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Tese Sobre o Prazer - Capítulo 6

last update publish date: 2026-01-12 16:24:37

A espera tinha sido um suplício calculado. Três dias. Setenta e duas horas de abstinência programada. Quatro mil trezentos e vinte minutos de tortura deliberada. Ela contara cada um.

Seu apartamento parecia ter se transformado numa cela de prisão, cada objeto banal - a escova de cabelo sobre a pia, a xícara de café pela manhã, a cama desfeita - lembrando-a de sua ausência. Até seus sonhos tinham se tornado cúmplices, trazendo visões úmidas que a faziam acordar com os lençóis entre as pernas e seu nome nos lábios.

Quando o celular finalmente vibrou na mesa de cabeceira às 2h47, ela já estava acordada. O coração disparou antes mesmo de ler a mensagem. Seus dedos tremiam ao desbloquear a tela.

"Escritório. Agora."

Nada mais. Nunca mais. Ele nunca desperdiçava palavras quando ações falariam mais alto.

O prédio da faculdade estava deserto àquela hora, os corredores iluminados apenas pelas luzes de emergência que lançavam sombras alongadas sobre as paredes. Seus passos ecoavam no silêncio, o salto alto martelando no piso de mármore como contagem regressiva para algo inevitável.

A porta do escritório dele estava entreaberta. Um convite. Uma armadilha. Para ela, eram a mesma coisa.

A luz âmbar da lâmpada de mesa desenhava um retângulo dourado no chão. Ele estava sentado atrás da mesa, a postura perfeita de professor, os óculos repousados no nariz, os dedos entrelaçados sob o queixo. O traje impecável - camisa branca com as mangas cuidadosamente dobradas até os antebraços, colete cinza, gravata solta - contrastava com o olhar que a devorava viva.

— Tranca a porta - ordenou, sem levantar a voz.

O clique da fechadura ecoou como um tiro no silêncio. Seus dedos hesitaram no ferrolho.

— Chave também.

O metal gelado girou com um rangido final. Agora estavam trancados. Sozinhos. Exatamente como ele queria.

— Tira a roupa. - Ele tirou os óculos com movimentos deliberados, limpando as lentes no tecido do colete. - Devagar. Quero ver você se desfazer.

O vestido preto - que ela escolhera sabendo que ele aprovaria - deslizou pelos ombros como líquido, revelando a lingerie que ele mandara comprar na semana anterior. A calcinha de renda preta era quase decorativa, tão fina que mal servia seu propósito. O sutiã combinava, com alças que se cruzavam nas costas como uma teia de aranha.

— Gire.

Ela obedeceu, completando uma volta lenta sob seu olhar escrutinador. O ar condicionado fez seus mamilos endurecerem sob o tecido transparente.

— Melhor que no meu sonho - ele murmurou, levantando finalmente. Seus passos eram silenciosos, predatórios. - Você sonhou comigo?

— Não - ela mentiu, os dedos se contorcendo nas laterais das coxas.

Ele riu, baixo e rouco, enquanto puxava o celular do bolso do colete. A tela mostrava seu histórico de buscas: "sonhos eróticos frequentes causas", "como parar de fantasiar", "vício em sexo perigoso?".

— Mentira tão patética - seus dedos traçaram sua clavícula, parando no ponto onde o pulso acelerado saltava sob a pele. - Você está pingando por mim agora, não está?

Ela não respondeu. Não precisava. Seu corpo sempre traía seus segredos melhor que qualquer palavra.

Com um movimento brusco, ele a empurrou contra a mesa. Papéis voaram, uma caneta rolou para o chão com um clique metálico. A madeira gelada queimou sua pele nua.

— Inclina.

Quando ela se curvou, ele puxou a renda para o lado com um dedo, assobiando baixo ao encontrar seu úmido evidente.

— Tão molhada que escorre pelas coxas - observou, esfregando os dedos nela antes de levá-los à boca. - E o gosto... ainda lembra a mim.

O primeiro tapa veio sem aviso. Duro. Preciso. Na junção perfeita entre a coxa e a nádega. Ela gritou, os dedos se agarrando à beirada da mesa.

— Conta.

— Um - ela gemeu.

O segundo foi mais forte, deixando a pele ardendo.

— Dois.

Quando chegou em cinco, suas pernas tremiam. Em dez, lágrimas quentes escorriam por seu rosto, misturando-se ao batom vermelho que ele gostava tanto.

— Olha o que você faz comigo - ele rosnou, guiando sua mão para sentir sua ereção através do tecido da calça. - Toda sua culpa.

O som do zíper sendo puxado pareceu amplificado no silêncio do escritório. Quando ele finalmente entrou nela, foi de um golpe só - brutal, sem preparação, arrancando um grito que ele abafou com a palma da mão.

— Quieta - ordenou contra seu ouvido. - Quero ouvir só os gemidos que eu te deixar fazer.

Cada investida era uma afirmação de posse. Ele a puxava pelos quadris, batendo nela com força suficiente para mover a mesa centímetros a cada empurrão. No espelho à frente, ela via seu reflexo - rosto avermelhado, lábios inchados, olhos vidrados de prazer.

— Você é minha - ele rosnou, uma mão enroscando em seus cabelos para puxar sua cabeça para trás. - Minha puta. Minha viciada. Minha criação.

Ela concordou com um murmúrio incoerente quando seus dedos encontraram seu clitóris, esfregando com a pressão perfeita que só ele conhecia.

— Vem - ordenou, mordendo seu ombro. - Vem agora.

O orgasmo a atingiu como um tsunami, arrancando-lhe o fôlego, fazendo seus músculos se contraírem em torno dele como uma luva. Ele não parou, continuando a se mover dentro dela enquanto as ondas de prazer ainda a sacudiam.

— De novo - exigiu, girando-a para sentá-la na beirada da mesa. - Quero ver seu rosto quando você quebrar.

Desta vez foi mais lento, mais cruel. Cada centímetro de penetração prolongado até a agonia. Quando ela finalmente chegou ao limite novamente, ele puxou seus cabelos para trás, forçando seu pescoço a se estender.

— Abre.

Ela abriu a boca obediente, aceitando cada jato quente em sua língua, engolindo como a boa garota que ele a fizera ser.

Quando ele finalmente a soltou, ela deslizou da mesa para o chão, os joelhos fracos, o corpo ainda tremendo de aftershocks.

— Agora você pode implorar — ele disse, afastando-se para se arrumar com movimentos precisos.

E ela o fez. Com palavras roucas. Com lágrimas que queimavam trajetórias salgadas em seu rosto. Com promessas que sabia que nunca conseguiria cumprir.

Ele a levantou no colo então, carregando-a até a janela aberta que dava para o campus vazio. Quando a penetrou novamente - devagar, quase carinhosamente - foi com um murmúrio contra seu pescoço:

— Amanhã você volta. E depois de amanhã também. Até o dia em que eu disser chega.

E ela sabia, com a certeza sombria de quem encontrou seu vício perfeito, que ele nunca diria.

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