LOGIN— Sobre o quê?Ele caminhou até a porta.— Descobriremos quando Harper abrir a boca.Harper ouviu os repórteres antes de enxergá-los.— Senhorita Bennett!— Harper, é verdade que você e Ethan Calloway estão juntos?— Há quanto tempo começou o relacionamento?— Você recebeu o contrato do hotel por influência dele?Ela fechou os olhos no banco traseiro da caminhonete da Wild Bloom.Maya dirigia.Noah estava sentado ao lado dela, segurando uma caixa de fertilizantes como se pudesse usá-la como arma.— Podemos voltar — sugeriu ele.— Não.— Podemos atropelar alguns.— Também não.— Eu estava oferecendo opções.A caminhonete parou diante do portão lateral da estufa, mas dois fotógrafos já bloqueavam a entrada.Harper respirou fundo.Usava jeans, botas marrons e um casaco verde sobre uma blusa branca. Prendera os cabelos num rabo de cavalo simples e passara corretivo suficiente para esconder a noite mal dormida.Não parecera necessário vestir algo sofisticado.Estava indo trabalhar.Ou tent
Harper afastou o cobertor e colocou os pés no chão.— Preciso ir para lá.Noah bloqueou a porta.— Não.— Minha equipe está trabalhando.— Maya está lá.— A empresa é minha.— Exatamente. Então talvez não deva aparecer diante de jornalistas com esse cabelo.Harper passou a mão pelos fios.— O que há de errado com ele?— Parece que perdeu uma luta contra um aspirador.Rose abriu o armário.— Você precisa de um vestido.— Eu preciso de calça.— A televisão acrescenta volume.— Não vou à televisão.— A televisão já foi até você.Harper fechou os olhos e respirou fundo.Não entraria em pânico.Pânico não pagava contas, não salvava empresas e definitivamente não afastava repórteres.Ela se vestiria, iria até a estufa e repetiria uma única frase.Não tenho comentários.Era simples.Até ela conseguiria fazer aquilo.Do outro lado de Seattle, Ethan Calloway enfrentava uma reunião extraordinária do conselho usando a mesma expressão com que costumava anunciar cortes de orçamento.O fato de ter
Quarenta minutos depois, ela estava sentada no chão de um quarto do hotel, enrolada num roupão branco, enquanto Maya secava seus cabelos com uma toalha.O vestido molhado estava pendurado no banheiro.O salto quebrado descansava perto da porta.O celular de Harper vibrava sem parar sobre a cama.— Não quero olhar — disse.— Concordo.— Quantas mensagens?Maya olhou a tela.— Cento e vinte e três.— Isso não é possível.— Cento e vinte e sete.— Pare de atualizar.— Seu irmão ligou oito vezes.Harper pegou o celular.Havia mensagens de Noah, funcionários, clientes e números desconhecidos.NOAH:Você está viva?NOAH:Por que a internet diz que você beijou um bilionário?NOAH:A vovó viu.NOAH:Repito: A VOVÓ VIU.Harper cobriu o rosto.— Rose viu.— Talvez tenha sido rápido demais.O celular tocou.VOVÓ ROSEHarper recusou a chamada.— Covarde — disse Maya.— Preciso me preparar emocionalmente.— Para sua avó ou para a internet?Harper olhou para as notificações.Seu nome estava entre o
Harper viu uma pequena peça cair.Atingiu o chão perto de seus pés.— Harper! — gritou Maya do outro lado do salão.Ela ergueu os olhos.O cabo se rompeu.Tudo aconteceu ao mesmo tempo.A estrutura desceu.Alguém gritou.Convidados correram.Harper tentou se mover, mas o salto do sapato ficou preso entre duas placas do piso.Ela puxou o pé.Nada.A barra vinha em sua direção.Então Ethan a alcançou.Um braço envolveu sua cintura.Ele a puxou com força.Harper sentiu o corpo girar, o som da estrutura atingindo uma mesa e, em seguida, perdeu o chão.A borda de mármore da fonte surgiu atrás deles.Ethan tentou recuperar o equilíbrio.Não conseguiu.Os dois caíram na água.O impacto foi gelado.Harper mergulhou por um segundo, desorientada, até Ethan segurá-la pelos ombros e puxá-la para cima.Ela respirou com força.A água escorria pelo rosto, pelos cabelos, pelo vestido agora colado ao corpo.Ethan estava diante dela, também encharcado, a gravata torta e os cabelos caindo sobre a testa.
Harper sorriu.— Ainda bem que os enfeites não precisam pedir sua aprovação agora.Ethan virou o rosto, disfarçando o que poderia ter sido uma reação.Richard não se deu ao trabalho.— Fornecedores não costumam circular entre os convidados.— E pagamentos não costumam desaparecer antes de eventos.O silêncio caiu entre os três.Richard olhou para Ethan.— Que pagamento?— Estou resolvendo.— Então resolva sem criar uma cena.Harper sentiu a raiva voltar.— A cena não foi criada por mim.Richard deu um passo para perto.— Senhorita Bennett, esta noite é importante para nossa empresa. Sugiro que mantenha qualquer questão administrativa longe dos convidados.— Sua empresa considerou manter a questão administrativa longe da minha conta bancária?— Harper — advertiu Ethan.Ela se voltou para ele.— Não use esse tom comigo.— Então pare de aumentar a voz.— Eu não estou aumentando a voz.Várias pessoas ao redor olharam.Harper percebeu tarde demais.Avery apareceu ao lado deles, mantendo um
Às seis e quarenta e oito da noite, Harper Bennett já havia considerado três formas diferentes de assassinar Ethan Calloway com materiais de decoração.A primeira envolvia um castiçal.A segunda, um arco de ferro coberto por heras.A terceira era tão criativa que talvez merecesse uma exposição própria.Nenhuma seria colocada em prática, claro.Harper era uma mulher civilizada.Uma mulher civilizada, furiosa e com acesso a tesouras de poda.— Pare de olhar para a entrada — disse Maya, posicionando duas taças sobre uma das mesas.— Não estou olhando para a entrada.— Você está olhando para a entrada há vinte minutos.— Estou supervisionando.— O quê? A capacidade das portas de continuarem sendo portas?Harper virou-se.— Estou esperando uma resposta.— Ele disse que daria uma.— Homens ricos dizem muitas coisas. Geralmente enquanto outras pessoas fazem o trabalho.Maya soltou um suspiro e ajeitou uma vela que já estava perfeitamente alinhada.O salão principal havia mudado completamente







