4 Respostas2026-01-05 07:45:42
Imerso nas páginas de 'O Cortiço', fica claro como Aluísio Azevedo constrói um microcosmo da sociedade brasileira do século XIX. A aglomeração de pessoas no cortiço reflete as desigualdades e a luta pela sobrevivência, com personagens que parecem saltar do livro devido à sua humanidade crua. O autor não romantiza a pobreza; mostra a fome, a violência e os pequenos prazeres que resistem mesmo na miséria.
A dinâmica entre os moradores é fascinante. João Romão, ambicioso e calculista, contrasta com os outros habitantes, que vivem em um ciclo de exploração e resistência. Azevedo usa o cortiço como um organismo vivo, onde cada ação afeta todo o conjunto. A sensualidade e a brutalidade coexistem, revelando como a vida ali é intensa e, muitas vezes, desesperançosa.
4 Respostas2026-01-05 15:24:11
Imagina mergulhar naquele Rio de Janeiro do século XIX, onde o cortiço é um microcosmo da sociedade! João Romão é o dono do cortiço, um português ambicioso e calculista que só pensa em expandir seus negócios, mesmo que pra isso precise pisar nos outros. Ele é o retrato da ganância, capaz de tudo por um pouco mais de dinheiro.
Do outro lado, temos Jerônimo, o trabalhador português que chega cheio de moral e bons princípios, mas acaba sendo corrompido pelo ambiente e pela paixão pela Rita Baiana, uma mulher cheia de vida e sensualidade, que representa a liberdade e a alegria contrastando com a dureza do cortiço. E não dá pra esquecer da Pombinha, aquela moça inocente que acaba perdida nas más influências, mostrando como o ambiente pode destruir até os mais puros.
4 Respostas2026-01-05 17:32:46
Lembro que quando mergulhei nas páginas de 'O Cortiço', fiquei impressionado com como Aluísio Azevedo consegue retratar a vida nas habitações coletivas do Rio de Janeiro no século XIX. A obra não só expõe as condições precárias de vida dos moradores, mas também critica a sociedade da época, mostrando como a exploração e a miséria eram naturalizadas.
O livro é um espelho da realidade brasileira, revelando as desigualdades sociais e raciais que ainda persistem. Azevedo usa o cortiço como metáfora para a sociedade, onde cada personagem representa uma faceta da luta pela sobrevivência. É como se ele dissesse: 'Olhem para isso, isso também é Brasil'. Acho incrível como a literatura pode ser tão poderosa em denunciar injustiças.
4 Respostas2026-01-05 08:56:19
Quando peguei 'O Cortiço' pela primeira vez, percebi que Aluísio Azevedo tinha uma abordagem mais visceral e crua do que outros autores naturalistas. Ele não apenas descreve a miséria, mas mergulha fundo na animalização dos personagens, como se o cortiço fosse um organismo vivo. Em 'O Mulato', por exemplo, o foco é mais racial e social, mas aqui há uma brutalidade física e psicológica que choca até hoje.
A linguagem é outra diferença gritante. Azevedo usa um português mais coloquial, cheio de gírias e expressões populares, enquanto outros naturalistas mantêm um tom mais 'literário'. A sensualidade também é mais explícita, quase agressiva, como na cena da Bertoleza. Parece que o autor quer nos sufocar com a realidade, sem deixar espaço para romantismos.
4 Respostas2026-01-05 12:50:14
Lembro que quando descobri 'O Cortiço' na escola, fiquei fascinado pela forma como Aluísio Azevedo retratou a vida nos cortiços do Rio de Janeiro no século XIX. A obra é tão vívida que parece saltar das páginas! Fiquei curioso sobre adaptações e, depois de pesquisar, descobri que existe uma minissérie de 1978 chamada 'O Cortiço', produzida pela TV Tupi. Embora antiga, ela captura bem a essência do livro, com aquela atmosfera densa e os conflitos sociais que são a marca registrada da obra.
Infelizmente, não encontrei adaptações mais recentes, o que é uma pena porque a história tem tanto potencial! Imagino uma série atual com produção caprichada, explorando os detalhes da vida naquela comunidade. Ainda assim, a minissérie dos anos 70 vale a pena para quem quer ver a obra ganhar vida. E você, já assistiu ou tem vontade de ver alguma adaptação?