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Capítulo 3

last update Veröffentlichungsdatum: 13.05.2026 23:46:33

⚠️ NOTA DA AUTORA (GATILHOS): Este capítulo contém cenas explícitas de violência física e psicológica que podem servir de gatilho para alguns leitores. Se você for sensível a esses temas, recomendo cautela ou pular para o próximo capítulo

— Depois me avisa se você chegou bem, tá? — pediu Christian, com uma falsa preocupação que me deu náuseas.— Tá bom... — murmurei, sem forças.Assisti em silêncio enquanto Kelly e Christian se afastavam, deixando-me para trás. Soltei um suspiro pesado que carregava todo o peso do meu coração partido. Reuni o que restava da minha dignidade, ajoelhei-me na toalha e comecei a recolher as coisas mecânica mente. Mas a calmaria durou pouco. Um arrepio gélido subiu pela minha espinha antes mesmo que eu ouvisse qualquer ruído.De repente, duas mãos firmes e agressivas me seguraram pelos ombros, forçando-me a levantar.— Você sabe que nós não vamos deixar você voltar para casa intacta, né? — a voz zombeteira de Alex ecoou perto do meu ouvido.O pânico paralisou meus músculos. Olhei ao redor, mas a floresta parecia ter se fechado ao nosso redor, isolando-nos do mundo.— A nossa irmã pediu para fazermos você lembrar quem manda aqui — continuou ele, com um sorriso cruel. — É hora de colocar você no seu devido lugar.Antes que eu pudesse gritar ou implorar, o primeiro golpe veio, forte e covarde, atingindo o lado esquerdo do meu rosto. Minha cabeça girou com o impacto, e cambaleei para trás. Levei a mão à bochecha que ardia como fogo, as lágrimas finalmente transbordando pelos meus olhos.— Ai, ai, ai, querida Eliza... — Felipe deu um passo à frente, bloqueando minha única rota de fuga. Com um puxão violento, ele segurou a gola do meu vestido novo, rasgando o tecido delicado que eu tinha comprado com tanto esforço. — Você até que tenta se arrumar, mas precisa aprender que não pode cobiçar o que pertence à nossa irmã.

Recuei um passo, cruzando os braços contra o peito numa tentativa desesperada de me proteger. O tecido rasgado do meu vestido floral parecia uma metáfora de como o meu coração estava naquele momento: destruído.

— Olha só, Alex! Ela se arrumou toda e passou até perfume para o Christian — zombou Felipe, aproximando-se o suficiente para que eu sentisse seu hálito quente e repulsivo perto do meu pescoço. O nojo me paralisou. — Você sabe que meu pai nunca chamou o Christian, né? A essa hora, nossa irmã já garantiu o futuro dela com ele. Quando o Alpha chegar e sentir o cheiro dos dois, o casamento estará selado.

A verdade caiu sobre mim como uma guilhotina. Tudo tinha sido planejado. Christian tinha me usado como escudo e, agora, estava nos braços da Kelly. O desespero me sufocou. Eu não conseguia gritar; tudo o que me restava era olhar para o chão da floresta, as lágrimas borrando minha visão enquanto eu balançava a cabeça, implorando em silêncio para que aquilo fosse apenas um pesadelo.

— Sabe, Eliza... fiquei curioso agora — Alex deu um passo à frente, cercando minha última rota de fuga com um sorriso perverso nos lábios. — Você é tão inocente. Quem sabe a gente não aproveita que está todo mundo ocupado para te ensinar como as coisas funcionam na nossa alcateia?

— É, eu também posso ajudar na lição — completou Felipe, estendendo a mão na minha direção.

O terror gelou minha espinha. Sozinha, cercada e indefesa no meio da floresta proibida, fechei os olhos . Eu precisava de um milagre.

— Quem você quer que te ensine? — zombou Alex. — Imagina a honra de ter um dos filhos do Alpha te ensinando essas coisas.— Eu... Não... Não quero! — minha voz falhou, sufocada pelo choro. — Por favor... Eu só quero ir embora... Por favor...— Eu escutei que ela quer, e você, irmão? — desdenhou Felipe.— Ela falou que quer! E quer os dois ao mesmo tempo! — Alex cuspiu as palavras, rindo do meu desespero. — Eliza, que putinha você é.Escutando aquilo, o pânico virou adrenalina. Tentei me levantar num impulso. Eu tinha que fugir daqueles dois, tinha que fazer alguma coisa! Mesmo se eu não conseguisse, precisava tentar.— Para onde você vai, Eliza? Acabamos de começar — Alex me olhava com olhos famintos.Não deu nem tempo de correr. Felipe me agarrou por trás com força, prendendo os meus braços contra o corpo e esmagando qualquer chance de defesa.Encurralada ali, sentindo o nojo e o desespero avassalador me sufocarem, uma certeza dolorosa se fixou na minha mente: eu sabia que a partir daquele dia eu não seria mais a mesma, eu teria que lutar com todas as minhas forças.

O silêncio sufocante da floresta foi quebrado quando Felipe e Alex bloquearam minha fuga. Sem a idade mística para despertar minha loba e me defender, a aura opressora deles me esmagou contra o chão. O pânico paralisou meu peito, arrancando um choro desesperado da minha garganta ao perceber que, ali, ninguém ouviria meus gritos.— Não... por favor... eu já entendi! — supliquei, desamparada contra as raízes gélidas das árvores, sentindo-me indefesa diante da força covarde deles. — Eu não vou ficar no caminho da Kelly, por favor, me deixem ir! Por favor...Felipe soltou uma risada anasalada, trocando um olhar cúmplice e maldoso com Alex.— Foi a nossa irmã, a Kelly, que mandou a gente aqui, sua sonsa — Alex desdenhou, aproximando-se com passos pesados. — E ela foi bem clara: a gente não pode deixar você sair intacta daqui hoje. Ninguém mexe com a nossa família.Os sussurros maliciosos que se seguiram deixaram claro que minha juventude e minha óbvia desvantagem só alimentavam o sadismo

deles.—Você já não é a garotinha pura de antes. Que presentinho maravilhoso a nossa irmã nos deu. Você é nossa agora, princesa... Sempre que a gente quiser.Diante do horror indescritível daquela humilhação, minha mente finalmente cedeu. Uma escuridão misericordiosa desabou sobre mim, apagando meus sentidos.

O chão frio da floresta parecia congelar a pele de Eliza. As folhas secas estalavam sob o peso de seus agressores, abafando seus soluços desesperados. Ela tentou se arrastar para trás, mas as mãos brutas do primeiro irmão de Kelly a imobilizaram contra a terra batida, prendendo seus pulsos com força covarde.— Olha só para isso... você achou mesmo que o Christian olharia para uma baleia como você? — o primeiro irmão zombou com um sorriso asqueroso perto do rosto de Eliza, enquanto puxava a roupa dela com violência. — Você é uma piada na nossa matilha. Ele nunca olharia para alguém como você, nem se fosse a última loba da Terra.O som do tecido se rasgando ecoou como um trovão na mente de Eliza. Um pânico paralisante tomou conta de seu corpo gordinho. Era a sua primeira vez. O momento que deveria ser sagrado foi transformado em um pesadelo de humilhação e sadismo.— A Kelly mandou um aviso bem claro, e nós estamos adorando entregar o recado — rosnou o segundo irmão, soltando uma gargalhada nojenta enquanto ajudava a conter os espasmos de agonia de Eliza. — Fica longe do namorado dela. Ela mandou a gente quebrar o seu orgulho e destruir você por dentro, para você nunca mais ter coragem de chegar perto dele.— Por favor... não... parem! — Eliza implorou, as lágrimas escorrendo pelos lados do rosto misturadas com a lama da floresta, enquanto usava suas últimas forças para tentar se libertar. — O Christian... ele vai saber...— Ele não vai saber de nada! E mesmo se soubesse, por que ele ligaria para você? — o primeiro irmão desferiu o golpe psicológico final, olhando para ela com profundo desprezo. — Depois de hoje, o Christian nunca mais vai querer você. Ele não vai querer um brinquedo usado. Você vai ficar calada e aceitar o seu lugar de lixo rejeitado.Eles continuaram com o ataque covarde, rindo do desespero dela e celebrando a própria maldade como se aquilo fosse uma diversão doentia. O mundo de Eliza desabou em uma sequência de dor aguda, peso sufocante e a sensação devastadora de ter sua dignidade roubada. Ela fechou os olhos, desejando que sua alma deixasse seu corpo enquanto a escuridão da floresta testemunhava o crime.As risadas vitoriosas e asquerosas deles foram se afastando aos poucos, deixando Eliza abandonada na lama. Ela tentou respirar, mas o ar parecia rasgar seus pulmões. Sem forças para suportar a intensidade e o nojo daquele trauma, o mundo ao seu redor apagou por completo. Eliza desmaiou ali mesmo, entregue à frieza da noite.

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