LOGINAugust is back on Earth. After her almost-death experience in Pandora, she’s now living a normal life and trying to forget the painful memories. She thought she will never see him again, not until Cayden’s face appeared right in front of her with a different identity.
View MoreKaori sempre foi intensidade pura. Desde criança, tudo nela ardia em exageros: o amor, a raiva, o desejo, a curiosidade. Amava com fúria, chorava com desespero e ria como quem não conhecia limites. Era daquelas pessoas que mergulham fundo demais, sem medir a profundidade, e acabam se afogando nas próprias emoções.
Na juventude, Kaori viveu paixões intensas, algumas inocentes, outras perigosas. Gostava da sensação do novo, do proibido, daquilo que a fazia sentir viva. Seu coração pulsava com o mesmo ritmo das músicas que ouvia mil vezes ao dia. Paixão, para ela, era o combustível da existência, mesmo que a queimasse por dentro. Mas foi na faculdade que ela acreditou ter encontrado algo diferente. Um amor maduro, sereno e, ao mesmo tempo, devastador. Ele era seu professor, charmoso, inteligente, experiente e soube exatamente como atravessar as defesas que ela fingia ter. Kaori se deixou levar, acreditando que, finalmente, havia encontrado a segurança que sempre buscara. No entanto, o encanto logo se mostrou uma ilusão. O homem que prometeu protegê-la usou seus sentimentos como distração, deixando-a despedaçada quando tudo veio à tona. Ele era noivo e nunca teve a intenção de ficar com ela de fato. Tomada por frustração e vergonha, Kaori se isolou. Passou dias sem comer, noites sem dormir. O mundo parecia desabar a cada lembrança. Naquela noite que deveria ser de festa, ela pegou o carro de sua mãe e saiu transtornada tomada por problemas e consequências, bem no dia de seu aniversário, o coração em guerra com a própria mente. Chorava, gritava, acelerava. E foi então que perdeu o controle. O carro capotou várias vezes, parando num barranco em chamas. Os bombeiros a encontraram inconsciente, com ferimentos graves e o rosto coberto de sangue. Durante duas semanas, ela permaneceu em coma, suspensa entre a vida e a morte. O pai, Juliano, e a mãe, Lisa, se revezavam no hospital, devastados, não apenas pelo acidente, mas pela culpa que carregavam. Quando Kaori abriu os olhos, o mundo não era mais o mesmo. O tempo havia se tornado um vazio em sua mente. Ela não lembrava do acidente, nem da faculdade, nem do professor e a noiva dele. E, para seu espanto, descobriu que os pais estavam divorciados. A mãe morava agora em uma casa simples, enquanto o pai havia seguido em frente, com outra mulher. Ela chorou dias inteiros. Tudo parecia estranho, distante, como se estivesse presa em um corpo que não lhe pertencia. Tentava recordar, mas as lembranças escapavam como areia entre os dedos. A dor física se misturava ao vazio da alma. A intensidade que antes a definia agora era apenas uma sombra, ela existia, mas apagada, confusa, perdida. Lisa cuidava dela com paciência e desespero, como quem tenta consertar algo que nunca mais será o mesmo. Juliano a visitava com frequência, embora a presença dele causasse mais incômodo do que conforto. E Kaori, entre remédios e consultas, tentava reconstruir quem era. Com o tempo, voltou para casa da mãe. O quarto estava cheio de fotos, lembranças de uma vida que ela não reconhecia. Os amigos a procuravam, mas ela não queria vê-los. Sentia medo, vergonha, e uma estranha sensação de que nada daquilo realmente lhe pertencia. O psicólogo dizia que o cérebro apaga certas memórias para proteger o coração, mas, em Kaori, o esquecimento parecia punição. A menina intensa, passional e ousada havia sido substituída por alguém que mal sabia quem era. E, mesmo assim, dentro dela, havia uma fagulha. Um desejo mudo de lembrar, de recomeçar, de se reconstruir, ainda que entre os escombros da dor. Kaori não sabia se algum dia voltaria a ser a mesma, mas talvez esse fosse o ponto: algumas quedas não vêm para destruir, e sim para despertar quem sempre esteve adormecido. Porque, no fundo, Kaori era feita disso, de fogo, de falhas e de recomeços, deram um celular novo pra ela, zerado sem nada pessoal, ela não lembrava das senhas e eles optaram por um número novo que ninguém além da família tinha, a intenção deles era que ela não visse mensagens comprometedoras, eles não podiam correr o risco de piorar o estado dela. Todos os dias eles tentavam relembrar dos últimos anos, mostrando fotos das pessoas próximas que ela tinha convívio, no primeiro e segundo dia tudo até correu bem na medida do possível, mas dali em seguida ela começou a ficar muito mal por não saber de nada. Era muito difícil aceitar aquilo tudo, ficar em uma cama dependendo dos outros, ela queria lembrar e não conseguia. Também tinha muitas dores, amanhecia chorando, pedindo ajuda, a cabeça era o que mais incomodava. Quando foram pra casa, o Juliano levou as duas, afinal a Lisa estava sem carro. Na cobertura da garagem colocaram alguns balões vermelhos para recebê-la bem, a geladeira estava cheia de tudo que ela gostava, o quarto estava pronto, com tudo organizado, e tinham muitas fotos dela reveladas em um mural, foi ideia da Bibi, melhor amiga dela. A maioria das fotos eram sozinhas, algumas com familiares e os amigos mais antigos, Bibi e Enzo. Durante todo o trajeto ela não disse nada, viu o Juliano segurando na mão da Lisa enquanto dirigia e ficou incomodada, confusa. Ao entrar na casa perguntou há quanto tempo a Lisa morava lá. Ela começou a reparar na casa e até comentou sobre ser pequena. Ao chegar no quarto, soube que usava há anos o cabelo longo; no hospital foi preciso cortar curtinho, no estilo Chanel. Ela começou a olhar tudo, mexer nas gavetas de forma curiosa. Juliano perguntou se ela queria algo especial, qualquer coisa. Ela disse que queria ver o irmão. Ele respondeu que já havia dito que o Miyuki tinha datas certas para poder sair do quartel. Ela respondeu chateada que daquilo se lembrava, agradeceu e foi deitar porque estava com dor. Juliano precisava ir trabalhar. Disse que queria levar ela conhecer a casa dele assim que possível. Ela disse que ainda não queria ver ninguém. Ele sugeriu que ela tivesse o número da Joyce, a nova madrasta, caso quisesse conversar um dia. Ela até salvou, mas estava convicta de ignorar o novo amor de seu pai. A esperança de todos era de que ela iria se lembrar pouco a pouco, mas não foi o que aconteceu no decorrer dos dias. Lisa já ia voltar a trabalhar e Kaori estava afastada do trabalho pelo INSS. Ela não havia saído nem no quintal nenhum dia desde que teve alta. A convivência das duas estava ótima, o cuidado de mãe deixava Kaori o mais confortável possível, e dia sim, dia não, o pai ia lá pra vê-la. Ficava um pouco com ela, assistia, conversava. Ela estava se recuperando fisicamente, mas era comum dores e choro todos os dias. No primeiro dia que Lisa foi trabalhar foi horrível para mãe e filha. Ela saiu de manhã, perto da hora do almoço, e só voltou à noite. A cada uma hora, ficou verificando pelo celular se estava tudo bem. Kaori falava que sim, mas se sentiu muito sozinha e triste. Nesse período, Lisa recomendou que Kaori fizesse novas redes sociais, já que havia esquecido as senhas. Ela fez e começou só a olhar tudo, sem adicionar ninguém. Primeiro, adicionou a família e depois amigos do trabalho que encontrou nas fotos do perfil antigo. Ela também adicionou a Bibi, a melhor amiga, que imediatamente mandou mensagem perguntando como ela estava. Nem o número dela a Lisa quis dar quando a Bibi foi visitar. As duas conversaram pouco. A Bibi disse que havia se mudado recentemente de cidade, perguntou se ela ainda não estava lembrando de nada daquela noite dos últimos meses. Kaori disse que não, era um branco total, e também comentou que estava evitando a todos com medo de ser manipulada de alguma forma. A Bibi disse que elas estavam do mesmo jeito há cinco anos, brigando, fazendo as pazes, depois brigando de novo. Então Kaori perguntou como estavam as duas antes do acidente. A Bibi respondeu: — Brigadas, por bobeira, como sempre. Não vou mentir pra você, eu te amo, amiga! Sinto muito que você esteja passando por isso. Pode contar comigo sempre, tô longe, mas tô com você da mesma forma. Quero muito te ver! As duas passaram a conversar um pouco, mas a Bibi não estava sendo muito sincera. Falam que não há mentiras do bem, mas nesse caso passou a existir. Ela não disse nada de ruim. Sobre o Daniel, o professor então? Assunto encerrado. Ela só falava de coisas mais antigas e da relação de uma com a outra. Kaori ficou muito na defensiva, mesmo com a melhor amiga. Na quarta-feira, ela tinha consulta com o psicólogo e tinha dito que ia sozinha quando a Lisa foi trabalhar. Combinaram pra ela ir de Uber e o Juliano, seu pai, iria buscá-la. Quando estava próximo do horário, a Lisa começou a ligar. Depois do horário da consulta, ela ligou lá e soube que Kaori não tinha ido. Então entrou em desespero tentando falar com ela, sem retorno algum. Era de tarde, por volta das 17h. Ela ligou para o ex, Juliano, ele estava esperando no consultório. Foi às pressas para a casa delas ver o que estava acontecendo. Quando chegou lá, encontrou Kaori dormindo. Ela acordou até assustada com ele, chegou a chorar frustrada por ter perdido a consulta. Estava reclamando de dor na cabeça. Após falar com a Lisa, o Juliano sugeriu que Kaori fosse pra casa dele jantar, passear, e à noite ele a levaria de volta. Ela perguntou se a Joyce estaria lá, ele disse que só se ela quisesse. Então ela aceitou, levantou e foi tomar banho. Na hora de escolher a roupa, ficou indecisa. Era tudo muito preto. Ela já não era mais a mesma. Até na alimentação estava confusa, pois não sabia ao certo do que realmente gostava, já que ela era de fases e em cinco anos, com certeza, havia mudado suas preferências em tudo.Cayden's POVI immediately ran fast when I saw King Laurent heading towards August to stab him. I knew I could reach it so I immediately hugged August and tried to teleport but I just heard a growl from behind me. I stopped and could not move immediately."Pity, you saved your ............love, while he saved his love. My death is not for nothing after all. I may be dead, but still....... ...... I............won." I heard King Laurent promise in a weak voice. I heard that someone fell and someone followed."August!" Gen. screamed in disgust. I saw that Gen tried to run but Lucas stopped him.My body suddenly felt cold. Something suddenly entered my mind and I was filled with fear when I did not see him in Gen's group."Oh my god..." August also gasped, now looking behind me.I couldn't stop myself and immediately turned to see what was happening. Horror filled my body when I saw August..... my August..... the sword was stuck in his stomach to his back. I felt like the world suddenly s
August's POVMy eyes were trained to a certain point where the chaos is going on. Neither of us moved in shock. My eyes were now looking at a figure that stood out from the monsters. He has a red cape and a crown but he doesn't look human. I already have an idea who it is, and the fact that I have an idea of who it is makes me nervous.That thing is the king of Orcs. King Laurent. He is riding a war carriage that instead of a horse is pulled by two hellhounds. He looks demonic and terrifies me every time I stare at King Laurent's face."Hahahahahahahaha!" King Laurent laughed as he approached us. I felt like I wanted to retreat but I stopped myself, but my instinct is screaming that he is dangerous! I know that I am not capable of fighting it either. "You manage to somehow, defeat my frontline.." he said with a smile and I looked away because I can't stand the look of King Laurent."Your Orcs are weak," Lucas said looking intently at King Laurent."Hahahahaha! Pity. Do you even stil
August's POVI was terrified as I looked at the towering entrance of the Academy. A deafening sound was coming from here because of the loud banging of the orcs. I don't know what they use to do that. Wood or their body itself? I do not know."The barrier won't last if they keep bumping," Kaye said the worry on his face was obvious."I know. No matter how strong the foundation is, it can still be torn apart by desperate orcs." I said that there was a lot of tension. That's right, what's the difference between beautiful and desperate flirting? hahaBut before the others could react, the barrier suddenly rattled and creaked loudly as it fell and created a deafening noise and thick dust.I closed my eyes because I almost fell asleep. Angel Grace immediately intervened and created a shield so that we would not continue to be hit by the sleeping dust because the orcs might attack while we were closing our eyes. Maybe we will lose right away from the start of the match.I slowly opened my e
August's POVI try to avoid them all. I stayed in my room or I went out and hung out in every part of the Academy. Library in the corner of the laboratory or the maze garden. I also take out food. I don't want to eat in the pantry because I will only see them there too. I am also eating in the room.I am now in my room. I plan to go to the library. There is no class. I just thank you. I need to check some books in the restricted section. I have access to that because I'm an Elite. Weird, I still have the position even though the real August is back. But what is his right? I was the one who earned this position and he was not. I defeated Venna with my skill so he has no right to do this to me, I will hit his face.I left the room and unfortunately they were all downstairs as if they were waiting for someone. I walked held high but I wasn't looking at them. They sounded so happy and I was irritated because of that."August, we have a mission. Let's go." Franco's voice said.I do not car
August's POVWe have entered the Academy compound. But I am still gaping like a fish. It's amazing now because I feel like a hunter who found a rare object. Everything will not be justified with just the word amazing. I can't find the right words for the beauty of the place.It is magical and so fa
August's POVCan you guess where I am right now? Well, I'm just here at Genieva's family home. Yep, you're right wet. I was at his home. He said he will adopt me since I am homeless.I almost faint now because of the huge size of their house. The house is not like the western or European that I use
Genieva's POVTo this day I am still disturbed by what happened. We accidentally stumbled into the human world because the Portal suddenly opened. But we didn't know that it was Earth that our enemies crashed into.I felt like seeing a ghost when I saw that girl. Everything about him has too much i
August's POVIt was as if I had been dug in the stomach when the dizzying rotation stopped. What happened? Did a tornado hit us earlier? My gas is dizzying!My eyes are still spinning but I can't stop paying attention to my surroundings. Wood, check. Land, check. But mountains and slopes? Where are
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