Com dois casos nas mãos, a rotina de Carolina ficou ainda mais puxada.E, quando mergulhava no trabalho, ela se esquecia de tudo: de comer, de descansar, do mundo lá fora.Naquela noite, só saiu do escritório às nove.Já perto do condomínio, passou em frente a uma farmácia e se lembrou de que os remédios em casa estavam no fim. Com a correria dos últimos dias, não tinha conseguido voltar ao hospital para renovar a receita.Entrou, comprou os medicamentos prescritos pelo médico, remédio para dormir, para o estômago e analgésico, e voltou para casa com uma sacolinha na mão.A avenida principal do velho conjunto residencial era iluminada por postes de luz amarelada, que deixavam o lugar mais acolhedor. A vegetação dos dois lados era densa e, àquela hora da noite, quase não havia ninguém na rua. O silêncio parecia ainda mais fundo.Quando chegou em frente ao prédio, Carolina viu de novo o mesmo carro preto parado junto à calçada, como sempre, resultado da falta de educação de algum infeliz
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