LOGINAinda com a voz fraca e o peito apertado, percebi que aquele “sim” que acabo de dizer não foi uma escolha feita com o coração — foi apenas a única saída possível naquele momento. Não senti alegria, nem vontade, só uma sensação de que algo estava concluído, mesmo que não estivesse certo.Eu amo Lucas mas hoje esse casamento não devia ter acontecido,mas se eu o amo, porque não?
Porque,o acontecimento da noite anterior. Tudo estava acontecendo aqui, na casa do Rafael: espaçosa, bem arrumada, cheia de convidados, flores e luzes brilhantes, mas para mim parecia apenas um lugar grande demais para guardar segredos. Lucas segurou minha mão com firmeza e me conduziu até o salão onde seria a festa. As pessoas jogavam arroz e pétalas, gritavam parabéns e sorriam, mas eu andava ali como se estivesse observando tudo de fora. Quando meus olhos encontraram os de Rafael, parado um pouco afastado, não senti raiva, nem desejo, nem uma culpa que me consumisse.Nao, eu tenho raiva do que aconteceu com nós,ele sempre será o depois na minha vida,como eu também sou o depois na dele.O que eu sinto de amor mesmo é por Lucas. Pelo irmão do meu marido é algo muito mais simples e frio: ele era apenas a pessoa com quem eu havia cometido um erro, nada mais. Não nos conhecíamos o suficiente para gostar um do outro, nem para criar ódio ou vergonha excessiva. Tínhamos nos envolvido por acaso, por confusão, talvez desejo e excesso de bebida, e agora só restava entre nós uma apatia estranha, um distanciamento que parecia natural. Ele me olhava com a expressão fechada, eu o olhava de volta com a mesma indiferença — como quem encara alguém com não tem nada em comum, exceto um fato do passado que ambos preferiam deixar para trás. Lucas me leva de um lado para o outro, me apresentava a todos com um orgulho que sei que é verdadeiro. mas eu já começava a notar que meu marido é ciumento, controlador embora o resto vou descobrir com a convivência. Minha mãe, Elza, veio logo até mim, sem grandes demonstrações de carinho, mas com palavras diretas e firmes: A festa seguia animada ao meu redor, com música, risadas e brindes que pareciam não ter fim, mas eu sentia como se estivesse dentro de uma bolha — ouvia tudo, via tudo, mas nada parecia me tocar de verdade. A sensação era de que eu estava apenas representando um papel que me tinham dado, sem direito a escolher as falas. Depois de um tempo, quando a atenção dos convidados se espalhou pelas mesas e pela pista de dança, consegui me afastar um pouco sem que ninguém reparasse muito. Fui até uma janela mais afastada da sala principal, onde a luz era mais suave e o barulho chegava mais abafado. Precisava respirar um ar que não estivesse cheio de perfume, comida e sorrisos forçados. Não demorou muito e percebi que alguém havia parado ali perto também. Era Rafael. Ele estava encostado na parede, com uma taça na mão, olhando para o jardim lá fora, sem me notar de primeira. Quando virou o rosto e me viu, não houve surpresa, nem um olhar mais demorado — apenas um leve aceno de cabeça, curto e seco, como se dissesse estou aqui, mas não tenho nada a dizer. Eu também não disse nada. Ficamos ali, a poucos passos um do outro, em silêncio. Não havia constrangimento excessivo, nem vergonha que nos fizesse fugir. Era só aquela mesma apatia que já sentia: ele era ele, eu era eu, e entre nós só existia um fato passado, nada mais, isso que quero lembrar sempre. Sei que a mente é uma desgraça. Ponho a me refletir, será que ele pensa no que tinha acontecido? Se pensa não demonstra; Agora eu penso, é como quem lembra de um dia ruim que já passou e não vale a pena ficar revivendo. — Tudo bem com você? — perguntou ele, por fim, com a voz baixa e sem emoção, só para preencher o vazio do silêncio. — Tudo — respondi, da mesma forma, sem olhá-lo diretamente. — É só muita coisa acontecendo de uma vez,e mais não conversa comigo Ele fez um som curto, quase um riso sem graça, e deu um gole na bebida. — Eu só estou divertindo. As coisas mudam rápido quando os negócios e os nomes das famílias estão em jogo. Não perguntei o que ele queria dizer com aquela frase, mas também não quero puxar assunto. Sabia que, se começássemos a falar mais,ou brigávamos, ou teríamos aquele mesmo assunto de sempre: o erro, o segredo, o que poderia dar errado. E eu já tinha decidido que não ia passar a vida me preocupando,ou me descabelando com isso a cada segundo. O que aconteceu, aconteceu; agora cada um segue o seu caminho, mesmo que aquele caminho nos mantivesse perto por obrigação. De repente, ouvimos a voz de Lucas chamando meu nome do outro lado da sala. Ele parecia procurar por mim, com aquele sorriso de sempre. Rafael endireitou a postura de imediato, voltando a colocar a máscara de irmão tranquilo e satisfeito. — Lá vem ele — disse ele, simplesmente, sem tom de crítica nem de cumplicidade. — Vou indo — respondi, e dei alguns passos para sair, antes de parar e olhar para ele mais uma vez. — Não vamos criar confusão, não é? Cada um no seu lugar. Ele me olhou de volta, com aquela expressão fechada de sempre, e apenas assentiu com a cabeça. — Cada um no seu lugar. Era tudo o que precisávamos dizer. Nenhuma promessa, nenhum acordo emocional, só a constatação fria da realidade. Voltei para perto de Lucas, que me recebeu de braços abertos e me levou até a mesa principal, onde nossos pais já nos esperavam para o brinde oficial. Ao me sentar, olhei ao redor: todos ali tinham seus interesses, seus planos, suas expectativas. E eu? Eu tinha apenas a minha própria decisão: seguir em frente, fazer o que era esperado de mim, e deixar que o que tinha acontecido ficasse bem guardado no fundo da memória, como algo que não iria definir quem eu seria daqui para a frente. Lucas me levava de um lado para o outro, me apresentava a todos com um orgulho que parecia verdadeiro, mas eu já começava a notar nele algo calculado, embora ainda não soubesse dizer exatamente o quê. Minha mãe, Elza, veio logo até mim, sem grandes demonstrações de carinho, mas com palavras diretas e firmes: — Fez a coisa certa, filha. Essa união é o melhor caminho para a nossa família. Agora é só cumprir o seu papel e não criar problemas. Meu pai, Alfredo, apenas acenou com a cabeça, cumprimentou Antônio e Dona Luciana, e trocou com eles olhares de satisfação, como quem acaba de fechar um bom acordo. Eu sabia muito bem o que os movia: para eles, o que importava era a posição e a aliança entre as famílias, não a minha felicidade. Dona Luciana andava de um lado para o outro, conferindo cada detalhe, cumprimentando os convidados; dava para ver que, por trás da postura forte e imponente, estava inquieta — afinal, era o casamento do filho que ela mais tinha como preferido. Já Antônio, pai de Rafael e Lucas, ficava mais reservado, observando tudo com aquele olhar atento que parecia perceber até o que não era dito. De vez em quando chamava Rafael para falar algo em particular, e eu percebia que isso o deixava ainda mais sério, embora ele tentasse não demonstrar. Em certo momento, Lucas me deixou conversando com as mães e foi até onde o irmão estava. Os dois se afastaram para um canto mais reservado da casa, onde a música abafava as vozes. Meu coração acelerou um pouco, mas por instinto de sobrevivência, não por sentimento. Sabia que eles eram as únicas pessoas que poderiam saber ou desconfiar do que havia acontecido. Rafael tinha o maxilar travado e o rosto fechado; Lucas falava com uma expressão que eu não conseguia decifrar direito. Não senti desespero nem vontade de fugir, só um alerta frio: se a verdade vier à tona, tudo desaba. Nada mais do que isso. Quando voltaram, Rafael estava ainda mais calado, mantendo-se distante, e Lucas já havia recuperado o jeito de noivo perfeito. Ele veio até mim, passou o braço pela minha cintura e falou alto, para que todos ao redor ouvissem: — Vamos, minha esposa! Temos que cumprimentar todos os nossos convidados, não podemos ficar parados. A palavra “esposa” soou estranha nos meus ouvidos, mas não me causou revolta ou dor — era apenas o meu novo título, a nova realidade em que eu estava inserida. Olhei mais uma vez para Rafael; ele desviou o olhar imediatamente, como se eu não fosse nada além da mulher do seu irmão e um lembrete distante de algo que já não tinha importância e era o que eu queria Eu andava por ali, sorrindo quando era necessário, agradecendo os cumprimentos, sem ficar me lamentando ou pensando apenas no medo. Tinha 19 anos, uma vida inteira pela frente, e o que existia entre mim e Rafael não era um laço, nem uma paixão proibida — era só um erro isolado, frio e sem vínculos, que ambos aceitavam com indiferença. Eu sabia que teria que seguir em frente, cumprir o meu lugar e carregar esse segredo como quem carrega algo pesado, mas sem deixar que ele definisse tudo o que eu sentia.ninguém vai saber A festa continuou até a madrugada, e quando finalmente chegou a hora de nos recolhermos, senti um cansaço que ia muito além do físico. Entrei no quarto que nos haviam preparado, ainda dentro da casa do Rafael, e fechei a porta devagar. Sabia que o dia seguinte viria com novas rotinas, novas aparências para manter, e aquele segredo continuaria ali — mas não como uma sombra que me perseguia a cada instante, e sim como um peso que eu já tinha aprendido a carregar sem me deixar esmagar. A festa terminou tarde da noite e, na semana seguinte, Lucas já tinha tudo organizado para a lua de mel. Disse apenas que viajaríamos para uma cidade litorânea, num hotel de primeira, e que eu não precisava me preocupar com nada — era só arrumar as malas e ir. Como combinamos, não houve nada entre nós nessa viagem. Para ele, parecia ser só mais uma formalidade a cumprir, não um momento de intimidade. Chegamos, ele passeava, recebia ligações, fazia contatos e voltava ao quarto apenas para dormir. Nunca me tocou com intenção de ser marido, nunca me olhou com desejo. E eu também não quis nada: ficava no meu canto, lendo, olhando a paisagem, sentindo que era apenas uma hóspede na minha própria lua de mel. Dois estranhos dividindo o mesmo espaço, sem segredos a mais entre nós, só o silêncio e a distância. Voltamos depois de quinze dias e continuamos morando temporariamente na casa do Rafael, enquanto Lucas providenciava o nosso apartamento. A convivência com o cunhado seguia exatamente do mesmo jeito: educada, fria, sem conversas particulares, sem olhares que significasse algo. Cada um no seu lugar, cada um com a sua rotina. E o tempo foi passando, até completar três meses do casamento. Foi aí que as coisas começaram a mudar no meu corpo. No início, achei que fosse só cansaço da viagem ou a adaptação a uma vida nova. Mas os dias foram seguindo e os sinais ficaram claros: ao me levantar pela manhã, sentia tonturas que me faziam apoiar na parede; ao sentir o cheiro de café ou comida, vinha logo um enjoo forte, que às vezes me fazia correr ao banheiro. Ficava sonolenta sem motivo, perdia o apetite e, de vez em quando, sentia um mal-estar geral que me deixava pálida e fraca. Tentei esconder no começo, dizendo que era só uma indisposição passageira. Mas eu mesma já sabia o que poderia ser. E a conta não fechava: não houve nada na lua de mel, não houve nada nesses três meses com Lucas,e o estranho meu marido no começo não insista era frio. Agora começou a me obrigar, logo agora? Por eu não conseguir fazer amor com ele naqueles dias o arrependimento não deixou eu seguir em frente. E pior que Lucas insiste que a gente volte a ficar aqui na casa de Rafael até a nossa casa finalizar. Se eu estiver esperando um filho, a única possibilidade é daquela única noite, o erro que eu achava que tinha deixado para trás. Que engano… o segredo que eu achava que tinha guardado bem fundo não ia ficar escondido para sempre.E agora? Será que dá tempo fazer um aborto?o que eu faço senhor se for verdade o que eu penso? Como vou explicar para o Lucas. Sentei-me sozinha no meu quarto, com a cabeça apoiada na mão, sentindo um peso diferente, mas em desespero. Apenas com estou fingindo uma calma fria que tinha aprendido a ter,nesse momento , estou aflita,nada fica escondido no tempo. Ele tinha crescido, e agora estava aqui, dentro de mim, pronto para mudar tudo de novo e chegou todo vaidoso ou vaidosa igual o pai,sem pedir licença. Você não vai nascer vaidoso..📖 Grávida do meu cunhadoAutora: Edivania RiosTodos os direitos reservados – LEI Nº 9.610/98Quando a Marina parou de contar tudo sobre a lua de mel e como foi voltar para casa, nossa ela falou... Falou feito uma criança.Aí nossos pais me pediram também para eu falar, mostrar entusiasmado. Então foi a minha vez de contar o resto da história. Ela sempre fala de nós, de nossos filhos, mas raramente fala do quanto ela é importante para a história.Passado 2 anos e meio depois...Hoje acordei antes de todo mundo. Ainda estava meio escuro, só com uma luz amarela começando a aparecer na borda do horizonte. Fui até a cozinha fazer café, e enquanto esperava a água ferver, olhei pela janela para o pasto: o cavalo pequeno que compramos para o menino estava ali, mordiscando o capim-verde, e as galinhas já estavam andando soltas pelo quintal.Hoje estamos na fazenda,pai , mãe, sogra, sogro.Laura acordou chorando pouco depois - ela está começando a engatinhar e quer ficar em pé o tempo todo. A
!📖 Grávida do meu cunhadoAutora: Edivania RiosTodos os direitos reservados – LEI Nº 9.610/98O dia do casamento chegou mais rápido do que eu imaginava. Eu acordei às cinco horas da manhã - nem precisava de despertador, a ansiedade já estava me acordando há horas. Minha mãe chegou cedo para me ajudar a se arrumar, e minha sogra veio logo em seguida com uma tigela de caldo de cana:— Bebe isso, filha! Vai te dar força para o dia todo! Você não pode se cansar muito, não é só você agora!Minha amiga Camila veio fazer meu cabelo e maquiagem - ela ficou olhando para minha barriga que já estava aparecendo .— Marina, você está radiante! A gravidez fica muito bem em você!Quando coloquei o vestido de noiva, eu quase chorei de emoção. A renda brilhava na luz da janela, a manga longa cobria minhas mãos delicadamente, e a cauda pequena ficava perfeita na cadeira onde eu estava sentada. Minha sogra entrou na sala e parou na porta:— Meu Deus do céu... você é a noiva mais linda que eu já vi na
📖 Grávida do meu cunhadoAutora: Edivania RiosTodos os direitos reservados – LEI Nº 9.610/98Eu sempre imaginei que seria assim - eu contando para ele sobre a gravidez de uma forma romântica, com flores e música. Mas na verdade, foi o Moisés quem acabou contando sem querer, com seu desenho de barriguinha grande.Ele ouviu eu assustada no banheiro e falei alto no susto empolgação já viu, criança não tem desconfiometro. Mesmo assim, o momento do pedido foi tudo o que eu sempre sonhei, mesmo que foi pedido novamente...Eu nem consigo explicar o que senti naquele momento - as pernas trêmulas, as lágrimas rolando sem parar, o coração parecendo querer sair do meu láito. Depois que ele viu o desenho e eu contei sobre o teste, ele ficou quieto por um segundo, depois sorriu e disse:— Marina... Você não tinha me dito que estava grávida.Mesmo assim ele afirmou:__você era a mulher da minha vida. Mas agora isso fica ainda mais real.E nesse momento que ele se ajoelhou e tirou a aliança do bols
Grávida do meu cunhadoAutora: Edivania RiosTodos os direitos reservados – LEI Nº 9.610/98Já fazia meses que eu sonhava com esse momento, mas nunca imaginei que ia virar um circo tão grande, só estava esperando Marina se divorciar,e divorciou. Decidi preparar tudo na minha casa - a casa onde tudo começou, mas agora toda arrumada, com flores em todos os cantos, mesa posta com o melhor da nossa porcelana. Minha mãe Luciana prometeu que não ia trometar tanto dessa vez, mas aí está ali, passando a mão na barriga da Marina como se fosse uma boneca de porcelana:— Cuidado, filha! Não se mexa tanto que o bebê pode ficar mal posicionado...De repente, ela viu uma das empregadas colocando as cadeiras de jeito errado e explodiu:— Dona Carmem! Para com isso! As cadeiras têm que ficar em linha reta, não em zig-zag! Se o pastor João chegar e ver isso todo desarrumado, vai pensar que a gente não tem educação!A empregada deu um jeito e falou baixinho:— Desculpe, dona Luciana... eu estava tenta
📖 Grávida do meu cunhadoAutora: Edivania RiosTodos os direitos reservados – LEI Nº 9.610/98Não sei bem como explicar o que aconteceu depois que me prenderam. Lembro que estive na delegacia por um tempo, depois levaram-me para o presídio. Lá dentro, eu não conseguia dormir, não conseguia comer - as paredes pareciam se mexer, ouvia vozes que não eram de ninguém, via coisas que ninguém via. Ficava acordado a noite toda, olhando para o teto, pensando que todo mundo estava tramando contra mim, que Rafael e Marina estavam roubando minha herança, que Patrícia estava esquecendo de mim.Meus pais foram lá nem tenho certeza se foi mesmo.Passaram uns meses assim, até que um dia vieram buscar-me: dois policiais e uma mulher de jaleco branco. Ela falou comigo de forma calma, diferente de todo mundo que eu tinha visto até então:— Lucas, eu sou a Dra. Silvana. Nós vamos levar você para um lugar diferente, onde você pode receber ajuda. É um hospital psiquiátrico - algumas pessoas chamam de clín
📖 Grávida do meu cunhadoAutora: Edivania RiosTodos os direitos reservados – LEI Nº 9.610/98Eu nunca tinha visto o Lucas assim na minha vida inteira. Nem quando brigávamos de crianças, nem quando ele descobriu que o pai tratava ele diferente de mim. Eu sempre achei que ele era o predileto, mas hoje percebo que éramos tratados iguais. Tudo se resolvia em família... mas nunca vi aquele olhar, com sangue nos olhos, como se estivesse pronto para acabar com tudo e todos.A arma estava apontada direto para a Marina, e eu senti o coração parar de bater por um segundo. O menino estava atrás de mim, abraçado na minha perna, e eu conseguia sentir ele tremer. Eu queria pular em cima dele na hora, mas sabia que qualquer movimento errado poderia acabar mal.Enquanto Marina falava com ele, tentando acalmá-lo, eu tirei o celular do bolso com a mão trêmula e liguei para a polícia. Falei baixo, quase sussurrando:— Alô, polícia? Preciso de ajuda urgente. Tem um homem armado na esquina da Rua das Fl







