A luz do banheiro era amarela demais para o que ela estava prestes a fazer.Iris ficou parada na frente do espelho rachado, os dedos no colarinho da camisa branca. Por baixo, a renda preta quase não existia: uma tira estreita nas coxas, o sutiã transparente marcando o mamilo a cada respiração. O treino tinha deixado curva, peso, uma maciez nova nos seios. A menina magra da Academia Lobo Prateado não cabia mais naquele reflexo. O que restava pedia para ser olhado e, pela primeira vez, ela ia usar isso de propósito.Passou o batom escuro com a mão um pouco trêmula. Soltou o cabelo. O cheiro de sabonete barato misturou com o calor da pele. No peito, o vínculo latejou, ofendido, antigo.— Você me largou — sussurrou para o vidro. — Isso não é seu. Não guarda mais nada meu.O celular vibrou na cama.Estou na porta.Iris leu duas vezes. Lembrou Kayle. Lembrou a ata. Lembrou o jeito como Rafael a olhava, já disposto a abrir nome, mesa, futuro. Papel prendia. Pele prendia mais. Se ela desse aq
最終更新日 : 2026-09-20 続きを読む