Naila A empregada, mesmo sem autorização, anunciou: — É a senhora Sofia. Ela está muito aflita. Arthur franziu a testa, o seu instinto controlador subindo à superfície, mas algo na urgência daquela interrupção fez com que ele se levantasse. Ele olhou para mim, depois para a porta, e suspirou, um gesto que traiu uma ponta de irritação. — Deixo-vos a sós — disse ele, com um desdém contido. — Têm dez minutos para pôr a conversa em dia. Espero que ela tenha algo útil para dizer. Ele afastou-se com passos firmes, deixando-me sozinha na sala de jantar. Segundos depois, Sofia entrou, os olhos vermelhos e o cabelo desgrenhado, correndo para mim. — Naila! Eu vi a conferência, eu vi tudo! — ela soluçou, segurando as minhas mãos. — Eu estava tão preocupada, achei que ele te ia fazer algo pior depois do que a família dele te fez... O que está a acontecer? Como é que tu estás? Sofia sentou-se à mesa, o rosto ainda marcado pela preocupação, e começou a falar num tom apressado. — Nail
Zuletzt aktualisiert : 2026-07-09 Mehr lesen