Não era o Herdeiro que Ele Protegia
No dia em que o primeiro amor do meu companheiro, à beira da morte, entrou em trabalho de parto, os pais dele postaram dez guerreiros à minha porta.
Eles fizeram isso apenas para me impedir de invadir a sala de parto e arruinar o nascimento do herdeiro do Alfa Kaelen.
No entanto, eu nunca apareci, nem mesmo depois que o choro de um recém-nascido preencheu o ar.
A mãe dele, a antiga Luna, segurou a mão da outra loba com um suspiro de alívio.
— Liana, conosco aqui, aquela estéril da Elara nunca fará mal a você ou ao filhote!
Kaelen enxugou o suor da testa de Liana, com os olhos cheios de adoração.
— Não se preocupe, meu pai tem homens guardando as fronteiras da alcateia. Se Elara ousar causar problemas, nós a exilaremos para sempre!
Ele finalmente relaxou quando teve certeza de que eu não viria.
Ele não conseguia entender.
Tudo o que ele queria era dar um filho, um legado, ao seu primeiro amor que estava morrendo.
Por que eu não podia ser mais compreensiva?
Olhando para o filhote adormecido, um sorriso satisfeito cruzou seu rosto.
Ele pensava que, se eu apenas aparecesse e pedisse desculpas a Liana, ele perdoaria todas as nossas brigas anteriores.
Ele estaria até disposto a me consolar após o parto, talvez até me deixar ser a mãe do filhote apenas no nome, para que eu pudesse manter meu título de Luna.
Mas ele não sabia.
Eu acabara de enviar minha solicitação ao Conselho Superior.
Em uma semana, eu renunciaria ao meu status na alcateia, partiria com os bebês em meu ventre e nunca mais o veria.