Foi então que o celular na mesa de cabeceira começou a tocar.Carolina se sobressaltou. Virou o rosto, olhou para o próprio telefone e, logo depois, para o de Henrique.Por impulso, foi até lá conferir. No visor, aparecia… O nome dele.Sem pensar duas vezes, desligou o aparelho e abriu o contato salvo como "A patroa".No instante seguinte, ficou imóvel.Uma sensação estranha atravessou seu peito, indefinida, quase íntima demais. O silêncio do quarto pareceu pesar.No celular de Henrique, o único número sem identificação… Era o dela?E ainda com aquele apelido esquisito.— Por que você me salvou como "A patroa"? — perguntou, já com o coração acelerado.Henrique apoiou as mãos na cama e ergueu o corpo devagar. Os olhos, levemente avermelhados, se fixaram nela. Um sorriso cheio de intenção surgiu no canto da boca.A voz saiu baixa, rouca, quase preguiçosa:— Mandona…A palavra fez o sangue de Carolina ferver na mesma hora.Seu corpo amoleceu por dentro, como se perdesse toda a firmeza.El
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