ログインLeonardoDepois que a Maria foi se deitar, olhei para o Sérgio e perguntei se ele iria para casa ou se preferia dormir por ali mesmo.— Vou para casa, Léo. Preciso dar uma passada na delegacia bem cedo amanhã para alinhar o patrulhamento — respondeu ele, pegando as chaves do carro.Nos despedimos com um abraço firme e ele foi embora.Tranquei a porta de entrada, apaguei as luzes da sala e fui em direção ao meu quarto. Quando entrei, percebi que a Camila estava se mexendo impaciente na cama, inquieta pelo restinho de tensão do sono. Fui direto para o banheiro, tomei um banho rápido para tirar todo o cansaço do dia e voltei para o quarto.Me deitei ao lado dela com cuidado, puxando seu corpo devagar para junto do meu peito. A Camila soltou um suspiro profundo e se aconchegou imediatamente no meu abraço, relaxando o corpo. Fiquei ali velando o sono dela, com a certeza de que faria de tudo para mantê-la em segurança.Adormeci e acabei acordando por volta das cinco da manhã. Quando es
Leonardo Assim que fechei a porta do meu quarto, o silêncio da noite nos envolveu, trazendo uma primeira onda de alívio. Mas bastou eu colocar as malas no canto para sentir o corpo da Camila estremecer ao meu lado. Ela não conseguiu segurar mais nada: o choro que vinha prendendo a noite toda finalmente desabou.Sem pensar duas vezes, puxei a minha pequena para um abraço firme. Envolvi o corpo dela nos meus braços, trazendo-a bem colada ao meu peito para que colocasse todo o medo e a tensão para fora. Passei a mão suavemente pelos cabelos dela, fazendo um carinho lento e sussurrando bem perto do seu ouvido:— Calma, meu amor... Já passou. Você está segura aqui comigo. Eu tô aqui e não vou te soltar.Ficamos ali abraçados por alguns minutos, até sentir o ritmo da respiração dela ir acalmando e os soluços diminuírem. Devagar, levei a Camila até a cama, me sentei ao lado dela e enxuguei as lágrimas do seu rosto com todo o carinho do mundo.Ainda meio trêmula, olhando bem no fundo dos
Leonardo Enquanto o Rafael e o Gustavo continuavam me zoando, o celular do Sérgio vibrou em cima da mesa. Ele olhou para a tela, franziu a testa e viu quem era.— Esperem um segundo, rapaziada — disse ele, levantando-se da cadeira.O Sérgio se afastou da mesa, foi até a parte mais externa e silenciosa do bar e atendeu a ligação. Demorou alguns minutos conversando com um tom sério, gesticulando um pouco antes de desligar. Quando voltou para a mesa, a expressão dele estava completamente diferente: séria, tensa e pensativa. Nós nos olhamos desconfiados, mas antes que alguém pudesse perguntar alguma coisa, não deu nem dez minutos e o meu próprio celular começou a tocar alto no bolso.Olhei para a tela: era a minha pequena. Atendi na mesma hora, e logo percebi a voz dela embargada, quase chorando:— Mozão... vem para casa. Eu não tô bem, queria você aqui.Meu coração disparou na mesma hora. Despejando toda a pressa do mundo, respondi que já estava indo e desliguei.Me levantei da me
LeonardoAcordei com a claridade suave da tarde invadindo o quarto. Olhei para o lado e o espaço na cama estava vazio. Ah, verdade... A Camila tinha me avisado que passaria o dia na piscina com as meninas. Como eu tinha passado a noite em um plantão exaustivo no hospital, acabei vindo direto para o apartamento dela e dormi profundamente.Sorri sozinho, lembrando do quanto ela estava animada para esse encontro com a Maria e as amigas.Levantei com cuidado, fui direto para o chuveiro e tomei um banho revigorante. Antes de sair para o consultório para os atendimentos da tarde, decidi deixar um agrado para quando ela voltasse cansada da diversão. Fui até a cozinha, preparei um lanche caprichado, deixei um suco bem gelado na geladeira e organizei tudo com carinho na bancada, acompanhado de um bilhete colado na porta da geladeira.Com a sensação boa de cuidar de quem a gente ama mesmo à distância, peguei minhas coisas e segui direto para o consultório...Cheguei ao consultório no horário,
CamilaDepois do lanche maravilhoso, o clima ao redor da piscina ficou ainda mais animado. A conversa fluía leve, e a energia do grupo era contagiante. Rosângela, que não conseguia deixar a mente quieta por um segundo, logo deu um pulo da espreguiçadeira com uma ideia brilhante nos olhos:— Meninas, já que estamos reunidas e o plano para a Maria já está em andamento na minha cabeça, vamos fazer uma brincadeira de esquenta! Cada uma vai ter que contar qual foi a cantada mais brega ou o encontro mais desastroso que já teve na vida!As risadas foram imediatas. Entre uma gargalhada e outra, todas participaram, relembrando histórias bizarras do passado e zoando umas às outras. Para selar a tarde perfeita, Rosângela trouxe uma garrafa de champanhe bem gelada e taças elegantes.— Um brinde à nossa amizade, ao futuro da nossa delegada e aos bons momentos! — anunciou Rosângela, levantando a taça.Todas ergueram suas taças e brindaram com entusiasmo, fazendo um "tim-tim" alegre no ar — exce
Camila — Mas pera aí, gente... Nós estamos curiosíssimas é para saber sobre a vida sentimental aqui da nossa delegada maravilhosa!A Maria não aguentou e começou a rir da cara de pau da Rosângela, balançando a cabeça dentro da água:— Meu Deus... Sim, o que é que você quer saber? Pode falar! Estou super preparada para o interrogatório.Rosângela nem piscou e mandou na lata:— Então, mulher, cadê o marido?Na mesma hora, as meninas caíram no riso com a falta de filtro dela. A Elizabeth logo interveio, rindo alto:— Meu Deus, Rosângela, para com isso, mulher! — disse a ela, se divertindo com a situação.A Maria deu mais uma risada e respondeu com toda a tranquilidade e elegância de sempre:— Gente, eu não tenho marido, não tenho namorado e, no momento, não estou conhecendo ninguém.A Estela, como boa cunhada, não deixou passar e meteu a colher de pau indignada:— Não, cunhada, pelo amor de Deus! Isso tudo aqui não pode ficar sozinha, não! Mulher, tu é muito gata, olha esse teu







