Tatiane ligou para Heitor e deixou tudo do trabalho devidamente encaminhado.Depois, levou Bia direto para a casa da família Oliveira.Durante todo o trajeto, tentou distrair a menina com conversa, mas Bia continuava emburrada, de carinha fechada. Depois de resmungar por um tempo, acabou dizendo, magoada:— Eu não sou uma criança sem mãe... Agora eu tenho a tia Evelyn. Tia Evelyn, você pode ser minha mãe?Ao ouvir aquele pedido saindo da boca da própria filha, Tatiane sentiu o coração se apertar de um jeito quase insuportável. O nariz ardeu, e os olhos se encheram d’água antes que ela pudesse se conter.Por um instante, teve um impulso quase irresistível de contar tudo.De dizer que era, sim, a mãe dela.Que Bia não era uma criança sem mãe.E que, desde o começo, nunca a tinha abandonado.Mas, no fim, se conteve.Quando chegaram à casa dos Oliveira, Mônica e Marcos viram Tatiane entrando com Bia nos braços. Assim que notaram o abatimento da menina, aquele jeitinho murcho e sem energia,
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