A raiva continuou subindo, sem encontrar onde parar.Antes que Pamela recuperasse o equilíbrio, Larissa avançou e lhe acertou mais dois tapas, um de cada lado do rosto. A força fez Pamela recuar alguns passos, atônita.— Eu não quero só bater em você. Neste momento, eu seria capaz de te matar.Larissa falou entre os dentes. Seus olhos, ainda vermelhos de tanto chorar, já não guardavam apenas dor.Pamela finalmente reagiu. Tomada pelo ódio, se lançou contra ela.— Eu vou matar você!Mas Pamela nunca soube o que era precisar se defender de verdade. Cresceu cercada de privilégios e, nos cinco anos que passou confinada, seu corpo perdeu ainda mais força. Diante de Larissa, que naquele instante parecia movida por tudo o que reprimiu durante anos, mal conseguiu resistir.Em poucos movimentos, Pamela acabou no chão.Larissa a imobilizou e começou a golpeá-la com tapas sucessivos, sem lhe dar espaço para reagir. O som seco das mãos contra o rosto ecoou pelo quarto.— Larissa, você enlouqueceu?
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