Gabriel interrompeu com um gesto impaciente.— Eu sei. Podem sair.O silêncio voltou ao quarto.Beatriz continuava encolhida na cama, com os ombros tremendo. A droga ainda fazia efeito.Sem dizer nada, Gabriel puxou uma cadeira e se sentou a alguma distância.Viu Beatriz puxar o lençol sem perceber, atormentada pela dor. Viu quando ela mordeu o lábio inferior até surgirem gotas de sangue.Ainda assim, ela se recusava a pedir sua ajuda.A força de vontade de Beatriz era impressionante. Para Gabriel, assistir àquela resistência era uma tortura lenta, que não dava trégua.A noite parecia não terminar para nenhum dos dois.......Beatriz resistiu até o amanhecer, dividida entre a dor do ferimento e os efeitos da droga.Só então sua temperatura começou a baixar. Os tremores diminuíram aos poucos, e ela acabou adormecendo, embora continuasse muito inquieta.Gabriel também não tinha dormido.Massageou a testa dolorida, com um peso sufocante no peito. Olhou para Beatriz e esperou ter cert
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