M. Fortuna
Casei com Caio Ferraz, um poderoso empresário que tinha ficado incapacitado, no lugar da minha irmã, que tinha fugido do casamento.
Passei três anos como esposa de conveniência, em um casamento só de fachada.
Fiz massagens nele, acompanhei sua reabilitação e fiquei ao seu lado enquanto ele se reerguia. Todos diziam que eu o amava perdidamente.
Até que minha irmã se arrependeu, voltou chorando e implorou a ele, dizendo que era ela a verdadeira noiva dele.
Naquele dia, minha bolsa estourou. Ajoelhada no chão, implorei para que Caio me levasse ao hospital.
Mas ele me trancou na mansão, se virou e foi cuidar da minha irmã, que estava com a mão cortada.
— Você é forte. Aguenta mais um pouco. Ela é diferente.
A dor era tanta que minha visão escureceu, mas eu sorri, peguei o celular e fiz uma ligação.
— Sr. Otávio, os três anos chegaram ao fim. Minha tarefa terminou. Por favor, acerte o restante do pagamento.
Do outro lado da linha, o patriarca da família Ferraz ficou em silêncio por um longo tempo.
— Obrigado por todo o seu esforço, menina. Aquele imprestável do meu filho não merece você. Vou tirar dele o direito à sucessão.
— Tenho outro filho, o mais velho, Alexandre Ferraz. Gostaria de conhecer ele?