mais súplica que comando. Ele puxou as algemas, o metal mordendo seus pulsos, a dor só aumentando o tesão.Kira, não querendo ficar atrás, ajoelhou-se ao lado, a boca encontrando as bolas dele, chupando com uma delicadeza que contrastava com a agressividade de Susan. - Você é nosso agora - murmurou, a língua explorando, os olhos castanhos olha
O beco parecia engolir o mundo, a chuva caindo em cortinas grossas, abafando qualquer som que não fosse o pulsar frenético do coração de Juan Cortez. Ele estava de pé, o uniforme encharcado colando aos músculos definidos, o distintivo agora apenas um pedaço de metal inútil contra o calor que queimava seu corpo. Susan, a loira atrevida, estava tão perto que ele podia sentir o hálito quente dela, os olhos verdes brilhando com uma mistura de provocação e promessa. Kira, a pequena asiática, permanecia ao lado, o corpo frágil tremendo sob a chuva, mas os olhos castanhos agora carregados de uma ousadia que ele não esperava. As algemas tilintavam em seus pulsos, um lembrete do poder que ele deveria ter, mas que escorria como a água pelo asfalto.Susan ainda segurava a corrente que o prendia a ela, os dedos roçando o cinto dele, o toque tão próximo do pau duro que pulsava contra o zíper que Juan teve que cerrar os dentes pra não gemer. - Você tá tentando lutar, policial -
O tapete macio acariciava as costas de Daniella enquanto Samuel a beijava com desejo cru, mas agora com uma intensidade diferente. A urgência selvagem tinha dado lugar a algo mais lento... mais íntimo. Mas não menos erótico.Os corpos ainda estavam quentes. Suados. As marcas do que haviam acabado d
Daniella passou a língua pelos lábios, o gosto de si mesma ainda fresco na memória. Os olhos dela estavam escuros de luxúria, o corpo tremia de gozo e de expectativa. As coxas marcadas pelas mãos dele, os seios suados e o centro do prazer ainda escorrendo com a mistura quente dos dois.- Deita. Ago
A noite continuava densa do lado de fora, mas dentro do loft, o tempo parecia ter parado, ou melhor, se curvado à vontade dos dois corpos que se provocavam sem pudor. O ar cheirava a suor, sexo e saliva. Estavam despidos, molhados, com os corpos marcados por tudo que já tinham feito. Mas Samuel ain
O tapete ainda estava molhado. De suor. De saliva. De prazer.Daniella mal conseguia respirar. As pernas trêmulas estavam afastadas, o sexo pulsando mesmo depois do orgasmo intenso que a sacudira como uma tempestade. Os pulsos ardiam levemente, marcados pela faixa de tecido que Samuel usara para am







