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Capítulo 253

Author: Sem Asas
No quarto mergulhado na penumbra, Carolina encarava a silhueta alta diante dela. O coração disparou sem aviso, e a respiração perdeu o ritmo.

Ele falava aquilo com a maior naturalidade… Enquanto soltava o cinto bem na frente dela.

Carolina sabia que Henrique não era o tipo de homem que forçaria uma situação. Não tinha medo de que ele simplesmente avançasse.

Mas aquilo…

Era provocação.

Clara. Calculada.

Ela passou a língua pelos lábios, tentando manter a firmeza na voz:

— Vamos fazer o seguinte…
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    Durante todo o caminho, Carolina esteve inquieta.A fábrica química do Grupo Nogueira Lima ficava num subúrbio afastado, praticamente no meio do nada. Por ali, havia só uma dúzia de famílias da zona rural e alguns trechos de lavoura.Carolina conversou com os moradores, reuniu as reclamações, recolheu evidências e ainda coletou amostras da água dos canais de irrigação e das valas que cortavam as terras vizinhas.Passou o dia inteiro investigando os arredores da fábrica, indo de um lado para o outro, até sentir as pernas quase cederem.Nenhum advogado queria pegar aquele caso. O custo era um dos principais motivos.No fim, os honorários que ela receberia não chegavam a ser grande coisa. Em compensação, a ação podia se arrastar por meses, talvez anos. E, para levantar provas, ainda teria de bancar do próprio bolso todo tipo de análise laboratorial e perícia.Quando terminou, já era noite. Carolina pegou o transporte de volta daquele subúrbio remoto.Ao sair da estação de metrô, já passav

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    No quarto mergulhado na penumbra, Carolina encarava a silhueta alta diante dela. O coração disparou sem aviso, e a respiração perdeu o ritmo.Ele falava aquilo com a maior naturalidade… Enquanto soltava o cinto bem na frente dela.Carolina sabia que Henrique não era o tipo de homem que forçaria uma situação. Não tinha medo de que ele simplesmente avançasse.Mas aquilo…Era provocação.Clara. Calculada.Ela passou a língua pelos lábios, tentando manter a firmeza na voz:— Vamos fazer o seguinte… Cada um cede um pouco. Deixa em 26 graus, pode ser?— Pode. — Ele respondeu na hora e seguiu, no escuro, em direção ao banheiro. — Vou tomar um banho. Pede pra entregar aqui uma roupa de dormir e uma cueca pra mim. Carolina se sentou na cama de um salto.— Henrique, você tá passando dos limites! Eu deixei você dormir aqui uma noite e você já quer abusar? Agora vai tomar banho aqui e ainda quer que eu compre cueca pra você?Henrique empurrou a porta do banheiro e acendeu a luz. O brilho quente i

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