FAZER LOGINSusana Costa amou Nathan Ribeiro em silêncio por cinco longos anos. Por ele, escolheu permanecer em uma cidade que ficava a milhares de quilômetros de sua terra natal, longe de tudo o que conhecia. Quando a noiva de Nathan fugiu, abandonando-o no cerimônia do noivado, foi Susana quem, sem hesitar, deu um passo à frente e aceitou o anel, consciente de que aquele gesto selava um destino doloroso, o de que Nathan jamais a amaria. No dia do casamento, bastou Bianca Santos sussurrar que estava com "dores no coração" para que Nathan abandonasse sua esposa recém-casada, virando as costas e correndo desesperado para os braços de outra mulher. Todos riam de Susana. Riam e diziam que ela era como uma trepadeira parasita, incapaz de sobreviver sem a árvore robusta que era Nathan; zombavam de sua humildade excessiva e de sua insistência cega. Até mesmo Susana, por muito tempo, acreditou nessa mentira. No entanto, qualquer amor, por mais profundo que seja, tem um limite. Ser ignorada, negligenciada e colocada repetidamente em segundo plano drena a alma, gota a gota, até secar. E quando Nathan finalmente decidiu olhar para trás, a garota que um dia usou todo o seu amor para permanecer ao seu lado já havia partido, dissolvendo-se no vento, para nunca mais voltar.
Ver maisDois anos depois, numa tarde suave de primavera.Susana permanecia na varanda de sua nova casa, aquecendo as mãos na xícara de chá de flores que segurava. Embora o apartamento não fosse muito grande, a iluminação era perfeita; naquele instante, o pôr do sol atravessava as portas de vidro, banhando a sala com um tom dourado e acolhedor, quase cor de laranja. No jardim do térreo, as cerejeiras recém-plantadas exibiam suas flores ainda esparsas e, sempre que o vento soprava, um perfume delicado subia até ali.Eduardo se aproximou em silêncio e a abraçou por trás, apoiando o queixo no topo da cabeça dela com ternura.— O que você está olhando com tanta atenção? — Perguntou ele, num tom baixo.— Nada de mais. — Susana se recostou levemente no peito dele, absorvendo aquele calor humano que tanto a tranquilizava. — Só estava pensando que, finalmente, a primavera chegou de verdade.A voz de Susana soava calma, carregando uma suavidade que antes parecia impossível. Contudo, Eduardo sabia que e
A maca deslizava pelos corredores do hospital em velocidade vertiginosa rumo à sala de emergência.A bala havia perfurado o tórax esquerdo de Nathan, rasgando tecidos vitais e artérias principais com uma precisão cruel. Apesar dos esforços coordenados da equipe médica, que gritava ordens e injetava drogas vasoativas, os números no monitor cardíaco despencavam em queda livre.Pouco antes de ser engolido pelas portas duplas do centro cirúrgico, no limiar onde a consciência começa a se desfazer na escuridão eterna, a visão de Nathan, turva e fragmentada, conseguiu um último feito milagroso, que foi focar-se.Ele viu Susana. Ela estava logo ali, amparada pelo abraço protetor de Eduardo. O rosto dela não tinha cor, as lágrimas lavavam a fuligem e o sangue em suas bochechas, e seu corpo tremia sem parar. No entanto, os olhos dela estavam cravados nele. Aqueles olhos, que ele conhecia tão bem e que agora transbordavam uma dor dilacerante, tornaram-se o último ponto de luz em seu mundo que se
O interior do Galpão 3, na antiga zona de mineração, era um cenário de desolação e penumbra. No centro daquele espaço vasto e opressivo, Susana estava amarrada a uma cadeira de metal fria, enquanto Bianca, com uma pistola antiga e desgastada tremendo em punho, aguardava com uma ansiedade febril a chegada de Nathan e Eduardo. Num canto afastado, dois capangas trocavam olhares nervosos, esfregando as mãos suadas nas calças jeans encardidas.Eles mantinham as cabeças baixas, hipnotizados pela luz dos celulares, na esperança vã de contatar alguém lá fora antes que a situação explodisse. Contudo, quando Nathan e Eduardo surgiram quase simultaneamente na entrada inferior do armazém, qualquer tentativa de fuga ou comunicação congelou.— Droga, a casa caiu... — Murmurou um dos bandidos, a voz trêmula denunciando o medo. — A gente só queria uma grana fácil, não assinar um B.O. desse tamanho.O outro homem, movido pelo instinto de sobrevivência, levou a mão à cintura para pegar o telefone e ped
— Por que o Nathan, que eu nem fazia questão, agora rasteja atrás de você? — Continuou Bianca, a voz cortando o ar como vidro quebrado. — Por sua culpa, ele cancelou a parceria da família Ribeiro com a minha. Você roubou tudo o que eu tinha! Se não fosse por você, o Nathan nunca teria mudado. Eu ainda seria a herdeira dos Santos, a invejada Bianca! É tudo culpa sua! Você é uma praga na minha vida!— Você enlouqueceu! — Retrucou Susana, sentindo o terror gelar seus pés diante daquela expressão distorcida. — As escolhas do Nathan são dele. O que eu tenho a ver com os negócios da sua família? Foi você quem...— Cala a boca! — Berrou Bianca, num acesso de fúria, agarrando um objeto pesado que estava sobre uma mesa lateral.O coração de Susana falhou uma batida. Era uma pistola antiga, o metal escuro e oleoso reluzindo sob a luz fraca. Embora Bianca não apontasse a arma diretamente para sua cabeça, a simples presença daquele objeto letal foi suficiente para congelar o sangue nas veias de Su












Bem-vindo ao Goodnovel mundo de ficção. Se você gosta desta novela, ou você é um idealista que espera explorar um mundo perfeito, e também quer se tornar um autor de novela original online para aumentar a renda, você pode se juntar à nossa família para ler ou criar vários tipos de livros, como romance, leitura épica, novela de lobisomem, novela de fantasia, história e assim por diante. Se você é um leitor, novelas de alta qualidade podem ser selecionados aqui. Se você é um autor, pode obter mais inspiração de outras pessoas para criar obras mais brilhantes, além disso, suas obras em nossa plataforma chamarão mais atenção e conquistarão mais admiração dos leitores.