Só então percebeu que a pessoa que, no dia anterior, ainda estava viva diante dele agora estava reduzida a uma pequena urna funerária.De repente, Vinícius desabou em soluços.— Desculpe... Me desculpe de verdade!Mas já não havia ninguém para lhe responder, nem aqueles olhos brilhantes, nem a pessoa que, tarde da noite, lhe trazia uma tigela de sopa quente.Ele deixou que a dor no estômago se intensificasse, como se quisesse castigar a si mesmo de propósito. Os analgésicos estavam no criado-mudo, ao lado da cama, mas ele permaneceu imóvel.Abraçou a urna funerária com força, como se tivesse medo de perdê-la novamente.Só reagiu quando ouviu a fechadura girar e seu assistente, Antônio, entrar no quarto. Constrangido, o homem informou:— Presidente Vinícius, a Srta. Manuela está procurando pelo senhor.Só então o olhar vazio de Vinícius finalmente mudou. Com a voz rouca, ele perguntou, em tom de acusação:— Por que as coisas chegaram a este ponto?Antônio respondeu com cautela:— Presid
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