Aurora abraçou a mãe, os soluços descontrolados. Não estava chorando pelo preconceito que passou; ela já tinha se acostumado a ser julgada e enfrentava tudo com firmeza e segurança.Mas o calor do abraço da mãe era algo de que ela precisava sem ter percebido. Não era só um abraço, tinha aquela sensação profunda de pertencimento, de lar de verdade. O porto seguro onde ela não precisava ser forte o tempo todo, não precisava brigar ou lutar. Ali, com a mãe, ela podia ser ela mesma, a garotinha que, quando tinha pesadelos, corria para o quarto dos pais e se enfiava entre eles na cama.Enquanto afagava a filha, Liz fez um gesto para o guarda-costas, que se aproximou, e ela disse sussurrando, como se estivesse tentando não perturbar a paz de um bebê nos seus braços:— Ligue para o setor de compras e peça para comprarem esse lugar.Depois, ela fuzilou a gerente com o olhar. Aquele olhar gélido a fez dar alguns passos para trás, instintivamente, mas a gerente logo se ajeitou, com arrogânc
Zuletzt aktualisiert : 2026-10-13 Mehr lesen