Henrique observava Carolina embaralhar as cartas. Aos poucos, seu olhar ia ficando mais pesado, mais sombrio.Cláudio permanecia ao lado dela, com o mesmo jeito acessível de sempre.— Se precisar de qualquer coisa daqui pra frente, é só falar. Sem formalidade. Depois a gente troca WhatsApp.Carolina assentiu, educada.— Tá bem. Obrigada.Aproveitando a deixa, Cláudio insistiu:— Já pensou em ficar na Nova Capital e seguir carreira por aqui?Enquanto distribuía as cartas com calma, Carolina respondeu, neutra:— Não.Henrique pegou a taça, tomou um gole e virou o rosto em direção à janela de vidro. O pomo de adão subiu e desceu devagar, como se ele engolisse algo que não queria demonstrar.Renato também bebeu e, de repente, perguntou, curioso:— Carolina, você está solteira?As mãos dela vacilaram por um instante. Os lábios se comprimiram levemente.Era o tipo de assunto que ela preferia evitar.Ainda assim, por educação, confirmou com um pequeno aceno.Cláudio entrou na conversa na mesm
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