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Capítulo 2

مؤلف: Peachy
Eu queria ir direto para casa, mas a minha ansiedade me arrastou de volta para os arquivos de restauração. Eu precisava me acalmar, e obviamente precisava de um plano.

Caminhando pelos corredores escuros do museu, alguns vampiros passaram por mim em silêncio, como sombras. Os rostos pálidos e perfeitos deles pareciam sinistros à luz das velas. Graças a Deus eu nunca tinha mandado uma foto do meu rosto para o Morpheus. Senão, qualquer um desses seres milenares poderia identificar na hora a humana estúpida que estava flertando com a espécie deles na internet.

Tirar a roupa deles estava fora de cogitação, mas eu tinha outra pista.

Rolei a tela de volta para o mês passado. O Morpheus tinha mencionado que precisava de um anel de sinete personalizado para um "jantar de família importante". Eu não tinha hesitado em recomendar uma granada de sangue, uma pedra raríssima.

[Morpheus, por acaso você está usando aquele anel de sinete que eu escolhi para você?]

Meu celular vibrou com uma resposta imediata.

[Claro que estou.]

Aí veio uma segunda mensagem, transbordando aquela agressividade de sempre que me fazia corar.

[Estou passando o polegar pela pedra agora mesmo. Mas a única coisa em que consigo pensar é na foto da sua clavícula que você mandou ontem à noite. Tocar nesse anel é como tocar em você...]

Meu rosto esquentou de novo, mas eu caí na real. Não era hora de ficar suspirando, ele estava usando o anel. Se eu encontrasse o homem com o anel de granada de sangue, eu encontraria o meu vampiro secreto.

Bem nessa hora, o interfone da minha mesa tocou.

— Isabella, traga os arquivos da reunião de diretoria de amanhã para o meu escritório. Agora.

Era o Alistair Thorne, meu chefe direto. Um executivo de alto escalão do clã Valerius. Ele tinha uma elegância aristocrática incrivelmente rara. Sempre impecável, sempre educado. Em um prédio cheio de predadores letais, ele era o único vampiro que não me dava arrepios.

— Já estou indo, Sr. Thorne.

Respirei fundo, enfiei o celular no bolso, peguei os arquivos e peguei o elevador para o último andar.

O andar de cima era todo revestido com tapetes grossos de lã. Meus saltos não faziam o menor barulho. Ao chegar ao escritório do Alistair, levantei a mão para bater. Mas a pesada porta de mogno estava entreaberta. Uma voz escapou pela fresta.

— Por favor, meu amor. Você pode me perdoar?

Minha mão congelou no ar. Eu nunca tinha ouvido o Alistair falar daquele jeito. O alto vampiro, normalmente controlado e arrogante, estava praticamente implorando.

— Assim que essa tempestade passar, eu vou te prender na cama e te beijar por três dias seguidos.

Meu coração martelou. Segurei a respiração.

— Mas amanhã eu realmente não posso te ver. — A voz do Alistair de repente estremeceu com uma ansiedade genuína.

— O Príncipe Cassian vai inspecionar o museu amanhã. Preciso estar pronto.

Alistair respirou fundo. O tom dele voltou a ficar absurdamente suave.

— Depois de amanhã, tudo bem? Eu prometo.

A ligação terminou. Rapidamente recompus a minha expressão e bati na porta.

— Entre.

A voz dele tinha voltado à fria arrogância de sempre, como se aquela ligação desesperada tivesse sido uma alucinação.

— Sr. Thorne, aqui está o relatório de novas aquisições para amanhã.

Estampando um sorriso falso perfeito no rosto, caminhei até a mesa enorme dele e entreguei os arquivos.

— Deixe aí. Você é sempre minuciosa. Confio no seu trabalho. — Alistair disse secamente, estendendo uma mão pálida para pegá-los.

Naquele exato segundo, meus olhos travaram na mão direita dele. No dedo anelar, um anel de sinete com uma granada de sangue brilhava. A pedra vermelha-escura captava a luz como sangue fresco, cravada em um ouro branco envelhecido. Exatamente igual ao que eu tinha escolhido para o Morpheus.

Minha respiração travou. Eu quase gritei.

— Chefe, esse... esse anel é lindo. Onde o senhor conseguiu? — Forcei a minha voz a se manter firme.

Alistair olhou para a própria mão e deu um leve sorriso.

— Feito sob encomenda recentemente. Por quê?

— Nada. É só que ele é de muito bom gosto. — Forcei um sorriso amarelo.

— Já vou indo.

— Tudo bem. Descanse um pouco.

Eu praticamente saí correndo do escritório. Estava confirmado. O Alistair era o Morpheus.

Mas então quem era o "meu amor" no telefone? Se ele tinha uma parceira de verdade, uma parceira vampira, o que eu era? Um brinquedinho humano descartável?

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